20 de Maio de 2013
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Outland: a excelência dos jogos de plataforma em preto, azul e vermelho

Por - 30 mai, 2011 - 05:53

35 Comentários

Um jogo bom é um jogo bom, não importa quem faça ou quanto cobrem por ele. E Outland, jogo de download da Ubisoft, prova exatamente isso: que por míseros US$ 10 você pode jogar todos os guerrilheiros musculosos no lixo sem remorso algum.

Cinco horas é, mais ou menos, o tempo necessário para terminar Outland, jogo da Ubisoft lançado para download no Xbox 360 e, futuramente, no PlayStation 3. E é o tempo que leva para que você comece a se perguntar se é preciso mesmo gastar US$ 60 para se divertir com um jogo.

No fim de The Secret of Monkey Island, Guybrush Threepwood já dava a lição: não pague mais de 20 paus em um jogo de computador. Outland custa 10 – dólares – mas é mais bonito, inovador, divertido e interessante do que a maioria das coisas que chega aqui ao Brasil por R$ 200. Ele mistura várias premissas simples – como seus dois aspectos mais marcantes: o visual e a ideia de que ele é um “Ikaruga de plataforma” - para criar uma só experiência de altíssima qualidade.

Na verdade, a comparação com o antológico balé de navinhas da Treasure é justa. Praticamente um elogio. E também é a base da mecânica principal de Outland.

Em tempos remotos

Seu herói sem nome é um homem que vive atormentado por sonhos e visões e que, seguindo o bom senso, vai visitar seu xamã de confiança. Lá ele escuta a história que embala o restante do jogo: uma entidade superior criou duas irmãs, e a elas deu o desígnio de criar o mundo. Mas, fascinadas com o próprio trabalho, elas decidiram destruir tudo para poder moldar tudo de novo.

Esse processo se repetiria para sempre não fosse a intervenção de um herói que, usando os poderes da luz e das trevas, prendeu as divindades enlouquecidas. Esse ciclo de batalhas foi se repetindo pelas eras e, 30 mil anos depois da batalha original, o problema agora é seu.

Como a história sugere, o game se baseia nos poderes de luz e sombra e no que você pode fazer com cada um deles. Com um toque de botão você alterna entre essas cores, e elas regem como você interage com o resto do mundo. A regra básica diz que as cores iguais se anulam, as opostas se atacam. Se existe uma plataforma azul, você precisa “ficar azul” para pular sobre ela. E precisa ficar vermelho para que seus ataques tenham efeito sobre um inimigo azul. Mas com um detalhe: não importa sua cor, os ataques inimigos vão machucar.

Há também algumas “plataformas” que ligam ou desligam dependendo da sua cor. Elas podem aparecer, desaparecer, andar, cair, funcionar como elevadores e todas essas coisas divertidas para fazer com que Outland seja um grande puzzle que exige tanto da sua cabeça quanto dos seus dedos.

Imagine que você precisa cruzar um abismo cheio de espinhos. Da uma ponta a outra, plataformas de cores intercaladas, que só servem como apoio se você estiver “combinando”. Isso significa ter que trocar de poder no meio do pulo. E para completar, círculos de “balas” que alcançam a tela toda dançam no ar enquanto dragões cospem em você. É o tipo de coisa que se encontra por aí.

E é, também, o que faz o game especial. Outland é desafiador e usa, para isso, elementos simples e controles praticamente perfeitos – movimentos, pulos, espadadas, tudo. Tudo funciona como deveria e na hora que deveria. Você pode pular por cima de um cavaleiro gigante, passando por cima do seu escudo, e ajustar o movimento só o bastante para poder virar, chegar um pouco perto e dar espadadas antes de tocar o chão de novo. Precisão tão alta assim está em falta no mercado.

O jogo tem cinco mundos, e em cada um deles você ganha um ou mais poderes diferentes. Pode ser um kamehameha “neutro”, que derruba qualquer coisa, um “carrinho”, um pisão e um escudo que suga todas as balas à sua volta – mas essas, apesar de serem ferramentas interssantes, são secundárias a todo o resto. Não que o “resto” seja pouco.

