17 de Maio de 2012

Nossos RPGs ainda precisam de tantos números?

25 mar, 2011 - 11:06 - por:

85 Comentários


Na época em que a imaginação ainda era mais importante do que gráficos poderosos na hora de formar os cenários e os personagens de um jogo em nossas mentes, os RPGs dependiam de números e estatísticas para funcionar. Mas hoje, 30 anos depois, por que ainda vemos números e estatísticas pulando na tela quando esquartejamos um orc, como se alguém estivesse calculando o Imposto de Renda?

Eu sei que os games de RPG devem sua existência aos RPGs de mesa e, como resultado, partilham muitos dos costumes e tradições. Afinal, se os jogos de mesa precisam de dados e valores numéricos para simular ações, então é natural que os primeiros games de RPG fizessem o mesmo. Mas por que ainda estamos fazendo isso em 2011?

Esses valores eram úteis nos primeiros RPGs porque os jogos eletrônicos, como os antepassados de mesa, simplesmente não eram sofisticados o suficiente para trabalhar sem eles. Ver seu personagem representado por uma gigantesca pilha de números – pontos de vida, pontos de dano, mana, etc – e depois ver suas ações serem pautadas por aqueles números era o que dava vida ao jogo. Uma vida fria e abstrata, talvez, mas vida mesmo assim.

Hoje, no entanto, eu adoraria ver esse peso sendo tirado das nossas costas. Gostaria que os desenvolvedores parassem de confiar em representações abstratas e começassem a tornar as coisas um pouco mais literais. Os números ainda precisariam estar lá, é claro. Em jogos de videogame, eles sempre estão. Eu só não quero mais vê-los.

Eu sei que esse um argumento poderia ser aplicado para vários tipos de jogo, inclusive jogos de esporte, mas aqui eu vou falar apenas sobre os RPGs.

Os fãs mais antigos do gênero (e fãs dos RPGs japoneses, em especial) podem se revoltar contra isso, mas jogos como Mass Effect 2 – e em menor medida Oblivion e Fallout – já tomaram passos largos nessa direção, varrendo a maior parte da enxurrada de número que já foi a essência de um RPG para debaixo do tapete, deixando recursos sofisticados de programação cuidarem dos cálculos enquanto você se preocupa com coisas mais superficiais.

Compare, por exemplo, a experiência de Mass Effect 2 com a de um RPG mais tradicional. Você ainda está fazendo, em grande parte, as mesmas coisas: você está liderando uma equipe em uma jornada épica, você está explorando mundos, você está dialogando com personagens, você está evoluindo e tendo acesso a equipamentos novos e habilidades aperfeiçoadas ao longo o caminho.

No entanto, se você pedir para alguém jogar Mass Effect 2 e depois jogar um RPG mais “tradicional” – seja ocidental ou japonês – ele diria que são dois jogos completamente diferentes, o ritmo rápido e envolvente do primeiro em contraste com obsessão do segundo por estatísticas, porcentagens, números e gerenciamento de inventário.

Gostar de um ou do outro (ou de ambos) é algo totalmente subjetivo, mas para mim, o verdadeiro objetivo (e o apelo) de um jogo de RPG é a interpretação de personagens. Crie um personagem e siga em uma aventura. Como as brincadeiras de faz-de-conta quando éramos criança, só que com um roteiro melhor. Eu não sei quanto a você, mas minhas fantasias eram sobre explorar mundos e quebrar a fuça dos meus inimigos, não lidar com números, estatísticas e inventários limitados.

A aceitação e a predominância de estatísticas e números é uma convenção do gênero que nós aprendemos a aceitar, mas isso não significa que elas têm de ser uma característica obrigatória. Pontos de Mana não são a base de nenhum um RPG, nem mesmo os de mesa. A base de qualquer RPG é a interpretação de personagens que se envolvem em aventuras. É impressionante ver que, apesar de já não precisarmos dessas antigas convenções, muitos desenvolvedores e fãs se apegam a elas como marcas registradas do gênero.

Para quem gosta de RPGs por causa desses números e estatísticas,um alerta: não estou atacando o seu passatempo favorito. Eu consigo ver o apelo estratégico e calculista dos números, para não falar da sensação de poder quando vemos aqueles numerais de 10 dígitos. Você não está sozinho, e sempre haverá jogos para você. As empresas ainda estão fazendo jogos de ação em 2D quase 30 anos após o nascimento deles, então podemos esperar que os RPGs por turno e recheados de números também terão seu lugar sempre garantido na indústria. Especialmente se o Japão tiver alguma coisa a dizer sobre isso.

Mas para aqueles que, como eu, preferem o lado humano de aventura em comparação com o lado matemático, eu adoraria ver um futuro em que mais jogos se libertassem dos paradigmas do gênero e deixassem todos os cálculos para o computador.

