Outubro foi um mês divertido. Foi o mês de experiência do Kotaku Brasil, período em que recebemos apoio de milhares de leitores pelas redes sociais e, em menor escala, olhares desconfiados de quem nunca havia pronunciado essas três sílabas nessa ordem específica. Faz parte do show.

Outubro foi um mês divertido. Foi o mês de experiência do Kotaku Brasil, período em que recebemos apoio de milhares de leitores pelas redes sociais e, em menor escala, olhares desconfiados de quem nunca havia pronunciado essas três sílabas nessa ordem específica. Faz parte do show.

Em 2008, quando por acaso encontrei a equipe do Kotaku norte-americano em uma festa da Bethesda, durante a feira de games E3, em Los Angeles, o Kotaku Brasil não era uma possibilidade. Era, mais que boato, um jeito de puxar conversa e ficarmos mais próximos de onde o fatídico “mundo dos games” realmente acontece. Naquele dia não aprendemos nada sobre Fallout 3, e muito menos sobre a chegada do Kotaku por aqui. Mas, dois anos e pouco depois, este sou eu manipulando o sorridente Pip Vault Boy de Fallout 3 na foto acima para dar as boas vindas aos leitores que torceram por esta estreia. Leitores, amigos, companheiros de profissão e profissionais dos games no Brasil que mostraram o quanto se espera de e se acredita nisso que publicamos a partir de hoje.

Entre muita expectativa e comemoração enquanto preparávamos tudo, alguns números para gravar na memória:

- 89.227 visitas e 101.497 pageviews em nosso site beta, com a contagem regressiva em formato do jogo Arkanoid;

- 198 usuários que enviaram um total de 252 placares com suas pontuações no Arkanoid;

- 24.385 pontos marcados pelo vencedor (cheater!) em nosso Arkanoid;

- 1 vídeo de um fã dando as boas-vindas;

- mais de 200 e-mails com currículos de leitores/jogadores/entusiastas interessados em entrar para a nossa equipe;

- 327 ocorrências da piada “o Kotaku inteiro veio hoje” quando eu, ainda sem uma equipe, aparecia em qualquer recinto com mais de dois jornalistas de games muito bem humorados.

Pois agora temos uma equipe, que vocês vão conhecer em breve e aos poucos, e um site completo pronto para decolar. O boato de anos atrás é uma realidade que vamos transformar em grandes realizações, como os irmãos Gizmodo e Jalopnik fazem muito bem por ali.

Enquanto muitos discutem o que seriam os games (arte? diversão? lavagem cerebral? melhor forma de rir da vida?) e outros tantos questionam o papel do jornalismo hoje (perda de tempo? diversão de incultos? pior forma de rir da vida?), nós enxergamos no Kotaku a melhor forma de responder a essas duas questões enquanto vamos fazendo o nosso trabalho.

Novembro vai ser ainda mais divertido. Junte-se a nós, clique a participe, passe o mouse e confira, preencha os formulários e concorra – não importa o slogan, desde que todos se sintam em casa, uma casa em que ninguém tem hora para ir embora e muito menos para desligar o videogame.

[Foto: mascotes do Kotaku Brasil / Renato Bueno]