24 de Maio de 2013
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Escolha do leitor: quando dei uma chance a Portal 2

Por - 07 jan, 2012 - 08:41

35 Comentários

Tente explicar a alguém o porquê de Portal ser uma experiência tão boa. Você vai falar sobre as armas de portais e explicar seu funcionamento. Vai falar sobre as paredes brancas onde se jogam os portais de diferentes cores para passar de um ao outro, com o objetivo de chegar ao final da fase. E tudo isso vai parecer muito pouco.

Sempre vi a questão de “melhor jogo do ano” como aquele que fosse mais épico, que tivesse as batalhas mais emocionantes, os diálogos mais marcantes e a maior imersão possível. Então chega Portal 2, em sua aparente simplicidade, e ensina como se faz tudo isso de maneira inteligente, diferente de qualquer outro que eu tenha tido como favorito, e conquista um lugar como um dos melhores que já joguei.

Tente explicar a alguém o porquê de Portal ser uma experiência tão boa. Você vai falar sobre as armas de portais e explicar seu funcionamento. Vai falar sobre as paredes brancas onde se jogam os portais de diferentes cores para passar de um ao outro, com o objetivo de chegar ao final da fase. E tudo isso vai parecer muito pouco, tanto para você quanto para quem está ouvindo. Então você vai além, fala do gel: o laranja, que serve para correr; o azul, que serve para pular; o branco, que serve para usar os portais em outras superfícies. Você vai dizer que isso aumenta as possibilidades de puzzles, ampliando as soluções possíveis.

Mais ainda vai parecer que você não está sendo justo com o jogo. Então você vai falar sobre o laboratório e os testes da Aperture Science, que são controlados pela Inteligência Artificial mais irônica, cruel e querida dos jogos, a GLaDOS. Você vai contar que a trama se baseia na história da protagonista muda, Chell, tentando sair de lá, onde está aprisionada para participar dos tais testes. Vai continuar parecendo só mais um puzzle, pois foi assim que me pareceu quando me falavam do primeiro jogo da série. Mas a pessoa poderá ficar intrigada, como aconteceu comigo quando voltaram a me falar sobre o jogo quando Portal 2 estava para chegar.

Isso porque Portal é um daqueles jogos, ou meios de entretenimento em geral, em que é preciso parar e olhar mais de perto. É cheio de sutilezas, algumas que me convenceram a adquiri-lo, e outras que me surpreenderam.

A começar pela mecânica do jogo, que avançou bem em comparação ao primeiro, sem perder o espírito que já havia sido apresentado. As fases, apesar de visualmente parecidas, têm um design muito criativo, que utiliza bem todos os recursos disponíveis. É um jogo desafiador que irrita em muitos momentos, principalmente naqueles em que se perde alguns bons minutos, para depois perceber o quão boba era a solução. Mas isso é muito bom, traz aquele sentimento recompensador clássico de quando se faz algo por si próprio, aquela sacada, genial ou não, que dá muito mais orgulho do que as muitas horas passadas aumentando seu level para passar em alguma quest de RPGs.

É impressionante como um jogo com uma protagonista muda pode ter tantos diálogos, marcados por serem tão bem estruturados e oportunos, sempre coerentes ao momento do jogo. Você nunca se sente, de fato, sozinho, e boas risadas são garantidas, seja com o bobo Wheatley, que lhe acompanha do despertar de Chell ao despertar de GLaDOS – que retorna cheia de rancor acumulado.

Também temos as gravações geniais do presidente da Aperture Science, Cave Johnson, como a clássica e inesquecível história dos limões. A loucura dos robôs de inteligência artificial, GLaDOS e Wheatley, somada aos ambientes grandiosos, construções metálicas ou ambientes abandonados cheio de plantas, e às cenas de fuga, mudança de cenários, entre outras, dão o tom épico ao jogo, tudo sempre rodando em tempo real. Desconsiderando as telas de loading, que  fazem o jogo se desenrolar em um fluxo muito eficiente, fica tudo bastante imersivo. Você sempre quer jogar mais um pouco, seja para passar só de mais uma câmara de teste ou para descobrir um pouco mais do que está para acontecer.