[Imagem 1: Final Fantasy XIII e números para encher três planilhas de Excel]
[Imagem 2: Mass Effect 2, que troca números por uma abordagem mais visual]

85 comentários sobre “Nossos RPGs ainda precisam de tantos números?”

    • Eduardo_bm disse:

      É. Embora eu não me incomode com ter números ou não, desde que os números representem bem o que seria uma ação visual. Acho que FF XIII consegue demonstrar bem a ação com números, então é normal que ele tenha.

  1. @ericietsugu disse:

    Um pouco offtopic, mas acho que podiam abolir inventários limitados. Isso enche muito o saco, principalmente em dungeon crawlers que você precisa subir de volta pra cidade toda hora pra descarregar o loot. Em Oblivion/Fallout isso era um saco. Torchlight remediou isso brilhantemente, com seu cachorro que podia levar o loot pra cidade e voltava sozinho.

    • Burgos_Sonic disse:

      Isso é só para tornar as coisas mais reais, imagina você com 5 espadas, 10 espingardas, 50 poções de vida, 3 tipos de armadura… Gerenciar o inventário é criar uma estratégia para se sobreviver com o que tem, aumentando assim o interesse e desafio pelo jogo.

  2. Dhiogo Brustolin disse:

    E qual o problema de juntar os dois universos???
    FF sempre foi minha serie de RPG favorita, e FF 7 possui umas das melhores historias que eu ja joguei, tem drama, comedia e açao, mas eu adorava saber os status do mobs, como HP, MP e vulnerabilidades e poder determinar mais ou menos oq seria preciso pra mata-lo com mais eficiencia.

  3. andreimachado disse:

    Isso, na verdade, é pura enganação.

    É para fazer os jogos parecerem mais complexos do que são, e fazer os jogadores acharem que estão fazendo algo mais importante do que realmente estão.

    Com números, contas, fórmulas e o escambau, os nerds sentem, inconscientemente, que o jogo é mais complexo do que parece e que não é qualquer um que conseguiria jogá-lo.

    Para eles é quase uma ciência – e eles tratam os jogos como uma.

    Mas tire os números, os nomes complicados de habilidades e a pseudo-linguagem-científica e o quê sobra?

    Bonequinho matando monstrinho.

    • Danilo disse:

      Ué, então praticamente todo jogo é apenas isso e nada mais.

    • Burgos_Sonic disse:

      Cara a questão não é ser nerd é ter o mínimo de conhecimento matemático, penso que alguns jogos por exemplo onde há armas "elementais" você pode calcular melhor qual causa melhor dano devido a vulnerabilidade do oponente e ter uma média melhor e mais constante de ataques calculando a média e o desvio padrão.

      • andreimachado disse:

        Como se isso não pudesse ser feito de forma mais simples…

        E como se alguém de fato pegasse uma calculadora e calculasse alguma coisa…

        Esses cálculos (de que arma ou combinação podem causar mais danos, qual inimigo é mais vulnerável a qual tipo de dano) podem ser feitos até no olhômetro e, sinceramente, mesmo que os números ajudem, e ajudam, porque não simplificar?

        Joguem Helbreath e verão do que estou falando.

        Escalas de dano simples de 0-500 (pode superar até, na programação do jogo não há limite, é que depende das configurações do servidor, em um servidor oficial dificilmente passa de 300). Habilidades especiais de armaduras e armas de 0 a 100%, etc.

        O que critico, e concordo com o post, é esse exagero como pode ser visto na screenshot postada.

      • joaohm disse:

        abaixa o nivel ai burgos. seus comentários estão muito complexos. auhauhauahuahua

        • Burgos_Sonic disse:

          Não é complexidade, é a infância de um ex-jogador de Ragnarök (joguei muito) XD
          Lá a coisa era séria como combinação de armas, cartas e combos.

          • Estolano disse:

            Isso é por que vocês nunca viram a equação de terceiro grau com algorítimo dinâmico que meu irmão faz pra elaborar o melhor combo em Dota, tenho medo daquilo.

    • @herr_igor disse:

      Qualquer um consegue jogar, a questão é se você curte ou não. Se não curte não joga e ces't fini. É como os 120% de Donkey Kong, faz os 20% só quem quer.

    • É bem por aí mesmo. Me lembro quando era menor e jogava Pokémon… Para mim era tudo muito simples: capturar pokémons, treinar, ganhar insígnias e assim por diante. Mais tarde conheci um amigo que tornava esse mundinho simples extramente complexo… Cheio de fórmulas e artimanhas para vencer, com números e probabilidades na ponta da língua. Claro que ele vencia muito mais partidas do que eu, mas acredito que eu me divertia mais do que ele…

    • CaioAC disse:

      VOcê diz pra "eles" como se nunca tivesse jogado algo do tipo. E essa tal de "estratégia" que é graça pra esses tais nerds que você fez questão de citar: sabendo fazer a estratégia correta (usando as armas, armaduras, itens, magias) torna o jogo mais fácil ou mais difícil pra alguns.

