Pela primeira vez em um evento brasileiro, as três grandes estiveram lado a lado. Sony, Microsoft e Nintendo participaram de um painel de abertura do Gameworld 2011 nesta sexta-feira (11), em São Paulo. E a seguir você confere o que rolou de mais importante nas apresentações de Anderson Gracias, Guilherme Camargo e Bill Van Zyll.

Pela primeira vez em um evento brasileiro, as três grandes estiveram lado a lado. Sony, Microsoft e Nintendo participaram de um painel de abertura do Gameworld 2011 nesta sexta-feira (11), em São Paulo. Em um auditório cheio do Centro de Convenções Frei Caneca, eles falaram a jornalistas, estudantes, varejistas e outros profissionais da indústria de games do Brasil. Anderson Gracias, Guilherme Camargo e Bill Van Zyll (a partir da esquerda na foto acima), revelaram alguns números de suas empresas, discutiram estratégias de mercado e compartilharam um discurso comum de que “chegou a hora do Brasil”.
O clima geral foi de otimismo em relação ao crescimento brasileiro na América do Sul e apostas de que o país vai crescer com Copa do Mundo (2014), Olimpíadas (2016) e com as diversas iniciativas para a redução de impostos dos jogos eletrônicos no país. Novos projetos e anúncios oficiais, porém, ficaram de fora do debate, reservados para a E3 2011. Enquanto a Sony investe na localização de jogos e fala em trazer a PlayStation Network “antes do que você espera”, a Microsoft continua a lição de casa com a Xbox Live BR e a Nintendo se estrutura oficialmente no país para a chegada do Nintendo 3DS.
Anderson Gracias > Sony Brasil

Anderson Gracias, chefe da divisão de PlayStation da Sony Brasil, começou com uma espécie de pedido de desculpas. “A ausência da Sony foi uma questão nossa e não deles”, disse, isentando os organizadores do Gameworld de qualquer culpa pela falta de um estande da Sony no evento. Você podia, é claro, jogar Gran Turismo 5 e alguns jogos do PlayStation Move, mas eles estavam em áreas da NC Games e de outras empresas, e não em um estande exclusivo da Sony como no Brasil Game Show em 2010.
Gracias apresentou uma linha do tempo com os principais acontecimentos da marca PlayStation desde a chegada oficial ao Brasil, em 2009, destacando os lançamentos de jogos como God of War III, Gran Turismo 5 e Killzone 3. Ele reforçou alguns pontos que já havia citado em conversas anteriores com o Kotaku Brasil: atraso nos lançamentos nacionais, preço dos jogos e preparação do mercado brasileiro.
“A questão de preço é sempre uma polêmica. Em outubro de 2009, quando lançamos jogos a R$ 199, estávamos subsidiando, olhando para a frente. Eu, como um gamer, também busco o melhor preço para vocês, para todos nós”, disse.
Anderson criticou a falta de conhecimento de alguns lojistas e, para exemplificar o que considera o “mau uso” dos produtos no ponto de venda, mostrou fotos do PlayStation 3 colocado ao lado de… toalhas de banho em certas lojas. “Tem bastante sinergia, a exposição está bastante adequada”, provocou, dizendo que o videogame e os jogos precisam estar juntos, próximos do consumidor. Gracias disse que é possível expor os produtos com segurança nas lojas sem comprometer a experiência de compra do usuário.
Segundo ele, os planos da Sony no Brasil para 2011 incluem, além das estratégias comerciais envolvendo acessórios e jogos, a luta por redução de IPI e a localização de InFamous 2 em português brasileiro.
Guilherme Camargo > Microsoft Brasil

A Microsoft lida com a tranquilidade de quem já lançou a Xbox Live no Brasil, mas ainda precisa encarar a cobrança dos usuários por um conteúdo mais amplo na rede do Xbox 360. Guilherme Camargo se mostrou ciente dessas questões e reconheceu que a empresa ainda está na “metade do caminho” dessa lição de casa.
“Não chegamos numa lição de casa bem feita ainda”, disse, prevendo que essa adequação do catálogo de jogos na Xbox Live BR vá demorar de 6 a 12 meses para atingir um nível satisfatório. Sobre a concorrência, foi otimista e reforçou o discurso de que “os inimigos são os piratas”: “Temos muitos adversários em comum. Em nenhum país do mundo, eu acho, temos um parceria tão grande com os concorrentes”. Segundo ele, os desafios principais da empresa no país continuam sendo a carga tributária, a pirataria e o contrabando.
