21 de Maio de 2013
classificacao_kotakubr

A classificação indicativa para os games mudou (um pouco)

Por - 07 ago, 2012 - 07:00

31 Comentários

Nesta segunda-feira (6), o Ministério da Justiça anunciou que revisou a legislação para a classificação indicativa de games e RPGs em livro. E, se tudo der certo, o processo vai ficar mais rápido.

A portaria 1.643/2012, que tira os jogos da categoria dos filmes, diz que, a partir de agora:

Jogos eletrônicos distribuídos apenas por meio digital serão autoclassificados, dispensando-se prévio requerimento do DEJUS [Departamento de Justiça, Classificação, Qualificação e Títulos], desde que já possuam classificção estrangeira atribuída segundo metodologia considerada validada pelo Ministério da Justiça

Depois de publicada a portaria, a nova legislação tem 30 dias para entrar em vigor.

Isso quer dizer que, em tese, vai ser muito mais fácil para empresas como Sony e Microsoft agilizarem os lançamentos exclusivos da Xbox Live Arcade e da PlayStation Network. Isso parece não afetar os jogos “sob demanda” (aqueles “de caixinha” que acabam ganhando uma versão via download) em ambas as redes, já que eles são vendidos também em disco.

O texto da portaria diz que os órgãos estrangeiros reconhecidos pelo Ministério da Justiça seriam listados no site, mas não há menção, lá, ao ESRB norte-americano ou ao PEGI europeu. De acordo com o Tecnoblog, a asssessoria do Ministério disse que essa definição ainda não existe e que “cada caso será analisado individualmente”.

Outra mudança é que, segundo a nova legislação, jogos vendidos por meio digital (como no Steam, por exemplo) terão que ser classificados mesmo que estejam hospedados em servidores estrangeiros. Também não se sabe como isso vai funcionar com jogos de empresas que não tenham representação oficial no Brasil.

De resto, o processo continua como está: jogos em disco ainda precisam ser submetidos à análise do governo, que tem um prazo de 30 dias para divulgar o resultado.

Em várias ocasiões, executivos de grandes empresas instaladas no Brasil, como a Microsoft, apontaram o processo de Classificação Indicativa como um dos grandes empecilhos para acelerar os lançamentos no mercado nacional.

>>Vamos ver essa Classificação Indicativa [Imprensa Nacional, via Tecnoblog]



31 respostas para “A classificação indicativa para os games mudou (um pouco)”

  1. espantalho555 disse:

    A decisão ainda não está em vigor, mas venho percebendo que os últimos lançamentos exclusivos do Xbox Live Arcade estão saindo na Live BR no mesmo dia que nos EUA.

    É o caso dos jogos da Summer Live Arcade agora, todos eles estão disponíveis para quem tem Live Brasil.

    Vamos esperar para que essa medida faça com que outros jogos da Live cheguem por aqui, como Braid e Bionic Commando Rearmed.

  2. stxanger666 disse:

    Desculpe a minha idiotice mas a classificação não irá funcionar como censura, certo?

    • lucas_de_souza disse:

      pelo o q eu sei classificaçao só te da a informaçao q nao é aconselhavel as vezes vc jogar certo jogos, nao impede, é q nem filme, por mais q seja de 14 pra cima a classificaçao de um filme se vc tiver 12 ou 13 anos vc vai assistir nao é?!

    • CondAnarch disse:

      Não Arthurzinho zica, essa classificação a que estão se referindo é aquela que diz qual o público para o qual o game não é recomendado (+18,+16), etc. O bom dessa notícia é que passará valer a versão estrangeria da classificação indicativa, o que agilizará o lançamento por aqui.

      • luiz_brenner disse:

        Além disso, quem irá determinar a classificação será a própria distribuidora, sendo que o DEJUS passará a atuar apenas como fiscalizador dessa classificação, verificando se está de acordo com o conteúdo.

  3. @halan_prado disse:

    Será que agora aquele lixo que é a Live BR melhora?
    Até hoje esperando os DLCs de Sonic Unleashed e Generations, algum Bomberman e Resident Evil 4 HD. Não tem praticamente NADA ali. Uma tristeza, me arrependi amargamente de ter criado conta brasileira…

  4. @diogostaley disse:

    A Verdade é que o Governo do Brasil pode falar, tentar, fazer o que quiser, não vai valer de nada mesmo, é um país de bandidos, não existe orgão para fiscalizar nem regulamentar nada AQUI !!!!
    O que funciona aqui é PROPINA E SUBORNO !!!

    TODO MUNDO SABE, SÓ QUE TODO MUNDO QUE MAMAR TAMBEM !! POR ISSO NUNCA VAI MUDAR !!
    DEVIA CHAMAR GANANCIA ESSA NAÇÃO !

  5. @zurugu disse:

    Hum, na real, pode até chegar depois, desde que não seja absurdamente caro como sempre…

  6. "a legislação para a classificação indicativa de games e RPGs em livro."

    em LIVRO ou LIVRE?

  7. Haite disse:

    Tá indo…
    Espero que continue assim.

  8. jairoka disse:

    tomara que rapidamente cheguem bons games nas diversas stores da vida…principalmente marketplace.

  9. SpikeNet78 disse:

    desculpem a pergunta idiota….alguem ja deixou de jogar algo por nao cumprir a faixa etaria do jogo ou entao so para ver um trailer que tenha cenas de violencia usou a data de 1/1/1900?

    Bela teoria..mas na pratica…….

    • Edu disse:

      Quem deveria se importar com a classificação são os pais, tomando a classificação como referência na hora de comprar os jogos para os filhos. Além disso, é muito melhor haver este sistema do que censura e/ou proibição pura e simples, como já aconteceu diversas vezes por decisão administrativa ou judicial.

  10. Macaco disse:

    "…dispensando-se prévio requerimento do DEJUS…"

    Eu li rápido e com sono… ficou "dispensando-se prévio requerimento de JESUS".

    A coisa seria mais séria que imaginávamos.

  11. Warfox disse:

    Que dizer que os jogos vão adotar o simbolo da parada gay para classificar-los?

  12. HalJordanBR disse:

    Então, vai rolar os Gta de iphOne?

  13. IruDraco disse:

    Engraçado … o Brasil dificulta tanto buscando uma classificação para não expor as crianças e adolescentes a situações de violencia ou "não próprias"… mas temos em todas as esquinas mortes, espancamentos e uma grande festa chamada carnaval com pessoas "vestidas" de forma muitas vezes vulgar e musicas como o funk com letras que até eu fico com vergonha de ouvir sozinho … não precisamos de mais ou diferentes processos de classificação e sim de um projeto de CULTURA GERAL para a população, assim cada fampilia saberia o que é indicado ou não sem precisar ver uma etiquetinha

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