  4. marcelo disse:

    achei meio sem nexo o texto….afinal, você quer menos numeros, mas ao mesmo tempo diz que entende e sempre vai ter rpgs tradicionais….ou seja? mass effect e cia estao aih pra isso, sem numeros, skilll points pra distribuir, etc…..e os rpgs continuam….ou seja, sao dois tipos diferentes, e nao um que era pra ser com pontos mas eles foram retirados…………….sei lah ateh me perdi, de tao sem nexo que foi o texto não consegui nem me explicar ;D

    • Se não conseguiu se explicar aos outros, quem dirá "explicar o texto a si mesmo"…

      • marcelo disse:

        isso foi um jeito de me chamar de burro? eu entendi muito bem o texto….porem nao fez sentido, o proprio autor diz que quer uma coisa, mas que essa coisa jah existe, mas que entende a anterior existir pq nao pode perder a essencia! pelo amor de deus….diga que nem homem: "eu nao quero numeros e pontos de skill e etc pois nao gosto de raciocinar, quero dar porrada nos bixinhos e deu"

        voce fica contestando todos comments(nenhum deu muito certo) ao inves de fazer um digno e proprio
        abrass

        • Marcello disse:

          Olá, xará!
          Eu acredito que não é bem isso: "eu nao quero numeros e pontos de skill e etc pois nao gosto de raciocinar, quero dar porrada nos bixinhos e deu", pois ter números e cálculos não quer dizer que vc deve raciocionar, já vi muita gente zerar RPGs somente no mata-mata… Mas eu entendi que o autor diz que a experiência do RPG sentado numa mesa é obrigatório que tenhamos que fazer cálculos, ajustar tudo nos conformes, porém já que estamos num computador nós não deveríamos nos ater a cálculos e números de HP e quanto de Dano uma arma causa e quanto de defesa uma armadura confere e sim a real origem do RPG que é igual a "Jogo de Interpretação". Não há interpretação, somente cálculos e pessoas querendo a arma com maior dano, a armadura com melhor defesa e tudo isso em números, ao invés de ser porque ele está interpretando um personagem que almeja determinada arma ou armadura, por ser a sua favorita, não sendo necessariamente sempre a mais forte do game.
          A maioria dos games hoje determinam que você deve jogar de uma certa maneira pré-definida tanto que se você estiver jogando de outra maneira, escolhendo armas mais fracas, porém que funcionam para você e te satisfazem, isso não importará, pois você estará jogando errado, notamos isso em games online onde existem BUILDS nos RPGs online e que você não pode sair delas, pois estará criando um personagem "inútil", pois existem padrões e modelos pré-definidos e se você sai deles porque você quer jogar pela interpretação, pelo RPG puro, você estará fora de sintonia com o resto dos gamers. E se você não está jogando por interpretação então isso não é um RPG, é quase um jogo de cálculos, pois você estará preocupado com números e não com a história, com o que fazer em seguida, qual rumo tomar, mas enfim, acho que todos tem suas opiniões e respeito todas, gosto de todos os estilos de games, inclusive esses "RPGs de cálculos", mas prefiro games que o computador faça os devidos cálculos, não quero saber quanto HP eu tenho, ou quanto um ataque inimigo tira do meu HP, basta a barra de HP pra eu poder acompanhar, a tensão é muito maior jogando assim do que saber TUDO.
          Texto bem grande né?! Foi mal, empolguei…
          Mas passar bem, joguem o que vocês gostam e tudo fica ótimo, cada um jogando seu game.
          Abraço!

  5. MrStassi disse:

    cara eu penso o seguinte … sendo um dos fãs mais antigos do gênero (e fãs dos RPGs japoneses, em especial) … inclusive de RPG de mesa

    Como disse o meu professor, inovação é quase sempre boa, é assim que nós evoluimos, mas existem coisas que são tradicionais, que se aquilo for mudado, perde a sua "essência". Vou dar um Exemplo fácil de entender …

