Independentemente do estado atual da série Final Fantasy, com o desempenho duvidoso dos seus episódios recentes e jogos que somem no ar, ninguém pode negar que ela sempre teve músicas muito boas. One Winged Angel e o tema de Terra, de Final Fantasy VI, são exemplos clássicos. E se Theathrhythm tem um nome impraticável, pelos menos sua proposta é bem simples: despertar e celebrar a nostalgia de ouvir algumas dessas músicas.
É verdade, o jogo parecia estranho quando foi anunciado. Um negócio meio caça-níquel. Um “Mod de Guitar Hero com Música de Final Fantasy”. Mas mais do que uma boa homenagem à memória dos fãs e aos 25 anos da série, cujo futuro parece incerto, esse jogo é uma prova de integridade e cuidado por parte da Square Enix. Seria muito fácil ela simplesmente jogar todas as músicas no cartucho e colocar uns pontos coloridos para a galera cutucar na tela. Não foi o que aconteceu.
Theathrhythm é, no mínimo, o sucessor que merecemos (ainda que não o que gostaríamos) de Elite Beat Agents, abandonado pelos japoneses da iNis, que resolveram ir fazer Lips. São mais de 70 faixas, vindas dos 13 principais jogos da série, ignorando adequadamente aberrações como Final Fantasy X-2, mais várias músicas lançadas via download – 20 até agora, das quais já comprei 3, por R$ 2,00 cada. E não me arrependo de nada.
Cada uma delas é uma música de batalha, ou de mapa, ou de história, e aí as coisas já começam a ficar mais interessantes, porque cada categoria tem uma mecânica diferente. Na lutinha, cada personagem do seu grupo tem a própria trilha; na de “mapa”, é só uma linha que vai andando sem parar e, na de história, você tem que acompanhar as notas por toda a tela enquanto assiste a ceninhas do seu Final Fantasy favorito. Este é o modo mais parecido com Elite Beat mas, apesar disso, não é o mais bacana dos três.
Essa divisão faz com que o jogo misture as mecânicas de música com o estilo RPG de ser. Não é nada profundo, mas é interessante o suficiente para mostrar que a Square Enix pensou em fazer algo diferente.
Em cada música você leva um grupo de quatro heróis. Eles vêm dos jogos principais da série, e têm atributos como Força, Agilidade e Magia. Se você está em uma fase de mapa, por exemplo, o importante é colocar na frente um personagem mais ágil: assim ele anda mais longe e chega até o final do cenário antes que o tempo da música acabe, garantindo mais itens e bônus no final. E se você for sortudo, até encontra um Moogle no meio do caminho.
Nas de batalha, a força dos personagens, mais o seu desempenho com as notas, fazem com que eles matem mais monstros, desbloqueando mais extras. Você ainda pode equipar Limit Breaks, magias de cura (para o caso de você errar alguma coisa, levar uma porrada de um monstro e perder vida) e itens para facilitar as coisas. Temos até Chocobos e Summons na brincadeira.
O maior problema, curiosamente, é o ritmo do jogo. Ou, mais especificamente, como ele faz com que você passe várias vezes por todas as músicas. Primeiro, você passa todas no “Story Mode”, liberando-as no Challenge. Ao vencer cada canção no Challenge na dificuldade básica, você abre a mesma canção na dificuldade avançada. E só depois de completar todas na avançada é que você pode voltar para o Story e terminar de novo o jogo de um jeito mais difícil.
Isso quer dizer que, se você quiser abrir tudo, precisa jogar cada uma das 36 músicas “básicas” (3 por série) seis vezes. Ok, elas são muito boas, mas talvez isso seja um pouco demais para uma mente equilibrada.
Também faltou esmero com os efeitos sonoros das riscadas, cutucadas e corridas na tela no 3DS. Às vezes eles parecem mais altos que as músicas, quebrando o clima da jornada (e baixar o volume não ajuda).
