
Se o nosso amigo Ken Levine estiver falando sério, o modo 1999 em BioShock Infinite não vai ser moleza. A não ser que seu conceito de moleza inclua dor, sofrimento, angústia, miséria, fracasso, game overs e controles sendo quebrados na parede.

Quando você colocar seu BioShock Infinite para rodar pela primeira vez, não espere ver o recém-anunciado modo 1999 de “dificuldade retrô” no menu principal. O novo modo é tão difícil, que Ken Levine não quer que “os jogadores mais modernos ou não-hardcores” trombem com ele.
Eu conversei recentemente com Ken Levine, diretor de criação da Irrational Games, sobre o modo 1999 – um novo nível de dificuldade batizado em homenagem ao ano em que o estúdio lançou seu desafiador jogo de ação RPG System Shock 2.
Os modos de dificuldade padrão em BioShock Infinite foram criados com a tendência dos jogos modernos em mente. Vida e munição são relativamente fáceis de encontrar, e a ressurreição é um fenômeno comum. Escolher uma habilidade em vez de outra não vai, necessariamente, resultar em tragédias muito grandes.
Em 1999 (o modo de jogo, não o ano), você escolhe uma especialização e é obrigado a ficar com ela até o fim, e assim todas as suas ações no jogo serão governadas por essa escolha. A munição vai ser escassa. Cada fração de vida será preciosa e, se você morrer, é melhor ter uma boa grana para pagar pelos serviços de ressurreição, ou é game over.
Para o gamer hardcore, 1999 poderia ser a melhor coisa que já aconteceu em 2012. Mas e os gamers não-hardcore?
“Eles vão odiar”, diz Levine. “Tudo bem – não é para eles.”
Para quem, então, é o modo 1999? Em primeiro lugar, é para o aluno que se aproximou do diretor de criação e cofundador da Irrational Games após uma palestra na velha faculdade de Levine para fazer uma reclamação: nenhuma das opções em BioShock parecia ter qualquer efeito permanente.
“Existe um monte de coisas que as pessoas podem falar sobre o seu jogo, positivas e negativas, e você pode concordar ou discordar,” explica Levine. Neste caso, ele concordou. Embora houvesse decisões permanentes no jogo, nenhuma das escolhas que o jogador poderia fazer mudavam de forma irreversível o que acontecia no jogo. “Isso teria sido muito legal.”
Levine gostou tanto da ideia que decidiu ir por esse caminho com BioShock Infinite, mas só depois de ter certeza de que isso era algo que os fãs gostariam de ver. O desenvolvedor realizou uma pesquisa informal para sentir o clima do público. Ser obrigado a tomar decisões permanentes melhoraria sua experiência com o jogo? Quando 57 por cento respondeu que sim, o modo 1999 nasceu.
Acrescentar o modo 1999 em BioShock Infinite tão tarde no processo de desenvolvimento foi um desafio. O jogo não foi projetado para exigir especializações do jogador. A forma como os recursos eram distribuídos teve que ser alterada. O modo exigia equilíbrio refinado para assegurar uma dificuldade elevada sem passar dos limites e virar apenas um “jogo apelão”.

“Eu realmente tive que voltar para a cabeça que eu tinha na década de 90″, conta Levine. “É aquela sensação da velha-guarda de ‘Se eu falhar, eu mereci o fracasso” em vez de “o jogo me fez falhar”.
Treze anos após o lançamento dr System Shock 2, o fracasso tornou-se uma espécie de linha divisória entre o jogador hardcore e não-hardcore. “O fracasso pode ser divertido”, diz Levine. “Esse é um conceito dos jogadores das antigas. O jogador comum para de jogar quando falha. O hardcore diz ‘É isso aí, eu vou mostrar para esse jogo quem é que manda”.
Essa é exatamente a atitude que o gamer hardcore vai precisar assumir para encarar o modo 1999. Porque esse modo vai tentar quebrar o jogador usando as próprias decisões dele.
O criador de BioShock descreve, por exemplo, como o jogo pode funcionar para um jogador que decidir especializar-se em pistolas. Ele vai ser incrível com um revólver na mão, mas sua escolha vai afetar profundamente sua capacidade de usar outras armas. Quando ele estiver encurralado com só uma bala no tambor, talvez se arrependa dessa decisão.