    Imagine você um advogado, e você tem uma audiência as 13:30 do dia mais quente do verão, você então decide vestir uma regata, uma bermuda e um chinelo … você não vai passar da porta do fórum, nem o seu cliente colocaria fé em você por estar vestido assim, você é lógico, faria o seu melhor, mas mesmo assim você perdeu aquele "status", aquele "ar de advogado" pra passar a ser uma outra coisa que não agrada. Como você deveria ir para esta audiência?? de TERNO e GRAVATA

    inovações são boa, mas em um meio tradicionalista, você tem que seguir como manda o figurino, inove nas idéias, mas vá usando terno e gravata como todos esperam que você faça, que com o passar dos anos pode ser que não precise usar mais a gravata … e assim por diante

    um ex. de jogo que me deixou um pouco decepcionado foi dragon age 2, ele pode ter todos os elementos de um bom RPG mas na hora da batalha, ele resolveu usar bermuda, regata e chinelos e não o terno como o dragon age origens … está muito rápido, está tudo muito nervoso, está tudo muito "ação/aventura" na hora da batalha

    ainda sim compraria o jogo, mas pra mim perdeu a sua essência de RPG

    bom, pelo menos é esse o meu ponto de vista de um tradicionalista no RPG

    • Para mim, esse seu exemplo não se aplica em praticamente nenhum dos termos tratados no artigo. A questão não é a respeito da imagem que o jogo passa (sei que usou o "status" apenas como exemplo), mas sim da maneira como as coisas funcionam.

      • MrStassi disse:

        o que eu queria mostrar nesse exemplo é que o bom e velho "arroz com feijão" no RPG muitas vezes fazem mais sucesso do que muita inovação, pra mim RPG, principalmente o de video game, que a interpretação fica quase sempre de fora, sempre foi DANO= MAGIA / ATAQUE FÍSICO – RESISTÊNCIA A MAGIA / ARMOR … pra mim isso envolve números e isso é uma das essências do RPG no video game … como eu disse esse é o meu ponto de vista e não to aqui pra agradar ninguém, cada um tem o seu jeito de pensar

    • E por outro lado, ao meu ver, a essência do RPG não está nos números, muito pelo contrário…

      • marcelo disse:

        ah nao? entao nao precisa de skillpoints, mana points, life, itens pra gerenciar…slots pra gerenciar….etc, que continua um bom rpg? se você diz… eu acho que sem isso nada mais tem a ver com um rpg, e sim um mero(nao desmerecendo, mas comparando a complexidade e desafio proposto) jogo de aventura

      • True_Kalak disse:

        Thiago, se vc tira todos os números e representações estatísticas do personagem, o que sobra do RPG ? Para jogar um RPG em um videogame, não existe "interpretar" (que seria o Role Play, da palavra RPG – Role Playing Game). No caso de videogames, nos prendemos ao modo como "evoluimos" as skills, ao modo como evoluimos nossos personagens. E isso é representado por números. Tire isso e, como já disseram aqui, vc terá um jogo de aventura, e não um RPG….

    • True_Kalak disse:

      @MrStassi:

      "….um ex. de jogo que me deixou um pouco decepcionado foi dragon age 2, ele pode ter todos os elementos de um bom RPG mas na hora da batalha, ele resolveu usar bermuda, regata e chinelos e não o terno como o dragon age origens … está muito rápido, está tudo muito nervoso, está tudo muito "ação/aventura" na hora da batalha
      ainda sim compraria o jogo, mas pra mim perdeu a sua essência de RPG …"

      Isso resume minha opinião tb. Gosta de ambos estilos: RPG e AÇÃO. Porém, no caso de Dragon Age II, eles estão vendendo como se fosse um RPG e o público compra pensando que é um RPG, e se decepciona (é só ver os reviews e fóruns pela net….)

      De maneira geral, concordo com tudo que disse, e acrescento ainda que mestrei muito Dungeons&Dragons e limitava BASTANTE o uso de dados, dando preferencia a interpretação (motivo pelo qual eu era um Mestre MUITO procurado, pois todos gostavam do "dinamismo" das minhas sessões de RPG). Achei estranho tb o texto não citar jogos tipo DISGAEA, onde os números são tudo MESMO, levando ao extremo exagero (quem acha que o dano de FF é alto, realmente não conhece DISGAEA….)

  6. TomJoad87 disse:

    Não acho que os números atrapalhem tanto assim.
    No Mass Effect 2, por exemplo, eu não me importaria de saber em números o tanto de dano que uma arma/skill causa ou de saber, também em números, o total de HP e de energia que eu tenho.
    Enfim, é mais uma questão de otimizar a aparição deles na tela.

  7. @herr_igor disse:

    Só vou dizer que curto muito passear por menu, inventário, escolher uma espada que tem menos pontos de ataque mas tem uma característica especial, usar um personagem específico pra lutar com tal tipo de monstro, fazer um combate com o menor numero de turnos possíveis… eu curto muito.

    Pra mim RPG tem que ter essas coisas e não é desfazendo de Mass Effect, por exemplo. Pra mim os outros jogos tem _características_ de RPG, como evolução de personagem e talecoisa, mas RPG em si não é. Se for interpretar personagem por interpretar, então Mario Bros. é RPG, afinal, vc interpreta um encanador (profissão) que tem que salvar uma princesa (clichê).

