Nesta semana a Famitsu perguntou aos seus leitores sobre seus hábitos gamers e acabou topando com alguns resultados interessantes. Alguns números são surpreendentes. Outros são chocantes. E alguns são… nada mais do que esperados.
Em relação às plataformas, as respostas estão dentro do normal: o Nintendo DS e o Wii continuam dominando o mercado. Quase 50% (o equivalente a 2.070 leitores) dos entrevistados tinham uma das duas plataformas. Já uma questão sobre qual era o console mais utilizado, apesar de mostrar resultados similares, teve como destaque o número de usuários que usam “smartphones, PCs e outros consoles” (1.854 leitores).
Na pergunta sobre qual era a próxima plataforma que gostariam de comprar, a maioria (954 leitores) das pessoas respondeu Nintendo 3DS, mostrando que a Nintendo continua firme e forte no mercado de games.
Mas quando essa mesma pergunta foi dividida entre três razões pela compra dos consoles (um jogo específico, porque um amigo tem um, ou porque o conteúdo disponível para o console é um atrativo), um dado muito interessante foi descoberto. Sem exceções de plataforma, a maioria das pessoas compra um console porque está atrás de um jogo específico. Mas com a Sony e a Microsoft, a porcentagem de pessoas que estão atrás de conteúdo é muito superior do que a influência de compra de terceiros; com a Nintendo, a influência de amigos e familiares é mais forte do que com os outros consoles.
Interpretando os dados, podemos dizer que os consoles da Nintendo são mais fracos em conteúdo, ou que a empresa nipônica sabe incorporar mais interações e influências sociais em seus produtos (ou até mesmo os dois).
Outro resultado interessante foi sobre o uso de conexões de rede. Menos de 40% dos entrevistados (1.534) disseram que usam os recursos online de seus consoles. Desses, menos de 10% usam qualquer tipo de conteúdo pago, como DLC – ou seja, a cada 100 jogadores, só quatro compram alguma coisa.
É claro que a indústria do DLC ainda é relativamente nova, e esses números não são indicadores muito úteis do futuro dessa prática, mas podem dar uma boa ideia da situação atual.
Na galeria abaixo, os gráficos com as principais comparações dessa pesquisa da Famitsu.
>> Famitsu [em japonês]
[Foto: Koji Sasahara | Associated Press]

09/05/2011 - Quanto valem as marcas do mercado de games?

02/11/2011 - Quem vendeu mais na atual geração de consoles?


Sobre a Nintendo ter falta de conteúdo, discordo. Em termos de jogos, os jogos dela não são do tipo que "precise" de conteúdo (DLC). Já em termos de recursos extras, como rodar arquivos de áudio, vídeo, etc, aí sim faz sentido.
Erick penso que a falta de conteúdo se deve ao fato da própria nintendo estar sempre precisando ela mesma correr atrás para conseguir vendagens, vide o 3ds, que apesar de ser um bom aparelho teve um início desastroso. Por esses e outros motivos a nintendo teve de apelar, mais uma vez a trupe de mario e cia (não que sejam ruins, nem nada contra, são ótimos jogos, a exemplo fica o super mario land 3d) mas falta novas franquias que somem para que não tenhamos em todas as gerações de consoles da nintendo jogos como estes. Sou contra o DLC e falta sim opções para vídeos, que no 3ds poderia realizar o download de vídeos para poderem ser assistidos depois no nintendo video, mas ao invés disso só podemos ver quando estamos conectados.
Discordo da parte de "início desastroso". Como Assim? em um ano desde que o console foi lançado a Nintendo vendou 4,5 milhões de unidades só nos Estados Unidos, não sei que parte disso é "desastroso".
Em comparação com os outros produtos da família ds, devido ao estratosférico preço!
Ele se referia aos primeiros meses, nos quais eu e grande parte tivemos que esperar pra que fossem lançados jogos decentes… e o 3DS naquela época não vendia mais do que o PSP, devido a esse motivo… depois do corte de preço as coisas mudaram, ainda mais com o lançamento de jogos como Mario Kart e Super Mario 3D Land.
As palavras "Video Game" já explicam que o que realmente importa em uma plataforma são os jogos.
"Desses, menos de 10% usam qualquer tipo de conteúdo pago, como DLC – ou seja, a cada 100 jogadores, só quatro compram alguma coisa."
Vai pros EUA e o número se inverte. Haja paciência com esse povo que paga 15 doletas por 4 mapas…
Já comprei conteudo online, músicas para Rock Band, e não compra nunca mais.
Quando meu Wii queimou não tive como recuperar o investimento.
Agora se o conteúdo não estiver no disco de jogo ou atrelado a um conta como a do steam eu deixo de lado.
A pesquisa, a meu ver, ficou comprometida porque englobaram smartphones, PCs e consoles antigos em uma categoria só (outros).
Isso fico evidente nesse gráfico:
<img src="http://www.kotaku.com.br/wp-content/blogs.dir/11/files/games-no-japao/japao_kotakubr3.jpg">
Meio bizarro ver a galera aqui discutindo a realidade da "bolha" japonesa como se fosse a nossa. É fato que a pesquisa ficou comprometida ao jogar todos os tipos de plataforma (dedicadas ou com vocação multimídia) no mesmo balaio, e é fato de que o Japão está longe de sair da recessão, tanto que muita gente lá ainda não aderiu aos portáteis de última geração.
Esse tipo de referências japonesas (que não representam a Asia como um todo), incluindo N+, Famitsu e etc… não passam de puro fetichismo em sua boa parte e não possuem grande relevância para o mercado global.