Theathrhythm é um belíssimo Final Fantasy músical. Se você quiser, pode até entrar na galeria só para ficar ouvindo as músicas ou vendo filminhos em baixa resolução, vindos diretamente dos jogos. Ficaram faltando, talvez, algumas faixas remasterizadas ou versões alternativas dos clássicos, mas isso não chega a ser um problema. Os cenários e bonecos fofinhos, junto com as músicas e cenas clássicas, compensam tudo. É a melhor homenagem musical que uma série clássica, como essa, poderia querer. E a prova de que, apesar dos pesares, em algum lugar, alguém ainda pensa nela com carinho.
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THEATHRHYTHM FINAL FANTASY
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Theathrhythm Final Fantasy é uma mistura interessante de música com RPG, além de uma excelente homenagem aos fãs da série da Square Enix. Pode funcionar para quem não conhece FF, mas com certeza terá um lugar mais quente no coração de quem chorou com a morte da Aerith.
Plataforma: Nintendo 3DS
Desenvolvimento: Indies zero
Distribuição: Square Enix
Lançamento: 3 de julho de 2012
Preço: US$ 40 (via importação)



Estou me coçando para não comprar. Pena que não joguei os jogos.. só comecei dois de DS, não terminei nenhuma. Mas pra quem é fã deve mesmo valer a pena. Na Saraiva está por R$130.
Fico imaginando/sonhando um Theathrhythm Zelda. :3
Belíssimo jogo vou ter q comprar, joguei quase a franquia toda, jogue em emuladores, vc vai gostar, eu jogo até hj XD
Ai meu deus VITA ai ai ai….
Aquele console natimorto? Fala sério…
Não fale assim… =3
Porque? Infelizmente é verdade. A Sony precisa aprender a fazer portátil, até pra não ficar na concorrência com seus próprios consoles de mesa.
Eu tenho um Vita e adoro ele, mas pérolas como esse THEATHRHYTHM no 3DS estão me deixando um pouco insatisfeito. Mas isso será resolvido em breve, meu próximo presente para mim mesmo será um 3DS com esse jogo junto com o New Super Mario Bros 2.
Comprei o meu hj! Ansioso!
Que bela homenagem a série! Eu estava com o pé atrás com este jogo, mas vendo o trailer até o final fiquei até emocionado. =]
Curti o esquema dessa jogabilidade no do 3DS, acho que vale a pena sim, parece ser muito divertido.
Valeu Muito a pena, é muita nostalgia
Só faltou um modo online, mas pelo fato de ter DLC que acrescenta mais músicas ao jogo já tá ótimo
Final Fantasy, de loooooooooooonge, é a série com as melhores soundtracks da história. Ênfase para FF 8, que na minha opinião, é o melhor em questão de soundtrack. Pena que não tenho um 3ds ;/
Apesar de não ter jogado o FFVII no lançamento, sempre que eu escuto One Winged Angel dá um regaço no coração. Não é nem de longe a melhor música de todos os tempos, mas ela tem um muito peso e imponência!
no vita ia ficar perfeito
Não sem uma stylus.
Alguns modos de jogos de ritmo combinam muito com uma caneta e uma tela de toque.
Com o dedo não é a mesma coisa. Se fosse lançado pro Vita, teria que ser remodelado.
A Nintendo foi muito esperta em deixar o 3DS com a mesma base de controle que o DS: os devs já sabem aproveitar muito bem a tela de toque embaixo com jogos de ritmo, por exemplo.
Quando eu jogava EBA, Ouendan 1 e 2 terminei todos os jogos na última dificuldade. As músicas eram ótimas.
Irei comprar esse e jogá-lo da mesma forma.
Comparando com Elite Beat Agents, a dificuldade é inferior, mas a nostalgia é muito superior
Comprei no lançamento e não me arrependo.
O jogo é simples, mas é muito, muito bom só pelo fato de você seguir o ritmo com músicas criadas por nada mais nada menos do que Nobuo Uematsu
Logicamente, tem dois pré-requisitos: ter jogado pelo menos dois ou três FFs e gostar de jogos de ritmo.
Daora a vida.
Esse jogo é muuuuuito lindo…basta ser fã de FF e boa música que você se apaixona fácil pelo título x)