A “carreira” do Xbox 360 no Brasil e as vendas do Kinect foram outros temas abordados por Guilherme. Desde 2006, foram 40 jogos lançados no Brasil, 6 totalmente em português, 13 acessórios e oito reduções de preço de produtos.
Já o Kinect, que esgotou em poucas horas no dia do lançamento no Brasil e despertou a ira dos jogadores, acabou tendo um certo lado positivo na visão da empresa. “Foi a primeira oportunidade de ver a real demanda do mercado brasileiro. Porque o Kinect esgotou nos EUA, o mercado paralelo ficou sem, e o que nós trouxemos acabou em pouquíssimas horas”, lembrou Guilherme, citando que o consumidor, então, só tinha a alternativa dos canais oficiais.
Para a Microsoft, 2011 será um ano histórico, e o Brasil tem muito a crescer nesse período que antecede Copa do Mundo e Olimpíadas. As novidades de Gears of War 3, porém, ficaram para a E3. No Gameworld era possível testar o multiplayer do jogo, mas nada além disso. Baterista nas horas vagas, Guilherme encerrou sua apresentação com um trecho da letra de Blueprint, da banda Fugazi: “Nevermind what’s been selling, is what you’re buying”, em uma referência a preços, valor de produto e escolhas do consumidor.
Bill Van Zyll > Nintendo
Com o nome mais legal entre os palestrantes, Bill Van Zyll foi hábil ao guardar segredos sobre o Nintendo 3DS e escapar de algumas perguntas mais aterrorizantes do Kotaku Brasil.
Em sua apresentação no painel de abertura do Gameworld 2011, o responsável pela Nintendo na América Latina falou sobre perspectivas, planos e produtos. E, claro, compartilhou o otimismo dos concorrentes com o mercado brasileiro.
Bill ressaltou o bom desempenho do Brasil durante a recente crise econômica mundial, citou a famosa capa da The Economist com o Cristo Redentor decolando e disse que não há dúvidas de que o Brasil terá o mercado de games número 1 da América Latina. “Estamos reforçando nossa equipe no Brasil através de nossa distribuidora, trabalhando mais perto deles para nos aproximarmos também dos revendedores e fortalecer nossa presença no geral”, disse Bill.
Em 1º de abril, as operações da Big N ficarão um pouco mais concretas em nosso país. Seguindo os modelos testados no México, a Nintendo terá a distribuição de jogos e consoles por aqui através da Gaming do Brasil, subsidiária da Latamel, que está com a Nintendo há 10 anos na região. É por esse canal que chegará o Nintendo 3DS brasileiro – ainda sem preço e data de lançamento anunciados.
Além disso, também poderemos comprar jogos na lojinha virtual Nintendo eShop usando a moeda local. O conteúdo desse catálogo, porém, não será exatamente o mesmo da eShop norte-americana, já que entram em discussão as questões sobre direitos autorais. Bill disse que ainda é cedo para prever o quão grande será essa diferença.
Quando perguntamos qual havia sido a maior dificuldade em trazer o 3DS para o Brasil, o chefe da Nintendo para a América Latina não foi político. “Eu poderia fazer uma lista bem grande. Com certeza, a localização foi um dos fatores, foi um processo de aprendizado para nós. Toda a logística e a adequação às normas também foram um desafio. A boa notícia é que aprendemos com tudo isso, então na próxima vez será mais fácil”, explicou.
Questionado se a Nintendo não estaria “abandonando” o Wii nessa cruzada pelo portátil tridimensional, Bill disse que “não é bem assim”. “Nós não costumamos divulgar a data de lançamento de nossos jogos com muita antecedência”, explicou, lembrando que o destaque do ano é The Legend of Zelda: Skyward Sword, que surge no 25º aniversário da série. “Temos uma base de fãs gigantesca, especialmente no Brasil”, disse. Mas teremos eventos especiais e outros anúncios para comemorar os 25 anos de Zelda? “Os planos ainda estão em andamento, então… fique ligado”.
[Fotos: Renato Bueno/Kotaku Brasil]

02/04/2011 - O seu Nintendo 3DS não vai virar telefone tão cedo



Falaram e não disseram nada.
A arte do Chalala chalala chalala…. Enquanto o JOGO JUSTO não der certo o mercado de games do brasil nao vai para frente nunca!
Só com o Jogo Justo? Então o que é isso?
