Em entrevista à revista Entertainment Weekly, o diretor Christopher Nolan deu sinais de que a produção do jogo baseado em “Inception” está evoluindo. Isso seria um bom sinal?

Há apenas alguns meses, Christopher Nolan disse que estava “planejando” fazer um jogo baseado no sucesso de bilheterias A Origem. Agora, o diretor de Batman – O Cavaleiro das Trevas e Amnésia parece estar falando um pouco mais sério.
Nolan conta ao site da revista Entertainment Weekly que o universo “em camadas” de A Origem é “um mundo em que muitas outras histórias poderiam ocorrer” e que os videogames são “algo que eu sempre quis explorar”. Mas Nolan reitera que o projeto ainda é uma “proposta a longo prazo”, o que significa que ainda deve levar alguns anos. Afinal de contas, o cineasta está trabalhando atualmente no próximo filme do Batman, “The Dark Knight Rises”, esperado para 2012.
A Entertainment Weekly indica, porém, que Nolan já está atuando com uma “equipe de colaboradores” para o jogo baseado em A Origem. Se você pudesse escolher, com quem você acha que Nolan e sua turma deveriam formar uma parceria?
Se você não viu o filme ou quer refrescar a memória, confira um trailer e tente imaginar qual estilo de jogo funcionaria bem nesse roteiro.
Entrevista de Christopher Nolan para a Entertainment Weekly [em inglês]

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Dependendo da produtora (e eu preferiria as independentes) pode até sair algo bom desse filme. A idéia original é bem feita.
Por favor, não façam um jogo desse filme. Eu já perdi as esperanças de que seja possível criar um jogo sequer suportável a partir de um filme. Aliás, se alguém conhece um jogo desses, por favor, me avise, vai ser como se alguém me desse dois números da sequência de Fibonacci que estão perfeitamente na razão áurea.
Goldeneye.
Hum, o GoldenEye 007 realmente é um ótimo jogo baseado em um filme, mas eu quis me referir a jogos feitos para filmes. O GoldenEye foi lançado dois anos depois do filme no qual ele se baseou, ou seja, ele é independente e obviamente não foi produzido só para aumentar a margem de lucro da marca, o que é o caso de praticamente todos os outros jogos relacionados a filmes… Mas o que me impressiona é que o GoldenEye não acordou as produtoras, ele foi provavelmente mais lucrativo do que jogos-filme ruins e com certeza aumentou a fama da marca James Bond. Eu joguei o Tron: Evolution e apesar de ter sido feito às pressas por uma equipe pequena de chineses que ainda teve o pessoal cortado pela metade no final da produção, foi um jogo relativamente bom. Com um investimento sério, poderia ser um ótimo jogo, mas por pura falta de interesse deu no que deu.
Falando em Tron, o jogo que saiu pro filme antigo também era bom. Até hoje tem remake dos lightcycles pra flash.
Curioso, você levantou um ponto interessante. Apesar do Space Paranoids, que era para ser lançado para o filme, ter sido cancelado devido ao crash dos videogames de 1983, a coletânea de mini-jogos para fliperama baseada em cenas do filme rendeu mais que o próprio filme (!). Provavelmente por isso, chegaram a ser produzidos alguns jogos "completos", uma sequência para essa coletânea e três jogos não relacionados, que aparentemente não fizeram tanto sucesso (me corrija se eu estiver errado, não encontrei essa informação). Se esses jogos "completos" eram bons, eu não sei, e chuto que não, mas a sequência de mini-jogos parece ter sido realmente boa, para ter feito tanto sucesso. É meio trapaça, considerando que o filme foi baseado nos jogos então era fácil fazer um jogo baseado no filme, mas é outro cisne negro a se considerar, mesmo que não tenha sido o jogo-filme planejado (esse seria o Space Paranoids).
Não sei se dá pra falar que o filme foi baseado no jogo. Mas considerando que o filme é sobre metáforas cibernético-eletrônicas, concordo que é um pouco de trapaça.
Ainda assim, acho que jogos para filmes PODEM ser bons. O maior problema é que eles geralmente não precisam ser bons para conseguir vendas. É mais um problema de interesse de mercado do que de dificuldade na adaptação midiática.
Talvez jogos mais simples e para download sejam uma solução inteligente. Não funcionou com Watchmen e Kick-ass, mas funcionou com Scott Pilgrim (tecnicamente, a adptação é do filme, já que é licenciado pela Universal).