    • Megacookie disse:

      Então o que seria um RPG? Jogo unicamente por turnos e feito no Japão?

      O RPG surgiu no RPG de Mesa, correto? O RPG de Mesa tem um foco enorme em interpretação. Afinal, o que siginfica "RPG"? Role Playing Game, Jogo de Interpretação.

      Agora me diz, o que tem mais interpretação, o que requer mais participação do jogador? Mass Effect onde você pode fazer quase todo seu esquadrão morrer definitivamente no fim do jogo, ou Final Fantasy XIII que te mete pra frente como um jogo de tiro on-rails?

      • @herr_igor disse:

        Eu tô falando de RPG de videogame, o classicão, não precisa ficar butthurt e usar Final Fantasy XIII no meio, que obviamente não é o foco.

        • Megacookie disse:

          hãã, lol?

          Sim, RPGs de console possuem inventários, níveis e habilidades como característica.

          Porém, você pega um jogo que tem esses itens, somados a liberdade de interpretação existentes no RPG de mesa, e diz que eles são "menos rpgs" por que não são por turnos, ou não são japoneses, ou o diabo a quatro.

          Simplesmente não faz sentido essa noção de que "Mass Effect não é RPG porque é por turno" .

          E lol, butthurt? Estou usando como exemplo os dois jogos que foram usados no artigo em que estamos debatendo, qual o problema?

          Não precisa vir com ofensinhas só porque alguém contestou o que você disse.

      • BeHappy disse:

        Ainda assim, a interpretação literal da palavra RPG incluiria GTA e Super Mario… GTA inclusive tem os índices de gordura, fadiga, etc…
        E a participação do jogador é requerida em todos os exemplos… desde Mass Effect até qualquer Final Fantasy.

        • True_Kalak disse:

          Queraios…. Pq toda hora tão dizendo que Mario Brothers pode ser considerado RPG ? De onde tiraram essa idéia ridícula ? O "personagem" de Mário não evolui, não melhora, não tem nenhuma "habilidade" ou "poder" que vai melhorando, ou armas, ou armaduras…..
          Se alguém disser que Mario tem a armadura do casco de tartaruga eu JOGO A TOALHA…
          :-p

  8. Bruno disse:

    simples, o cara quer que acabem com rpgs com numeros.
    senão não teria motivo pra ter escrito isso, afinal já existem rpgs sem numeros como ele mesmo citou.

    e depois, tem malaco aqui que já quer video games for dummies, ter um inventario infinito? serio?
    que ridiculo, carregar 5 armaduras, 200 poções?

    esse ai devia voltar a jogar os joguinhos do facebook e comprar o colheira feliz for dummies que tem na amazon pra vender

    • marcelo disse:

      concordo, essa foi absurda….usa cheat então e seja feliz….mas não foda o jogo pro resto das pessoas normais que aceitam um desafio!

  9. @bragdale disse:

    Em RPGs de ação em tempo real faz algum sentido. Mas nenhum RPG de turno pode funcionar sem que se tenha uma noção clara dos efeitos de cada ação, que se traduz em números.

  10. @sdncronus disse:

    Eu acho os números simplesmente necessários não em questão de estratégia mas sim de nivelamento do jogo.
    Obvio que certas coisas é bem mais fácil de medir, uma Bazuca faz bem mais estrago que uma faca.
    Mas em mundos de fantasia onde você pode ter diversos fatores influenciando em atributos distintos esses números servem para fazer uma linha segura pro jogador se guiar.

  11. dielveio disse:

    RPG sem números NÃO é RPG. FATO.

  12. Philipe disse:

    Que matéria furada. Os números do FF13 são tão simples de entender. pq vc vai la e acerta e sabe o quanto de dano deu cada golpe, subtraindo da energia do inimigo. Simples como uma barra, o jogo alias conta com as duas coisas. É´só pra isso que serve esses numeros no FF13. Agora vai jogar dragon age e ver aqueles calculos de vitalidade contra golpe + sorte pra efeito variado de envenenamento(tipo absorve 10%, 20%, sei la). Querer falar que Wrpg é mais simples de jogar do que JRPG é falar bobagem.

  13. joaohm disse:

    Até achei que o texto era de autoria do Marcus de tanto que defende Mass Effect 2. Hehehehe. De qualquer forma eu prefiro mais a evolução visual do que a numerada toda antiga.