<table style="width:auto;"><tr><td><img src="https://lh6.googleusercontent.com/_l-FHm8bNGHA/TX_o6TkJ0eI/AAAAAAAAA1A/3HQX1NGfk8Y/s640/Imagem0212.jpg" height="640" width="480" /></td></tr><tr><td style="font-family:arial,sans-serif; font-size:11px; text-align:right">De 15/03/2011</td></tr></table>
Ah, e o Anderson Gracias acabou deixando BEM claro o motivo dos preços altos no Brasil: "Anderson criticou a falta de conhecimento de alguns lojistas e, para exemplificar o que considera o “mau uso” dos produtos no ponto de venda, mostrou fotos do PlayStation 3 colocado ao lado de… toalhas de banho em certas lojas.", afinal, porque um produto como o PS3 vai ser vendido em uma loja popular, como a Loja Americanas? Ele tem é que ser vendido em lojas bem chiques de shopping, não é mesmo?
Famoso encher lingüiça.
Mas aí eu ouvi foi um açougue!
http://twitpic.com/49psak
Ao mesmo tempo que foi válido ver que eles se preocupam com questões relevantes em relação a cada uma das plataformas, é triste ver que o maior vilão do mercado nacional, os impostos exacerbados, tenha permanecido apenas nas entrelinhas das declarações. Um lobby das grandes fabricantes tornaria o sonho de uma redução tributária muito mais próximo.
E que vai pagar a champagne e as prostituas de luxo… para os políticos ?
PMDB mama no porto de santos a anos e ninguém nunca fez nada! cada um mama em um lugar e todo mundo é feliz uahuahuahuahuha é rir pra não chorar
Pelo menos é reconfortante saber que o Brasil está cada vez mais importante na indústria dos jogos.
Sobre a Sony Brasil..eles não falaram nada da localização de Uncharted 3 ???
Acho que isso é notícia pra ser lançada mundialmente, numa E3 da vida.
e essa e3 promete pra nos brasileiros!
com certeza deixaram pra E3.
Pra mim, tem algo bem mais fácil: Só abaixar o preço dessas budegas que o mercado deslancha!
Preços justo = Eu em milhares de games deixando a vida Jack.
Digo, "gamers".
Bom ver as empresas em prol há um objetivo comum que é alavancar o mercado de games no Brasil, vendo isso pergunto "Por que tanto troll dizendo meu video game é melhor?" Cada um tem o video game que pode e que o faz feliz e ponto final. Parabéns as empresas.
Concordo, cara. Troll é foda, só serve pra torrar o saco.
Troll tem que Mórrê!
A arte do migué.
Pelo menos essas empresas estão, finalmente e de forma ainda precária, se interessando pelo Brasil.
Galeria Pajé e shopto FTW!
Falaram muito e não disseram nada de novo, MS botando culpa na pirataria como sempre e nintendo só falando de 3ds demonstrando o total abandono do wii
A sony foi até engraçada, metendo pau em como seus produtos são expostos, abaixa o preço então, talvez a exposição melhore. Subsidiando? Pq a midia é prensada aqui e a redução de custo não é passada ao consumidor?
ok…Vamos ser sinceros há tempos o discurso não muda.
Sim, vamos ser sinceros, nossos impostos e atravessadores continuarão sendo os maiores empecilhos, não só pra jogos mas para qualquer tipo de eletrônico.
Quando você ver uma loja especializada em __peças__ de computador e jogos, tudo bem organizado em prateleiras só deles, com cartazes e catálogos ACORDE! era só um sonho….
"compartilhou o otimismo dos concorrentes com o mercado brasileiro."
Tudo isso tem um motivo… Crise mundial que pouco afetou o Brasil:
a) EUA com desemprego recorde (9%).
b) Europa afundando em dívidas, tendo que soltar títulos do tesouro público com juros cada vez maiores. Prrincipalmente o PIIGS
c) Terremoto no japão, que vai estagnar a economia por uns 2 anos!
Ou seja, só sobrou os paises em desenvolvimento pra tentar um aumento nos lucros.
Hoje, nos somos a bola da vez, e se esses empresários não conseguirem trazer algo de qualidade pro Brasi, não será NUNCA mais.
E nós tb temos nossa parcela, ao tentar pressionar o político em quem votamos e colocamos lá no congresso pra trabalhar apenas de terça a quinta!!!
Mas o Japão ainda foi uma causa natural. Nos outros países citados por você é pura incompetência e o Brasil também está nessa lista.