Em uma nota completamente paralela: eles iam ser espertos se fizessem um livro de RPG sobre Inception. Custo de produção menor, investimento mais seguro (no mercado norte-americano), um monte de gente ia comprar só pra entender o funcionamento dos sonhos e se não gostassem, a culpa ia ser das pessoas que não estão jogando/mestrando direito.
O filme foi baseado *nos* jogos. O próprio criador admitiu ter se inspirado no Pong, que já era um sucesso, para conceber as "Disc Wars". E como eu falei lá em cima, o Tron: Evolution poderia ser um ótimo jogo, com um investimento sério, e o mesmo se aplica para diversos outros. Só devemos levar em conta que jogos feitos *para* filmes tem um prazo curto, e isso também contribui para diminuir a qualidade.
De fato, não é preciso um bom jogo para trazer lucro para as empresas, a própria marca do filme já ajuda nas vendas, mas isso não significa que as empresas não podiam lucrar *mais* com jogos de fato bons. É isso que eu não entendo, imagino ser pura ignorância.
E quanto ao livro de RPG, seria realmente interessante, mas eles querem atingir o maior público possível sempre (Tron: Legacy não é um filme para todos, mas foi vendido como se fosse), e um livro de RPG tem um público-alvo mais restrito. Por mais que seja um investimento mais esperto, se eles dessem bola pra essas coisas fariam um jogo decente pra começo de conversa…
Não acho que ignorância. Imagine que o jogo seja muito bom, um jogo tão bom que se sustente independente do filme. Nessas circunstâncias, o apoio de merchandising ao filme não é muito vantajoso. A margem de lucro adicional entre um jogo de filme ruim e um jogo de filme bom pode ser grande, mas a margem de lucro adicional entre um jogo QUE NÃO É de filme bom e um jogo de filme bom supostamente não seria tão grande assim. Então é mais lógico economicamente deixar a produção boa não licenciada e deixar a produção medíocre com um filme por trás apoiando. Claro que você poderia apostar tudo em um só jogo decente, mas além de ser uma exceção, é um risco que geralmente as empresas não estão dispostas a assumir. É triste, mas é verdade.
Sobre os livros de RPG: lá o consumo de produtos em geral é bem maior, principalmente por ser uma cultura voltada ao consumo. Mesmo "nichos de mercado" como RPG possuem um número absoluto de consumidores satisfatório. Nessa brincadeira, sai muito RPG de merchandising (e estou falando de sistemas inteiros, com direito a suplementos posteriores). Eu nem acho que seria necessariamente um jogo tão legal, mas, considerando o filme, minha impressão é que é o tipo de investimento seguro pra RPGs merchandising.
Tem razão, um jogo bom não precisa de um filme por trás para se sustentar e um jogo de filme bom não lucra muito mais que um jogo independente bom, mas eu ainda acredito que um bom jogo de filme tem a vantagem de promover o filme. Veja o GoldenEye 007 que você citou antes, até hoje continua ajudando a sustentar a marca James Bond. Com menos intensidade, afinal faz mais de uma década que o jogo foi lançado, mas por ser uma referência nos jogos de tiro, mantém aquele filme firme na memória das pessoas.
É um risco também, eu tenho de admitir, porque o investimento tem que ser alto e não representa necessariamente um retorno igual, nem todo filme rende um jogo bom, mas eu tenho certeza de que os grandes filmes, como Avatar, poderiam se beneficiar de um jogo que mantivesse a memória das pessoas fresca até a continuação. De fato, foi feito um jogo para esse filme, mas não é um jogo bom, então as pessoas vão comprar e não jogar, o que faz com que o jogo traga só lucro direto, sem benefício à marca Avatar.
Saindo um pouco desse universo, por outro lado eu tenho observado uma iniciativa muito inteligente por parte das produtoras de filme. Ao invés de depender somente da propaganda clássica para promover o filme, elas estão usando ARGs para fidelizar os consumidores. É uma atitude que traz justamente esse benefício que os jogos não estão trazendo, promove a marca do filme, cria fãs a longo prazo, cria uma cultura forte que se sustenta depois do filme, garantindo uma plateia fiel. Eu participei do ARG do Tron: Legacy, e tenho certeza de que se não fosse por isso eu provavelmente não teria gostado do filme. E se tiver continuação, com certeza vou ser de novo um dos primeiros a ver.
É tudo uma questão de inteligência, você pode fazer apenas o necessário para manter o lucro alto, ou você pode optar por um lucro possivelmente mais baixo para garantir um lucro muito maior no futuro, além de uma subestimada simpatia da parte dos consumidores.