Além de tudo isso, temos o modo multiplayer, com a ótima integração ao Steam, que permite partidas entre usuários de PC e PS3, e telas cooperativas tão boas quanto as do single player. Esse co-op tem uma história e mecânicas próprias, como os simples métodos de sinalização e os gestos, que vão de comemorações a brincadeiras engraçadinhas para irritar a GLaDOS. É bom porque você percebe que não foi colocado um modo multiplayer apenas porque está na moda, há uma estruturação que torna o modo um grande atrativo, muito próximo da história solo.

Portal 2 é um jogo completo, com uma originalidade marcante que o firmou como um ícone cultural do mundo eletrônico, e talvez um pouco mais. Você se prende aos desafios apresentados, ao diferente mundo criado, aos personagens únicos e seu humor, além dos easter-eggs e pequenos detalhes. O bolo pode não existir, mas a tradicional música final é uma recompensa muito melhor. Tudo isso faz dele meu jogo favorito do ano e, também, uma das melhores séries criadas nesta geração. Dê uma chance a Portal você também.

>> Imagens do indispensável Dead End Thrills

______

Igor Esteves de Oliveira, 18 anos, mora na capital paulista e estuda Ciência da Computação na UFABC. Atualmente, está trabalhando em um projeto de computação gráfica pela universidade.
O texto de Luiz foi selecionado no concurso cultural Melhores de 2011. Vamos publicar um texto por dia, sem qualquer ordem de preferência, e encerraremos a série com as menções honrosas dos participantes “que não ganharam”.
Leia também:
Deus Ex e as ‘augmentations’ da vida real
- Catherine e os pesadelos do homem comum


35 respostas para “Escolha do leitor: quando dei uma chance a Portal 2”

  1. Diogo Mendonça disse:

    Cara, concordo, um dos melhores jogos dessa geração que já joguei. E um dos poucos que tive paciência de jogar no PC. Como trabalho home office já passo o dia todo na frente do pc, dai quando chega o momento de hora livre o lugar que menos quero estar, é claro, é na frente do PC. Mas com Portal eu consegui sempre ficar umas horinhas a mais sentado na frente do PC.

    Jogo muito bem construído, muito bem amarrado e bastante desafiador. É tão bom que você não quer que acabe nunca.

    • @GuiHarrison disse:

      "É tão bom que você não quer que acabe nunca."²
      Quando acabou a única coisa que eu queria era mais. Só a Valve sabe fazer a gente gostar tanto de personagens. Não me sinto assim nem com filmes.

  2. rafthehay disse:

    Poucos jogos me deixaram tão imerso na experiência quanto Portal 2. Mais de uma vez quando alguém entrou no meu quarto eu levei uns bons segundos pra me "desconectar" do que estava acontecendo no jogo para perceber que tinha alguém lá, especialmente na segunda metade do jogo [spoiler] – que aliás é show em mostrar sutis evoluções no cenário com o passar dos andares, indo de algo dos anos 60, evidente na própria marca da Aperture nos loadings, até os anos 90, com mais computadores nos cenários, a marca mais moderninha e o próprio envelhecimento do Johnson [/spoiler]

    Eu também tentei explicar diversas vezes o quão bom é esse jogo, inclusive abri uma vez pra mostrar pra um colega, mas fora de contexto ele parece apenas um jogo casual. Assim que você está perdido nos laboratórios, com a GlaDOS te menosprezando e o medo à cada "esquina", aí você entende qual é a do hype.

    Isso sem contar as inúmeras piadas e easter-eggs tão difundidos pela internet.

  3. id_metroid disse:

    Ótimo texto, parabéns. Você descreveu perfeitamente a dificuldade que é "vender" Portal pros amigos.. ninguém acha interessante, até colocar as mãos e dar adeus a vida social por algum tempo. =)

  4. BioH4z4rd_X disse:

    Jogar portal no Chrome tb é legal! http://www.swartag.com/swartagging/portal

  5. Israel_Veira disse:

    Não conhecia bem Portal. Sabia que era um jogo bom, mas só não entendia o porquê. Queria jogá-lo, encontrar alguma DEMO, sei lá. Daí, como algo que surge do nada, vem a tua opinião e só me deixou com mais vontade ainda de botar as mãos nesse jogo. Não sabia que ele era tão imersivo quanto as pessoas diziam.