Estranho, nenhum comentário-piada sobre a Nintendo vindo pra cá no 1º de abril.
Curioso… muito, muito curioso.
É pq seria óbvio demais 8-/
Brasil o futuro é aqui..
"….Brasil o futuro é aqui.. …"
Ah, sim, claro. O futuro das Multinacionais, né ? Porque eles estão de olho no nosso DINHEIRO e na nossa MÃO DE OBRA BARATA. Em mais NADA.
Brasil, ainda é, excencialmente um grande mercado consumidor. Enquanto não mudarmos essa mentalidade, o país pouco cresce….
ESPERA, ESPERA! NÃO DEIXEM O SENHOR BILL SAIR DO PRÉDIO AINDA!
… Como assim a loja virtual da Nintendo vai ser diferente da americana, mey? Estamos falando do 3DS, não é? Um dos maiores motivos de eu querer um 3DS, e não um DS comum é a venda de jogos de Game Boy pela rede. Mas ficaremos tipo a Microsoft Brasil? Com uma mínima quantidade de jogos chegando na rede?…
E vc achou que seria diferente… ????
TOLINHO…….
:-p
Bom saber que eles estao ligados. Nao necessariamente estao agindo, mas estao ligados.
E fico feliz pra kct por saber que o futuro é aqui. ter que viajar pro exterior pra trazer jogos ja cansou tem tempo.
Falou isso mas a atitude da Sony BR é essa:
"Um mercado perfeito pra empurrar o que já tá velho ou saindo de linha a altos preços com imposto como desculpa pra nossas altas e estranhas taxas de conversão"
Assino embaixo e ainda digo: Não só a Sony, mas esse é um pensamento padrão das empresas que querem "investir no Brasil" !
Estão trazendo os produtos para vender aqui. Só que com um detalhe: preços absurdamente altos e ainda com a desculpa padrão: "impostos". E nós, como sempre, vamos aceitar calados e ainda bater palminha…..
Acorda, gente… !
Eu queria muito entender de forma TRANSPARENTE o preço dos jogos no Brasil. Sério, o Giz já fez uma matéria sobre, mas os caras que botam o preço não abrem isso.
Um lançamento custa no varejo dos EUA 60 obamas… Isso dá mais ou menos uns 102 a 110 reais dependendo do humor do dólar. Agora um jogo fabricado no Brasil, como foi o caso daqueles Gran Turismo e Killzone 3 impressos errados, não deve custar isso pra produzir.
Os caras pegam o preço do varejo lá de fora, incidem o IPI de 70~80%, mete um lucro de 20% do varejista e boas? Meio zoado.
Outra coisa… PSN Brasil… alguém?
to tentando entender pq chamaram o Dunga pro debate..
[...] Agora é oficial. InFamous 2, o jogo de “super-herói” em mundo aberto exclusivo para PlayStation 3, vai ganhar legendas e dublagens em português graças a um trabalho de localização feito pela Sony Brasil. O comunicado oficial da Sony confirma o que Anderson Gracias, chefe da divisão de PlayStation da Sony Brasil, havia adiantado em sua apresentação no Gameworld 2011. [...]
[...] InFamous 2 é o próximo a ganhar dublagem e legendas em português Agora é oficial. InFamous 2, o jogo de “super-herói” em mundo aberto exclusivo para PlayStation 3, vai ganhar legendas e dublagens em português graças a um trabalho de localização feito pela Sony Brasil. O comunicado oficial da Sony confirma o que Anderson Gracias, chefe da divisão de PlayStation da Sony Brasil, havia adiantado em sua apresentação no Gameworld 2011. [...]
[...] Kombat no Brasil ou se manchará a imagem do país com as produtoras, logo agora que parecemos ser “a bola da vez” e recebemos vários jogos com dublagem e legenda em português. Nos comentários do YouTube, já [...]
É um sinal de que daqui a pouco a America do Sul será a ultima fronteira das gigantes do entretenimento. O problema é que, em se tratando de Brasil, costumamos caminhar em marcha à ré, porque alguém em algum lugar sempre tem algum interesse. Espero que essas gigantes decidam de uma vez por todas se estabelecer por aqui, nem que seja necessário "brigar" com o governo em busca de impostos minimamente justos. Se a mídia em geral parar de tratar os games como algo de outro mundo e começar a entender essa industria como algo de gente grande aí teremos alguma chance.
Grande matéria, forte abraço