E se ele morrer nesse arrependimento, é melhor que tenha os componentes certos para facilitar a ressurreição. “Os jogadores ficaram tão acostumados a morrer e reviver que usam isso como uma estratégia, correndo, matando alguns inimigos, morrendo, e voltando ao mesmo lugar”, disse Levine. “No modo 1999 se você continuar gastando seus recursos para reviver, esteja preparado para dar um ‘load game’.”
Levine compara a atmosfera criada por esses recursos limitados a uma mecânica-chave em jogos de terror e sobrevivência de sucesso. “Não é apenas assustador. É também sobre seus recursos, que são limitados a ponto de gerar tensão”.
Em vez de tirar o chapéu para Resident Evil, Silent Hill, ou outros “survival” clássicos, Levine usa o shooter tático Rainbow Six, da Ubisoft, como exemplo. “Em Rainbow Six, você morre muito rápido – apenas uma bala pode matá-lo, e isso cria uma tensão incrível. Fico nervoso a cada esquina que preciso virar.”
O modo 1999 cria esse mesmo tipo de tensão, garantindo, ao mesmo tempo, que o jogador esteja sempre no comando. As decisões, boas ou más, são todas do jogador. É um modo que nos faz pensar de formas diferentes sobre como jogar. E, nunca é demais lembrar, ele está lá para quem é realmente hardcore.
“Nós vamos esconder o modo 1999 no menu principal, provavelmente com algum tipo de código. Para o gamer não-hardcore, nós não vamos nem revelar que isso existe”, diz Levine. “O modo será muito pouco receptivo para os jogadores comuns”.
Para os mais hardcore entre nós, Levine acredita que o novo modo será um retorno bem-vindo, exigente e desafiador. “Esse modo não vai se parecer nada com BioShock“. Teremos “rage quits” e controles sendo arremessados na parede, mesmo entre os hardcore.
Então a grande questão agora é: que tipo de gamer é o senhor Ken Levine?
“As pessoas querem dizer que você é esse ou aquele tipo de gamer”, disse ele. “Jogadores hardcore jogam de tudo.” Ele me conta de uma recente noite que passou sem dormir. Ele passou algumas horas no RPG de ação Deus Ex: Human Revolution antes de gastar mais umas horinhas com Bejeweled, um puzzle adorado pela galerinha mais “casual”.
“Como jogador, tudo depende do dia, hora, ou como eu estou me sentindo. Vou jogar tanto jogos hardcore e casuais. O modo 1999 de BioShock Infinite é difícil e frustrante. Você vai avançar alguns metros, morrer, e carregar um jogo salvo. Eu adoro isso em alguns dias. Em outros, eu não gostaria de ter que lidar com isso.”
Em última análise, a opção de jogar BioShock Infinite em condições normais ou no modo 1999 é sua. Se você tentar o modo mais difícil e não conseguir pegar o jeito dele, então simplesmente engula seu orgulho e vá curtir o jogo em um modo de dificuldade menos agressivo. Ou alterne entre os dois conforme seu humor mudar.

Mas se você é o tipo de jogador que pula fora ao primeiro sinal de fracasso, você pode querer manter distância de 1999. Como Ken Levine diz: “Isso não é para você. Não se preocupe com isso. Isso é para os hardcores. Eles são os únicos que vão entender por que esse modo é legal.”
10/12/2012 - A capa de BioShock Infinite não foi feita para você




Cacetada, fiquei de bobeira agora. Game Over é TENSO.
Eu já queria esse jogo, agora quero mais ainda.
Não tenho mais tempo pra ficar tentando e tentando, de novo e de novo. Hoje com mulher, filho, trabalho, não dá pra ficar jogando nos modos mais difíceis, não. Quero sentar e curtir o jogo, a história, o clima. Jogo desde 1988 e foram-se meus dias de arremessar controles no chão (Pobre controle do Super Nes). Não esmurraria meu teclado, muito menos jogaria meu controle do Xbox na parede, ele é pesado e se espatifaria. Portanto, é melhor evitar e continuar encarando os "desafios" do modo normal.
Sei o que é isso, principalmente agora que to jogando Dark Souls e é uma frustração atrás da outra, morrendo e morrendo e morrendo e a sensação de não estar evoluindo no jogo é osso.
