19 de Maio de 2013
drm_kotakubr

O primeiro DRM da Nintendo era simples, mas charmoso

Por - 13 jun, 2012 - 03:58

16 Comentários

O DRM, ou Digital Rights Management, é considerado uma das grandes mazelas dos jogos modernos. Criado para limitar o avanço da pirataria, ele acaba sendo mais uma dor de cabeça maior para quem comprou o jogo original do que uma ameaça aos piratas.

O DRM é geralmente associado aos jogos de PC, mas a Nintendo também já entrou nesse mundo obscuro. Na época em que a prática ainda era conhecida como “proteção contra cópias”, a Nintendo criou um dos meios mais simples de combate à pirataria. Ela usou seu próprio nome.

No fim de 1985, a Nintendo lançou o Famicom Disk System, um acessório para o seu popular console caseiro (conhecido por aqui como Nintendinho) que permitia aos usuários comprar e usar jogos em formato de disquetes. Essa novidade tinha seus benefícios, como a oportunidade de oferecer jogos maiores (o Zelda original foi o jogo de lançamento do sistema), mas também trazia riscos para a Nintendo.

Ao contrário dos cartuchos, caros e proprietários, os disquetes podiam ser facilmente copiados. Então a Nintendo teve que descobrir uma maneira de se certificar de que apenas os clientes legítimos poderiam desfrutar dos seus jogos.

A solução foi uma esperteza que apenas uma fabricante de consoles conseguiria fazer funcionar: a empresa marcou cada disco do Disk System com um grande logotipo da Nintendo em alto-relevo. Havia um “buraco” para esse logo alojado no interior da unidade de discos do Disk System. Isso significa que, a menos que o disco tivesse o logo para se encaixar perfeitamente dentro do recesso da unidade de discos, o jogo não poderia ser “destravado” e não iria rodar.

No caso de alguém pensar em abrir os discos originais e inserir discos copiados dentro da carcaça, a Nintendo acrescentou também “limitações funcionais que garantiram que os dados de um disco não poderiam ser lidos em uma única varredura, o que era necessário para fazer cópias.”

Apesar disso, havia um meio simples e fácil para copiar discos da Nintendo: você só tinha que pagar pelo serviço. A empresa tinha mais de 3.000 gravadores de disco instalados em todo o Japão entre 1985 e 1986, que serviram como quiosques mecânicos: os clientes podiam selecionar um jogo e depois inserir um disco pré-comprado da Nintendo, ver a máquina escrevendo o código e, em seguida, entregar o jogo para compra.

Tudo parecia ótimo na teoria. Na prática, porém, o sistema de disco provou ser tão suscetível à pirataria quanto qualquer outro computador pessoal de qualquer época, com diversas soluções engenhosas que permitiam fazer cópias de jogos com facilidade. A prática era tão generalizada que até mesmo revistas explicavam como fazê-la, e programas dedicados à cópia de jogos eram relativamente simples de encontrar.

Apesar de isso ser um problema, não foi a pirataria que matou o Famicom Disk System. Ele foi esquecido em favor de inovações que aumentavam a capacidade de memória de cartuchos comuns. Sanada a necessidade de mais espaço em disco, e sendo o Famicom Disk System um acessório caro para o NES, no prazo de três anos de seu lançamento ele acabaria totalmente fora do mercado.

Este post é apenas parte de um belo artigo traduzido de 1995 que detalha a história do periférico.

>> A vida curta do Disk System [GlitterBerri, em inglês]



16 respostas para “O primeiro DRM da Nintendo era simples, mas charmoso”

  1. IruDraco disse:

    Nunca conseguirão parar os pirateiros … o maximo que podem fazer é dificultar … mas no fundo isso é apenas um desafio que motiva os piratas … são pessoas inteligentes por traz daquela banquinha de camelo (ou torrent)… não consigo imaginar um DRM perfeito.

