A maioria dos jogos têm chefões, e existem várias razões para isso. A importância que a pontuação tem na estrutura de uma frase é a mesma que os vilões dos games têm na narrativa de um jogo: marcar um ritmo e fazer as coisas andarem.
Chefes dão uma razão para você agir: se Bowser nunca sequestrar a princesa, não teremos mais jogos do Mario. Um chefe também pode atuar como um teste de habilidades, razão pela qual os chefes da série Zelda muitas vezes são baseados em mecânicas relacionadas à arma ou item que você adquiriu no calabouço.
Algumas pessoas podem ficar tentadas a dizer que os chefões são anacronismos – algo de que não precisamos mais, mas que continua existindo de qualquer maneira. Mas a revista Wired discorda, explicando que a necessidade de vilões e chefes está profundamente enraizada na psique social. Não é só uma coisa dos jogos, embora alguns dos motivos para termos vilões – como realização de objetivos – serem praticamente casados com a mídia.
Os chefões são uma boa maneira de enfrentar os nossos “eus sombrios”, que podem ser vistos como opostos completos de nós mesmos, sejam eles bons ou ruins.
Estas são – para simplificar as coisas – partes de nós mesmos que escondemos da sociedade. Confrontar esta parte de nós mesmos permite-nos crescer como seres humanos. O que acontece em alguns jogos da série Persona, por exemplo – que fazem você lutar contra “Sombras” – é altamente metafórico. Em Persona 4, os chefes são, literalmente, os egos sombrios dos personagens.
Mas isso também significa que os vilões mais diabólicos são um espelho de nós mesmos, da sociedade que os criou. E é por isso que, por mais clichê que seja, os chefes gostam de usar aquela velha frase: “nós não somos tão diferentes, você e eu” – como Lazarevic faz em Uncharted 2. Porque é verdade.
Ao mesmo tempo, quanto mais maligno é um vilão, mais ideal ele é para nos ajudar a enfrentar os nossos medos. Talvez, por isso, a criação de monstruosidades é um mal necessário. É para o bem e saúde da sociedade como um todo – que, segundo Freud, é altamente reprimida. Tão reprimida que talvez precisemos mesmo de um Ganon, um Dr. Robotnik…
Retribuição é outro resultado gratificante da inclusão de vilões nos games. Se os vilões estão aí para nos ajudar a descarregarmos nossa revolta, isso significa que os chefões funcionam bem nos games, certo? Afinal, nós podemos derrotar esses vilões, e isso pode ser extremamente recompensador.
Esse aspecto é tão importante que os jogos se esforçam demais para criar os mais bizarros, emocionantes e exigentes chefões, como os Colossos em Shadows of The Colossus ou o Centipede Demon em Dark Souls. A sensação de recompensa é muito maior. Além disso, quanto maior e melhor o vilão, mais heróico o jogador vai se sentir. E isso é bom para realizar nossas fantasias íntimas de poder.
Realmente, as razões pelas quais estamos tão apaixonados por vilões são fascinantes. Agora, se todos os vilões e chefões pudessem ser bem feitos…
>>Amor e ódio aos vilões [Wired, em inglês]

08/09/2011 - Seja luta ou RPG, temos mais Persona 4 para você




O Kotaku filosofando… Agora eu tenho certeza de que os Maias estavam certos.
?
Por que precisamos de pessoas q perguntam por que de tudo?
Porque por muitas dessas respostas que você está agora usando um computador para enviar mensagens através da internet. Perguntas movem o mundo, se forem as certas.
Parabéns, ignore as perguntas e engula todas as respostas prontas que te derem, é exatamente isso que "eles" querem.
Maldita Illuminati! =O
Este e vários outros artigos são ótimos para levar em consideração no momento em que um de nós for desenvolver um jogo
Porque o ato de questionar é que dá valor e graça a vida. Sem isto, você não passa de um "vegetal ambulante". =)
Seria bom podermos fazer o mesmo com os chefes reais.