De qualquer forma to tendo que me virar como posso e to jogando das meia noite as 3 da matina só pra poder zerar essa jossa. Mas depois desse jogo vou pegar coisas mais lights. hehehehehehe
vc tem que parar de jogar tiny tower e jogar mais dark souls
Falou e disse. Trabalho, estudo e moro com a namorada.
Tenho milhares de jogos bons para jogar, porém mal tenho tempo para detonar eles.
Jogos longos como Skyrim, Fallout e GTA sairam da minha lista de jogos que eu posso jogar faz algum tempo.
Esse modo hardcore, apesar de me atrair, é inviável…
Taí um modo que não vou jogar, talvez só pra testar… se tivesse tempo, como durante minha infância / adolescência, beleza… mas agora, meu principal objetivo é chegar ao final dos jogos e não ser caçador de troféus / conquistas (tenho vários jogos 100%, mas nenhum deles é true hardcore pra conquistas, como Forza 3, Assassin's Creed 2, Sonic & Sega All-Star Racing, Ms. Pac Man, todos os Sonics de Mega Drive, Sonic 4, Shadow Complex, etc.)…
Realmente a questao do desafio é bem interessante
me lembro de passar 4 horas no mesmo boss de dark souls e nao desanimar nem uma grama.
com tanto shooter em que você é rambo no jogo, sai sozinho e fuzila todo mundo, algo mais dificil é muito bem vindo
Amo muito essa ideia. Gostaria que os todos os jogos te dessem uma opção parecida. São jogos com o que há de mais moderno em tecnologia e filosofia de game design e que ainda assim te oferece uma experiência megaman 2 de dificuldade.Amo muito essa ideia. Gostaria que os todos os jogos te dessem uma opção parecida. São jogos com o que há de mais moderno em tecnologia e filosofia de game design e que ainda assim te oferece uma experiência megaman 2 de dificuldade.
Seria comparado ao modo "Zealot" do dead space? pq se for,,, facil.
A questão da dificuldade é tão "Tabu" para os produtores de jogos que eles tem esconder a opção dificil para não frustrar a geração mimada dos consoles atuais.
Jogos dificeis, hoje, ou vem com essa prosposta escancarada no seu posicionamento ou tem uma temática adulta.
PS: A maioria.
1999… modo que eu irei usar… cansei do modo Modern Warfare de jogar!
[...] >> Vamos chorar sangue no modo ’1999′ de BioShock Infinite, por Kotaku. Tweet [...]
Bom, platinei Demon's Souls, que venha este, quero ver se realmente é alta a dificuldade.
Pra passar raiva eu já tenho o Dark Souls XD
Pra quem tem tempo é uma maravilha hehehehehehe.
Mas eu irei jogar uma vez ou outra… ^^
Cara que saudade daquele tempo em que vc se preocupava com qnto vc tinha de vida.. e se vc chegasse a um determinado local e perdia 0,5 % da sua energia vc fazia o load do save varias e varias vezes até passar aquela parte sem perder 0 % de energia…..
Eu quero muito tudo isso…
Será que vai ter Multiplayer?
Não seria melhor então, quem sabe, assistir um filme ou ler um livro já que o problema, como vocês dizem, é tempo? Porque a sensação que eu tenho ao jogar esses games "acessíveis/fáceis" é justamente a de estar "assistindo" o jogo já que basicamente é por o direcional/analógico pra um lado e apertar um botão de vez em quando sem se preocupar em morrer muitas vezes. Mas enfim, existe mercado para todo o tipo de jogador e que bom que algumas empresas agora estão lembrando que tem gente que gosta de DIFICULDADE.
PS. não quis ofender ninguém com o meu comentário.
PPS. assim como os amigos de cima também trabalho mas sempre gostei de dificuldade. A sensação ao derrotar ou passar um monstro/fase difíceis não tem preço.
Cara, a sensação de vencer grandes desafios é muito boa, sim. E quanto a você dizer que deveríamos ler um livro, cara, isso se enquadra na questão do manuseio do tempo. Dividir o tempo com esposa/namorada, filho, trabalho, hobbies (música, livros, esportes, etc…). E não compare ler um livro com jogar. Por mais que os jogos tenham evoluído na narrativa, não são atividades semelhantes. E o modo normal me supre com o nível de dificuldade que me agrada e ele jamais, ao menos na maioria dos casos, se restringe a apenas mover o direcional pra cá e apertar um botãozinho de vez em quando. Mas, sim, é importante as empresas se lembrarem que existem jogadores hardcore de porão com tempo, ou pessoas que tem habilidade para manusearem melhor seu tempo e se divertem tentando, e tentando, de novo e de novo… Como eu fazia à 18 anos atrás.