Aproveitando um pouco que o Kotaku fala de jogos, a Valve é um ótimo exemplo desse atitude inteligente, em especial com o jogo Team Fortress 2. O jogo demorou 10 anos para ser feito, e era ótimo desde o começo – ganhou 92 na ocasião do lançamento – mas a Valve continuou aprimorando o jogo em todos os sentidos desde então, de graça e para todos. Adicionaram novos mapas, novas armas, novos modos de jogo, adicionaram novos itens, novos sistemas para obter itens, adicionaram a fabricação de itens e até mesmo um sistema de vendas e um sistema de contribuição remunerada para o conteúdo do jogo. Faz mais de 3 anos que o jogo não para de crescer e melhorar constantemente, com eventos de halloween, natal, uma história excelente contada num estilo ARG. Somente agora é sequer possível gastar com o jogo, comprando novos itens, mas isso é algo completamente opcional. E o que a empresa ganhou com tudo isso? Popularidade. Simples assim. Mantenha os consumidores felizes e seus produtos vão sempre crescer e nunca decair ou estagnar com o tempo. Quantos jogos multiplayer estão mais populares 3 anos depois de terem sido lançados?
Finalmente, sobre o RPG, seria uma alternativa sim para aumentar o lucro, mas eu vejo mais como complementar do que como primária. O ideal é atacar todos os nichos, o que inclui com certeza os jogadores de RPG, mas existem outras opções igualmente lucrativas que podem "substituir" essa. É claro que depende muito do produto em questão, o Inception poderia dar um bom RPG mas o Avatar talvez não. Então é um risco também investir (mesmo que pouco) em um RPG, porque muitas vezes não dá pra saber se o resultado seria bom ou não (culpar os jogadores não dá certo, mesmo que a culpa seja mesmo deles, se eles sentem que o produto tem um defeito quem perde é a empresa).
É exatamente esse tipo de iniciativa que tem avançado a indústria do entretenimento pós-internet (e, com sorte, será o comportamento esperado na maioria dos casos futuros). Porém, no momento, esse ainda é um setor pragmático e conservador. Eu espero que isso mude, porque concordo com a sua lógica.
Sobre o RPG, a parte da culpa dos jogadores era mais uma chacota, mas minha maior preocupação é que Inception trabalhe com um universo que é amplo demais para um videogame. Eu pensei sobre o gênero quando lembrei de Doctor Who (que é uma franquia que achou melhor espaço nos RPGs do que nos jogos) e achei casos bem similares. Fazer uma adaptação já é difícil, mas acho que nos dois casos, a própria concepção do ambiente interativo para universos apresentados linearmente complica bastante a situação.
Em outras palavras, acho que uma adaptação RUIM de Inception para videogame já seria bastante trabalhosa.
O novo testamenho… Narrado por Cid Moreira..
[...] This post was mentioned on Twitter by Geek Blogs and Vinicius Lima, Kotaku Brasil. Kotaku Brasil said: Você faria um jogo baseado no filme A Origem? http://bit.ly/fRIJUx [...]
Talvez se eles implantarem nos players que o jogo e bom, todos gostem kkkkkkkkkk.
Se o jogo for fod* igual ao filme, seria o melhor de todos.
acho que esse jogo já existe e se chama ecochrome
Meu deus bomba a vista
Esses caras precisam ficar 1 mês jogando batman do nes para aprender
Não por favor, ficar confuso uma vez já foi demais! ahahah zuei, sério, se for tudo muito bem feito fica massa, o problema é que alguns gamers podem não entender o ambiente do jogo e ficar falano "que jogo xato, não estou entendendo nada"…
"Se você pudesse escolher, com quem você acha que Nolan e sua turma deveriam formar uma parceria?"
Kojima Productions, Square Enix ou os dois juntos.
Sonhei MUITO alto agora, vai dizer!?
Final Inception Fantasy?
Hehe. Boa jorge.
Dá até pra ser Metal Inception Solid, ou uma junção dos dois.
Só acho que não é possível recriar em um jogo a liberdade que os personagens tem no filme de construir cenários e etc, então isso dificulta as coisas, a menos que você não seja o arquiteto.
Acho que a Rocksteady Studios seria uma boa pedida para o game. Teriamos uma grande chance de ser um epic win como Batman AA.
FARIA FACIL, pode fazer que será sucesso, só peço para ser criativo