Cada “mundo” é formado por vários cenários menores e mais ou menos labirínticos, ao estilo Metroidvania de ser, mas mesmo assim não é preciso ficar indo e voltando muito, o que é excelente. Sempre há algo novo a explorar, inimigos para aprender a combater e passagens secretas para desenvendar. Tudo com aquele clima meio Limbo, com seres e construções completamente negras contrastando com florestas, lava, neve, uma cidade e o apocalipse. Que são, aliás, os cinco cenários do jogo.

E tudo fica ainda melhor no momento da verdade, a gloriosa hora de matar os chefões.

Grandes desafios

O primeiro encontro contra o gigante de pedra à la Shadow of the Colossus é bonito, mas não tão impressionante. Depois dele, porém, tudo muda. Assim como em todo o resto do jogo, sobreviver ao confronto com um chefe exige uma mistura de raciocínio e dedos rápidos, com a diferença de que você sempre está em um espaço menor, mais perigoso, com mais balas voando na sua direção e com algum monstro gigante à espreita.

A guardiã do segundo mundo, por exemplo, é a Sacerdotisa. Você a efrenta em queda livre – escalando bloco por bloco – enquanto ela flutua e dispara tiros em você. E a chave do sucesso está em se manter em terra (quase) firme, escapar das investidas e estar na cor certa para arrancar pedaços da sua barra de vida.

Você precisará de mais que cinco horas para coletar todos os itens escondidos de Outland. As “Máscaras dos Deuses” liberam artes conceituais e algumas melhorias para o seu personagem, e ainda há vasos de dinheiro e power-ups escondidos pelo mundo. Ainda assim, a aventura não é longa – mas ainda há o multiplayer.

Não conseguimos explorar a fundo os modos online graças a dois problemas. O primeiro é puramente de ordem técnica: latência. O jogo rodou aos “soquinhos” nas poucas partidas que encontramos. E o segundo problema são poucas pessoas jogando. A busca por salas rende um, dois resultados a cada vez, e abrir a sua própria vai render vários (leia-se: todos) minutos de espera. Chega a ser triste ver um game bom assim sendo abandonado.

Jogamos pouco online, mas jogamos. Você pode convocar um aliado para ajudar a completar a campanha, e então ele se iguala ao seu patamar de poder, não importa até onde tenha ido, tentar completar os mundos em tempo recorde ou enfrentar desafios pensados especificamente para o co-op. Esses últimos são os mais interessantes porque exigem que você e o seu parceiro realmente trabalhem sincronizados, pegando caminhos diferentes e apertando botões ao mesmo tempo.

Se você paga R$ 20 para ir ao cinema e R$ 200 para jogar 8 horas de God of War 3, não tem argumentos para não pagar US$ 10 por Outland. Além de ser um grande jogo, ele ainda prova que os desenvolvedores de hoje deveriam ter jogado mais Monkey Island.

Outland foi desenvolvido pela produtora Housemarque, de Dead Nation e Super Stardust HD, e é distribuído digitalmente pela Ubisoft pela Xbox Live Arcade, com previsão de chegada à PlayStation Network. Fernando Mucioli terminou a campanha single player em cerca de cinco horas, experimentou os modos multiplayer online e queria que fossem feitos mais jogos assim.



35 respostas para “Outland: a excelência dos jogos de plataforma em preto, azul e vermelho”

  1. G-Boy disse:

    Espero que saia para Steam também.

  2. Willians disse:

    Diversão garantida!

  3. @joneisdead disse:

    Parece incrivelmente bom. Que bom vermos a plataforma 2D ganhando mais espaço nessa gen. Agora só falta sair pra steam também, né?

  4. Lucas disse:

    PERFEITO ESSE JOGO. SÓ ISSO QUE POSSO DIZER.
    TIVE O PRAZER DE JOGAR E TENHO NO MEU XBOX.

    CHUPA SONYSTADA, CONTINUEM COM SEUS REMAKES DE BOSTA NA PSN.

    • R3LL disse:

      Fanboy é uma raça complicada msm, cara o jogo vai sair na PSN tbm é só ver no site da Ubisoft ou mesmo no final do video XBOX LIVE e PSN.

    • Diego Lopes disse:

      Tenho nojo de Fanboy mocinha que gosta de chupar a empresa milionária que suga seu dinheiro. (Não meu jovem gafanhoto, não sou Sonysta, antes que tome isso como argumento ao seu triste comentário.)