Não. É mais fácil cade um jogar na dificuldade que lhe convém mesmo.
Quer ver como será isso. Se for como nos anos 90, não terá save e morrer = game over. Ou seja, para zerar, terá que ser numa "sentada" só
Isso ae não é novidade nenhuma. Quem platinou Dead Space 2 como eu, sabe muito bem como é zerar um jogo em dificuldade alta e com apenas 3 saves durante o jogo INTEIRO. FOI TENSO!
Digo mais: nem somos jogadores "hardcore", eu chamo isso de masoquismo mesmo. Eu p.ex sou um jogador "masoquista" assumido. Jogo todos os meus games na dificuldade mais alta que for possível. Não jogo nenhum game em dificuldade normal há vários e vários anos. Simplesmente acaba virando um vício. O.o
Quem faz isso aqui também, vai entender perfeitamente o que estou dizendo. É bom demais! o//
http://maniagamer.blogspot.com/2012/01/analise-dr…
Modo hardcore punk skin head.
Modo 1999 = Ghost'n Goblins !!!! XD lol … Adoro velhos tempos!!
É verdade que muita gente não tem mais tempo pra jogar (Eu não tenho) e nem pra ficar na mesma parte do jogo por horas, mas esse modo foi criado para você interagir com o ambiente proposto pelo jogo, e não apenas chegar, jogar e zerar.
É feito pra você vivenciar o jogo, não é pra ser rapido e sim demorado.
Gostei do modo, vou jogar, nem que eu leve o ano todo pra zerar, mas isso vai mostrar que o jogo vale a pena!!
Ah… controles vão rolar!
O Kotaku sumiu com o botão de negativação! Ai, ai, ai… Tá com medo de magoar os leitores? Parecendo o Mark Zuckerberg.
HEHE, agora vamos ter que xingar mesmo em vez de dar -1!
Acho que o Ken Levine tá fumando crack. Ele se refere aos jogadores hardcore como "pessoas que curtem jogos difíceis", mas o que eu mais vejo aqui no Kotaku são pessoas que se dizem Hardcore, mas se amarram em joguinhos "soft" e muitas vezes dão preferência à eles aos jogos com dificuldades mais elevadas. Então eu fico pensando: se são esses os jogadores hardcore de hoje em dia, não estaria Levine produzindo um modo de dificuldade pras pessoas erradas? Bem, eu nem sei mais o que diabos é um jogador hardcore, é um rótulo tão impreciso que utilizá-lo para definir qualquer coisa é cair na armadilha de não dizer merda nenhuma. Eu não acredito no hardcore assim como não acredito no casual.
Eu não sou do cara que curte a maioria desses jogos modernos, ainda assim eu sempre bato de frente com jogos que tem uma dificuldade elevada simplesmente por achá-los muito mais empolgantes do que os demais. Seria eu um hardcore gamer? Mesmo não acreditando que o mais importante em um videogame são essas trivialidades que chamam de narrativa, engines super elaboradas, personagens profundos e o caralho? Eu realmente não sei.
É que Sabem qual o melhor disso tudo? VALE PRA QUALQUER UM! Seja você que esta de férias e tem tempo pra morrer e morrer varias vezes jogando o fucking HARDCORE ou voce que chega cansado do trabalho e só quer jogar, nem que seja no NORMAL ou Easy…, só pra esquecer os problemas e descontrair um pouco!
Lendo esse texto me senti um lixo de gamer, pq desisto de um jogo que pega um pouquinho do meu calcanhar. QUE SENSAÇÃO MARAVILHOSA.
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Tempo so e problema porque todo mundo quer jogar todos os jogos que saem. EU gosto de me dedicar e serio jogos fáceis ja esta irritando. Claro que cada um joga na dificuldade que quer, mas entao porque jogos como Assassins creed nao deixam vc escolher a dificuldade, e serio, o jogo e facil demaissssssssssssss
Vai ter troféu para o modo 1999? Se não tiver, perde metade da graça da Platina do jogo.