<img src="http://ohdios.com/memes/troll-dad-meme.jpg" >
Estava pensando isso enquanto jogava Deus Ex: Human Revolution esses dias… Em como é legal jogos com chefes bem definidos e batalhas épicas. É mais legal ainda quando o chefe te destrói totalmente no começo, te fazendo ver a tela de game over dezenas de vezes até que em um momento, quase desistindo, você descobre uma estratégia nova ou entra em uma espécie de "nirvana gamer" e começa a agir com tamanha perfeição e sincronia com o personagem que toda aquele dificuldade some e parece que aquele chefe nem era tão díficil assim.
Chefes épicos = Metal Gear Solid 3, e tenho dito
E Metal Gear Solid 1.
Metal Gear Solid Todos!
No contexto da maioria dos games em que história é bem incipiente e um tanto desconexa como um todo do resto do jogo, ainda acho que o papel maior dos chefões é a de catalisador de ritmo da narrativa/jogabilidade, análogo ao clímax das histórias de mídias mais tradicionais.
Dá pra existir um subtexto mais filosófico embutido no mesmo? Claro… mas são poucos que conseguem fazer isso de forma interessante e convincente…
Resumindo….. Matar chefões rocks!
Só tem um erro grave nesse texto… Vilões? Pô, é CHEFÃO.
Um dos melhores chefões que eu já vi é o Zeus no final do jogo "Will Rock" (de uma época que shotters tentavam algo diferente). Ele era gigantesco!
Até a biblia tem um chefão… O Diabo, né? kkkkkkkkkk….
Ou Javé, dependendo de como você interpreta.
Esse papinho de PRECISAR de um inimigo é uma palhaçada.
É como os EUA pós segunda guerra. Depois de derrubar Htiler, melhor criar novos vilões pro futuro senão não vai haver justificativa pra força bélica existir.
Sem essa…
ta ai outro lado dessa moeda, precisar "parecer" mocinho
Enquanto existirem seres humanos existirá justificativa para a força bélica existir… Os homens gostam de matar uns aos outros, é nossa natureza.
Assim como os EUA acredita que COMPRAR também seja da nossa natureza?
Muito antes de sequer existir países o homem já mata.
é pra dar mais emoção o jogo
Eu normalmente gosto dos vilões, normalmente eles são movidos por um forte ideal para estarem fazendo aquilo … diferente dos herois, que muitas vezes está lutando simplesmente pq estava na hora errada no lugar errado, muitas vezes nem sabe o que está fazendo ali, mas ja que não tem nada para fazer, vamos derrotar vilões … uma serie que acho que tem bons herois é o AC, tanto Ezio e Altair sabem exatamente pelo que estão lutando, um belo ideal … já Desmond, é uma marionete do destino.
Um outro motivo de existir chefões é o seguinte:
Em muitos jogos atuais o personagem do jogador se torna muito poderoso e acaba existindo a necessidade de colocar algum inimigo que bata de frente com o nosso, pelo simples motivo de mostrar que se nós podemos ser poderosos, os outros personagens do mundo também podem.
Outra coisa é que seria muito estranho estar lutando contra uma orda de criaturas malígnas e o comandante dessa orda não ser uma criatura que imponha respeito. É meio lógico que o líder seja superior aos lacaios em vários aspectos, principalmente em estruturas dominadas pelo medo e violência como orcs, trolls, demônios, etc.
Chefões, isso foi a única coisa que cagou foda o Deus Ex Human Revolution, dava pra ver que aquele diabo estava conflitando com o jogo inteiro!
Além de chefões, os jogadores e developers deveriam entender que alguns jogos não precisam de historia, por exemplo Unreal Tournamen 3, ter historia estragou o jogo.
Chefes épicos = praticamente todos os chefes da série Final Fantasy!
Esse chefão aí falou por quanto tempo?, tô vendo esse vídeo a 2 minutos e nada…
O destaque do chefão fica por conta dele ser um "eu obscuro" do personagem, ele é o que o personagem sente, mas omite. Assim como os outros chefes de Persona 4. Esse é o charme.