    • Envy disse:

      negativo pelo capslock

    • ArthurOtaku disse:

      Os fan boys são os caras q mais recebem resposta, tem alguma coisa errada aí já q o pessoal diz q não gosta deles

      • Dattz disse:

        Não tem. Se uma pessoa não gosta, não concorda com que a outra falou, o certo é responder mesmo criticando. Talvez no Kotaku americano trolls como esse devam ser ignorados, já que uma resposta de bom membro, os membros com estrelinha, promovem os comentaristas ruins, mas normalmente o certo é responder mesmo.

  5. rafthehay disse:

    Vou ficar de olho se lançarem na PSN ou no Steam :) Nada como ver desenvolvedores olhando para o que é bom. Adoro, ADORO controles precisos!

  6. Nidokikón disse:

    Joguei a demo no Xbox… me impressionei. Agora, estou com vontade de comprar, pois agora está mais fácil com a introdução do PayPal como um modo de pagamento.

  7. @natanielnall disse:

    poxa, ate que fim um plataforma….espero que seja bom. pelo video da pra ver que vai ser bem dinâmico.

  8. jorge jr disse:

    Outland, parece ser bom. Nunca mais jogo MS points no lixo como fiz com Daggerdale…. Daqui pra frente só baixo jogos na certeza!

  9. HighlanderBR disse:

    Esse segundo Boss me tirou a paciência ontem. O chato é quando voltar para jogar vou ter de tentar passar por ele de novo.

  10. Diego Lopes disse:

    Saudades de quando saiam jogos multiplataformas… tenho um Xbox 360 mas de vez em quando sinto falta de alguns jogos desse tipo no PC pra passar o tempo na hora do almoço no serviço… Quando saiu Shank comprei sem dó, mas nunca mais vi um jogo de plataforma atual além desse pra PC… Esse Outland me agradou, mas não me dá vontade de instalar no console…

  11. Mottta disse:

    Alguem sabe como faço pra saber qtos gigas esse jogo vai ocupar no HD do meu ps3? Na ps store só consigo ver isso depois de comprado…

  12. Joe disse:

    só queria que o boneco tivesse peso e que quando levasse dano não ganhasse invencibilidade temporária muitas sequencias de pulos dele resolvi na marra, pulando e levando os tiros memso já que ele ficou invencivel por uns segundos.

    jogos de platarforma muito bons normalmente te punem quando voce apanha, e vc ainda por cima o personagem tem peso. comparar ele com prince of persia é errado, é mais para um daqueles plataformas como little big planet que voce é um boneco leve que se controla facilmente no ar. já prince of persia/oddworld/blackthorne/flashback são da escola de games aonde o personagem não se controla quando se está no ar, e ele anda ou corre com um botão. esse jogo o boneco nem acelera, como mario ou sonic.. ele.. tem a mesma velocidade como megaman e castlevania (symphony) mas o boneco ao bater no chão não tem peso e para. e nem mesmo tem como ghouls n ghosts ou strider punicao para pulos errados. eu gostei muito do jogo mas falta refinamento, Limbo é lindo, mas esse parece que as silhuetas pretas são simplerrimas…

    desculpe, mas de inovador nào achei nada nesse jogo. é bacaninha apenas. e falta o refinamento de jogos de plataformas sólidos.

  13. Diego Armani disse:

    Parece Patapon, mas sem as batucadas que deixam o jogo legal…

  14. Patrick disse:

    A cada dia eu me convenso que a plataforma é a linguagem primordial dos games!

  15. guigoecv disse:

    Lembrando de jogos plataforma…. cadê Trine2?

  16. Rovas disse:

    Simplesmente fantástico, estou apaixonado por este jogo!

  17. Rodolfo Alexander disse:

    Plágio bem descarado do Lost in Shadow (estilo de jogo, boss, e design)

  18. joaohm disse:

    parace ter umas belas concept arts e um excelente design. mas realmente nao faz meu estilo de jogo.

  19. ArthurOtaku disse:

    Só em falar de Ikaruga já gostei

  20. Jon disse:

    Caras, o jogo é ótimo e a intenção foi boa, mas essa review tá um lixo. Quem quer que seja o imberbe que fez ela, precisa aprender um pouco sobre redação e correlação.

  21. 3evill disse:

    Cool

  22. andrehlima disse:

    O inimigo grande das imagens é um Colossus de SotC copiado dos pés à cabeça.

  23. NatalRN disse:

    Gosto muito de jogos de plataforma.

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