    • andrehlima disse:

      Também fico com a evolução visual

      • maurecobk22 disse:

        eu jogava muito ragnarok e tinha sim todas essas firulas de cálculos hits phodas combinação de cartas tudo mais , e hoje eu jogo moster hunter MUITO e acho a sistemática do MH3 muito melhor que do rag
        lembro que no começo eu tinha que preocupar se minha arma era dano 150 ou 200
        nao tinha essas de carta poporing mais carai a 4 numa espada dava mais 36 pontos de ataque no monstro b e 54 no monstro a
        era porrada na cabeça que lá tem menor resistência
        muito melhor e mais intuitivo

  14. @WoWGirl disse:

    Adorei a imagem da florzinha :)

  15. Alan Emmerich disse:

    Eu não curto RPG, eu não gosto de números… mas penso que tirar as estatísticas e todas as informações nos RPG's iria matá-los.

  16. Dattz disse:

    O redator viajou… Não dá pra abolir números dos jogos só porque ele acha ultrapassado.
    … E essa imagem do Kotaku BR ficou nada a ver, também. Só vi um jogo até hoje que mostrava a conta até chegar no dano, e acredito que não era o ponto do texto original.

    A única coisa que acho mesmo desnecessária em jogos, são esses em que você dá 9812398167 de dano, mas ainda é fraco, porque o monstro tem 981273918739713791739179837 de vital. Aí é só poluição visual, mesmo.

  17. @herr_igor disse:

    -53p. I rest my case

  18. Mortal disse:

    Eu gosto de números nos jogos, e no final é isso que importa. Cada um na sua. =)

  19. gabrielsarmento disse:

    Que texto mais viajado. Números são números, não temas filosóficos dignos de longuíssimas teses de mestrado. São só pra indicar o quanto você feriu o monstro de maneira fácil e eficiente, dentre outras coisas. Nada mais.

  20. Arthroppode disse:

    RPG americano é diferente de RPG oriental. Fica esperto aí, rapá e deixa os números em paz. Não queira transformar tudo em uma coisa só. ¬¬

  21. DeathGOD disse:

    Esses dois estilos de RPGS são completamente diferentes um do outro.
    Eu jogo tanto RPGs tipo The Elders Scrolls,tanto quanto Final Fantasy e nunca tive problemas com os numeros em excesso,pelo contrario,até gosto deles,e sinto uma falta quando o jogo não tem XD

  22. nicanor disse:

    Não sei se alguém reparou, mas Zelda nunca teve nenhum tipo de número, sua quantidade de HP sempre foi uma barra verde, seu dano era o simples número de ataques nos inimigos, enfim.. sei que Zelda nunca foi um RPG mesmo, mas segue com um lado de aventura, dungeons, equipamentos com upgrades… enfim.

    Bioshock também não possui números, é sempre upgrade, Health upgrade, Weapon upgrade, Plasmid upgrade…

  23. Chapolesco disse:

    FF XIII ultrapassa o ridículo com todos esses números.

  24. BACON disse:

    alguem aqui ja jogou valkyrie profile?sahusahsuahsuahsu
    a seila eu gosto de ver me dano e o hp do inimigo fica mais facil de saber se está tudo bem ou se eu vou me foder.

  25. Lionheart disse:

    Todo jogo usa cálculos para determinar algum dano à um inimigo. A única diferença é que a maioria dos RPGs dá mais chances para as pessoas notarem o que está ocorrendo por trás das cortinas.

    Não duvido nada que jogos de luta como Street Fighter tenham expressões para danos bem mais longas do que estas.

    Mas, no fim, se você não quiser saber delas, não tem o menor problema.

  26. @Acestroke disse:

    É mais uma questão de estética e como o jogador se sente ao ver o dano que causou ao inimigo, tirar isso do jogo tiraria uma certa essência.
    Aliás não entendi esse drama todo só por causa de alguns números, JRPG é JRPG, WRPG é WRPG.
    Não to dizendo que os números foram criados pra separar esses dois gêneros, mas nunca vi alguém se incomodar com eles, achei bem useless esse tópic.

  27. Franklin Amorim disse:

    Concordo, e acho q o genero vai evoluir em dois caminhos, o dos RPGs com muitos e poucos números. Eu particularmente prefiro o segundo.

    Quando tento jogar Final Fantasy sempre desisto quando vejo aquela mutueira de estatísticas, q vou demorar algumas semanas pra descobrir pra que serve… não tenho mais tempo pra isso. Mas tenho certeza que tem gente q ama…

  28. @BKazunori disse:

    Eu simplesmente não gosto de matematica, mas adoro os RPGs tradicionais, a jogabilidade é uma parte bem importante, mas eu sempre vejo a história do game, isso para mim é muito mais importante em um game.

    No caso númerico, um RPG como Disgaea (por ex), tem que ter a combinação de números e talz, saber o quanto tal golpe afeta tal personagem realmente da a senssação de poder.

  29. Hakuro disse:

    Não acho ruim ter tantos números, na verdade não vivo mais sem eles no meu bom e velho World of Warcraft. Tanto, que faço questão de usar um certo add-on pra adicionar milhares de números e textos pulando na minha tela enquanto mato um simples monstro.