    • andre_kc disse:

      acho que nao adianta nem dificultar… sempre encontram uma soluçao… os tempos mudaram e drm só atrapalha qm pagou pelo original,as empresas tem q encontrar outros meios de cativar (ganhar dinheiro) o publico, seja com ediçoes de colecionador ou simplesmente um produto mais completo que te convença a compra-lo.

      • IruDraco disse:

        pois é … eu mesmo compro original não por "ser correto" … e sim pq tenho muitos benefícios com isso e hoje eu posso pagar por estes benefícios … não quero ter que atualizar meu console pra ter que jogar algo … nao quero fazer gambiarra pra baixar uma atualização importante de um game … nao quero ter que instalar programas duvidosos para conseguir jogar online … isso tudo vale o meu precioso e escaço dinheirinho hehe

        • AN0NlM0 disse:

          O problema é comprar original, mas a empresa com medo da pirataria acaba prejudicando quem compra, e quem pirateia joga sem problema nenhum enquanto quem comprou fica horas e horas correndo atras para conseguir jogar

        • @vlljoe disse:

          Bem isso mesmo, to até achando que to ficando velho de mais pra me estressar "craqueando" jogo.

          Quem fica acostumado com o "download and play" do steam, origem, nuuvem, psn, live e sei lá quantos outros, não quer mais ver um read-me de crack com 50 passos no bloco de notas, quem dirá atualizar versão de destravamento de console.

    • Mais ou menos como acontece com carro. Você pode por: trava na roda, trava no volante, corrente, car system, outro alarme, mas se o bandido quiser levar, ele vai levar.
      Ainda dizem que depois do fechamento do megaupload começou o fim da pirataria, acredito no contrário, a pirataria está apenas no começo, pois desde 1985 já estavam destravando games,
      3ds, PSVita, vocês serão os próximos!

      • Paulo Munir disse:

        Eu só vou me interessar por 3DS ou Vita depois de estes estarem devidamente destravados, e olha que meu negócio é ter jogos originais! (pelo simples prazer de não se sentir "preso" a forma de usar o aparelho que a empresa ditou)

  2. marco_b disse:

    Na verdade o primeiro DRM foi uma cartinha escrito "Por favor, não copie. Obrigado. Valeu mesmo. Confiamos em você."

  3. s3t1m0 disse:

    Me surpriende que o anime Musculo Total fosse tao antigo da epoca de 1985, 1986….

  4. vajranoid disse:

    se bem que até agora não conseguiram destravar o psvita nem o ds. acho que finalmente estão conseguindo impedir a pirataria. só espero que isso não faça dos consumidores reféns de preços altos. ao menos no pc os preços estão sempre mais realistas.

    • Rafael Riva disse:

      Calma lá Ligeirinho , o DS já foi desbloqueado faz tempo, se está falando do 3DS, ele aceita Flashcard , porém só roda games do DS por enquanto , no momento existe o Crow Flashcard ainda em desenvolvimento para o 3DS, o PsVITA é relativamente recente, geralmente em 1 ou 2 anos saem o Desbloqueio ou Projetos para dos consoles.

      O que dificulta é a conectividade com a Internet e Atualizações via games novos ou games que só rodam em versões X do console.

  5. ArthurOtaku disse:

    A pirataria eles conseguiram evitar mas não conseguiram evitar o problema do correa do drive q dava problema todo mês e tinha q trocar

  6. rafaelguitarra disse:

    sempre havera uma brecha a ser explorada

  7. geisa disse:

    Oi galera, gostaria de uma ajuda, eu adquirir um pacote de TV HD no PC no site http://www.tvhd.com.br tenho acesso a vários canais através de um painel de controle que eu visualizo no próprio navegador, como eu faço para gravar os programas e série de TV no meu PC, lembrando que não tem nem um programa instalado no meu PC é todo pelo próprio navegador 100% online.
    Quem tiver uma ideia, por favor, me ajude meu e-mail: riclife@ig.com.br

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