    Agora também não precisar ter números que gastam 90% da tela do jogo e que não podem ser escondidos nem com reza brava.

  30. Fou Lu disse:

    Sério, nunca vi tanta babaquice junta!
    Vale nem a pena contra-argumentar…

  31. Kaios disse:

    Aquilo da ultima imagem é um rpg? Dispenso, prefiro os numeros.

  32. Ahrun disse:

    Com ou sem número não interessa… Curto um RPG de qualquer maneira…

    Mas é bem verdade que eu curto muito ver vários números mostrando os pontos de dano que uma magia causa nos inimigos :P
    http://www.youtube.com/watch?v=jt1ASvGnkVE

  33. babyfacedman disse:

    A rigor, seria isso.

    Não é que RPGs precisam ou não de números. Mas, é que: se você eliminar a forma como o jogo resolve a representação de combate como algo abstrato – matemático, mesmo – não haverá diferença entre um RPG e algum jogo de ação qualquer. Não concordo 100% com o comentário acima sobre Mass Effect ser um TPS (digamos, 99%…), mas é inegável como esse jogo gera discussões sobre a sua classificação.

    O gênero do RPG eletrônico está se diluindo, e eu pessoalmente não gosto disso. RPG é como um jogo de tabuleiro. O que o texto diz é como pedir pra War se tornar mais Airsoft. São duas coisas que falam sobre o mesmo tema (guerra), mas com abordagens totalmente diferentes. Quem quer estratégia abstrata e racional, joga War. Quem quer realismo e ação mais visual, vá até um campo de Airsoft. A comparação pode parecer estranha, mas pra mim é isso que o texto do Kotaku está propondo.

    O RPG não precisa de menos números, da mesma forma como os outros jogos não precisam de pontos de experiência. Cada coisa é uma coisa.

    (E, só pra finalizar: http://pt.wikipedia.org/wiki/War http://pt.wikipedia.org/wiki/Airsoft

  34. rhss_c disse:

    Simplificar um pouco mas manter as origens, RPG muito complicado ou poluído visualmente é comprado por um publico limitado, ganha cada vez menos jogadores, enquanto os mais simples visualmente ganham mais

  35. luqs disse:

    zelda é rpg e nao tem numeros , ou agora zelda é jogo de ação ?

  36. MFox disse:

    Acho que nem tem como comparar os games RPG com os RPG de mesa. Porque nos games RPG a interpretação de persongem quase não existe, principalmente nos Final Fantasy onde você fica passivo à um roteiro linear, em um personagem que (quase a maioria das vezes) não tem nada a ver com você mesmo, e o pior, você sequer pode criar seu próprio personagem e trilhar seu próprio caminho. Eu preferi a série Chrono porque o personagem simplesmente não fala nada, então ele é o que você quiser na sua imaginação! hahaha

    • MrStassi disse:

      Eu preferi a série Chrono porque o personagem simplesmente não fala nada, então ele é o que você quiser na sua imaginação! hahaha

      FATO, eu sinto o mesmo em relação aos personagens que não falam nada hahahah

  37. Bill disse:

    Aff… Os números estão lá justamente porque é um jogo de estrategia… Não é um GoW que é linear e a unica coisa que você precisa fazer é sair batendo em tudo que vê. Os números aparecem para você saber a efetividade do seu golpe, combo, a sinergia entre uma habilidade e outra e ai então bolar a sua estratégia… É simples.

  38. True_Kalak disse:

    Mas a preocupação dos RPGs >de videogames< realmente é, e sempre será, com o processo evolutivo e os números. Qual a grande descoberta aí ? Onde vc vê a possibilidade de Role Play em um videogame ? o MAXIMO que eu vejo são algumas respostas PRONTAS que na maioria das vezes pouco ou nada mudam no resultado final do jogo. é humanamente IMPOSSIVEL com a tecnologia atual criar um jogo que REALMENTE permita o Role Play e vá mudando com cada decisão do jogador, assim como acontece quando jogamos RPG com lápis e papel (onde o "jogo" vai sendo bolado a partir das decisões dos jogadores, pelo Mestre de Jogo).

  39. maurecobk22 disse:

    jogo bom e sem muitos números
    MH3 pra wii

  40. Odie disse:

    Eu acho que é melhor deixar opcional para o jogador se ele quer ver números ou não (se ele vai em submenus, ele tá querendo ver números, mas isso nem sempre é totalmente necessário na HUD).

    Vamos tomar o velho Eye of the Beholder pra PC como exemplo. A lifebar do jogo era uma lifebar normal, que era verde quando cheia, amarela quando pela metade, e vermelha quando seu HP está baixo (e seu personagem fica inconsciente).

    O problema é que o jogo trata sua vida como é tratado no jogo original, ou seja, não é o fim quando se atinge zero pontos de vida… mas isso é algo que você deve remediar imediatamente. Com lifebars, o pessoal tem a ilusão de que o personagem "aguenta mais umas porradinhas", seja porque pegaram um bife como um anão lutador ou porque pegaram um mago e acham que ele ficou só inconsciente pela força da pancada, já que ele ainda tem mais da metade do HP.

    Desligue a barrinha, você vê a verdade. Toda vez que sua vida tá no vermelho, é sinal de que você, na realidade, não possui hitpoint algum (os famosos hitpoints negativos). Pra quem sabe disso, costuma preferir manter os números ligados já que a barrinha engana.

    O importante aqui é: O jogo te dá a opção. Castlevania a mesma coisa, você precisa ganhar a relíquea que permite você ver o fantástico dano causado pelos seus ataques, mas você pode optar por não usá-la e simplesmente ver os bichos morrerem sem gastar parte do processamento em física de partícula para desenhar o fading do dano de cada um dos 37 ataques instantâneos causados.

  41. Gustavo Bakunin disse:

    Se você prefere um jogo mais pro lado da aventura, joga um adventure.
    rpg é baseado em número e ponto. a partir do momento que você tira os números ele deixa de ser um RPG e vira adventure.

  42. jluiz1981 disse:

    Na boa, não tem "barrinha" de energia que supera o prazer de dar um ataque que tire 9999.

  43. A verdade é: não estamos mais em 97 onde FF e JRPGs era unanimidade. #FATO!

  44. Kuroi disse:

    Pra um jogador como eu, que veio da época do Atari e acompanhou a evolução dos games, um RPG tradicional sempre será superior a um The Witcher da vida: click, click, click, matou, anda pra frente. Click, click click, matou, anda pra frente.

    Infelizmente isso é tudo que restou de games, o resto é video.

  45. Rafagoom disse:

    Acho que aí são os tipos de jogadores em questão. Tanto FF como ME me agradaram muito e entendo que são dois tipos de RPG totalmente diferentes em seus conceitos. Tipo D&D e GURPS. Normalmente quem curte o primeiro não curte o segundo, e acho que isso vale para esses dois tipos de jogos também.

  46. Vinny disse:

    O que me faz não jogar RPGs são as batalhas por turno…no RPG de mesa tem um pq disso, mas no jogo não…

  47. Bob Mota disse:

    Eu acho o seguinte: Estão confundindo os gêneros!

    Mass Effect é um jogo com elementos de RPG. O que está acontecendo muito é que estão pegando os híbridos e comparando com os que são puramente RPG. Se forem comparar, comparem os do mesmo gênero, fica mais fácil.

    Por exemplo, nada a ver compara Final Fantasy com Mass Effect. FF é um RPG tradicional com inovações quanto a mecânica e o visual. Mass Effect é um jogo de Ação/Aventura com elementos de RPG, basicamente é um jogo de tiro em que você evolui as habilidades do personagem.

    Boardlands por exemplo é um FPS com elementos de RPG. Não dá para comparar com nenhum outro que não seja desse gênero.

    Os RPGs tradicionais continuam com seus elementos tradicionais com algumas inovações. Transformar o FF num Mass Effect, tiraria ele do gênero RPG e levaria para o Ação/Aventura.

    Os números num RPG fazem parte da sua mecânica desde os primórdios dos rpgs de mesa. Estes, pelo menos os primeiros, o D&D ou o Chainmail não tinham o foco na interpretação. Isso veio depois com os rpgs narrativos da nossa geração. E Vampiro não é narrativo.
    Dentro dos RPGs de mesa existe uma classificação de gênero também, o D&D por exemplo é considerado Powergame. É o RPG mais próximo dos seus irmão eletrônicos, o foco é o combate, a evolução e detonar o maior número de inimigos possível! A interpretação é quase zero, e não é importante pois o sistema não te recompensa de forma eficiente para que você seja estimulado a interpretar cada vez mais. Pelo contrário ele te estimula a descer o cacete em monstros!

    Os RPGs narrativos são bastante diferentes principalmenta na concepção dos personagens. É só irem atrás de um Lady Blackbird ou algo semelhante. Esses te recompensam de modo eficiente por uma boa interpretação e você não precisa sair matando monstros para evoluir.

    Então é isso, penso que estejam confundindo os gêneros somente. E o autor deste post estava errado em dizer que o foco de todo rpg é a narração.
    RPG eletrônico é isso mesmo chatinho para quem não gosta e viciante para quem curte. Quem não curte procura outra coisa. E inovações são sempre bem vindas, mas mudar de gênero nem sempre!

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