    Muito bom o texto. Vou atrás de Portal o mais rápido possível =D

    • gabriel disse:

      Vá, sem medo de ser feliz =)

    • rafthehay disse:

      Jogue o 1 antes, é bem curtinho e acho que ajuda a "entrar no mundo do jogo".

      Meu Portal 1 foid e graça, numa semana que a Valve tava distribuindo o jogo gratuitamente (!!!). Volta e meia tem umas promoções também, fique ligado.

      Ainda assim, mesmo que você compre no preço normal, não vai se arrepender.

      • GiovasNaufal disse:

        Peguei Portal 1 nessa promoção também, e me apaixonei pelo jogo. Agora na promoção de final de ano do Steam consegui pegar o 2 por menos de US$ 5, mas pagaria tranquilamente o preço cheio. O jogo é sensacional

  6. Mottta disse:

    Um jogo inteligente que te faz sentir inteligente.

  7. cezar disse:

    …sempre li na internet(como nesse post), sobre portal, minha primeira experiencia com portal veio com o steam quando foi possivel fazer seu download gratuitamente, simplesmente parei com todos os jogos que estava jogando so pra terminar portal, ainda não joguei o portal2, mas espero estar comprando ele em breve…

  8. Manolo disse:

    Jogo suuuper legal. Tão legal quanto minecraft.

  9. Garciano disse:

    Deu vontade de jogar Portal 2 denovo!

  10. joaohm disse:

    Joguei o primeiro e me amarrei demais, ainda não joguei o segundo e acho que não vou jogar tão cedo já que perdi a promoção do steam :(

  11. Eduardo Lemos disse:

    Desde o portal 1, eu me apaixonei quando comprei a orange box, ja havia finalizado hl2 e os episodios, jogava só portal e tf2.

    A valve sempre faz ótimos jogos e sempre inovadores, primeiro veio a serie half-life, com uma história incrível e com belos gráficos (pra época em que foram lançados os respectivos jogos) respeitando o bolso do jogador, pois sua engine produz belos gráficos e é muito leve computacionalmente.

    TF2 = ta certo que ela não criou a franquia, mas deu seu toque, inovou e transformou num sucesso imediado.

    L4D = a ideia de hordas de zumbis rápidos, eu nunca vi em nenhum outro jogo do gênero, e acima de tudo muito leve, como criar centenas de personagens na tela mantendo o fps? pergunte a valve.

    L4D2 = acho que foi uma pequena mancada na minha opinião, não teve tanta inovação pra justificar um 2 e não uma expansão do 1.

    Portal = puzzles 2D são legais, mas em 3D ? incríveis! Vários elementos variáveis pra se levar em conta, uma física de dar inveja em muitos jogos, é ainda um enredo amarrado, com músicas, cenários e personagens bem marcantes.

    Portal2 = não joguei ainda, mas pelo que vi, conseguiram melhorar o que já era bom. novas variáveis inclusas no puzzle, único pecado assim como 1 é a duração do jogo, mas acho que mesmo que fosse infinito não seria o bastante pela capacidade do jogo prender.

    Uma ideia que eles poderiam rever seria criar um editor de mapas mais amigável, o hammer é mt complicado e trabalhoso. Se fizessem um editor de mapas como The Sims, ia chover mapas novos, aumentando ainda mais longevidade dos jogos.

    Quanto ao CS, DOD não inovaram muito, poderiam ter investido mais neles. Mas cada um teve seu tempo de fama, e o CS ainda hoje é bastante jogado e usado em competições.

    "Inovar e surpreender", devia ser o lema da valve.

    • Gabriel Palmas disse:

      Vale lembrar que CS não foi uma criação original da valve. Mas de tão inovador – para a época – a Valve comprou a ideia.

    • André Castro disse:

      Pois eh e agora a Valve ta vindo com Dota 2….

      Q alias to muito curioso… não eh um jogo q "tem a cara" da Valve…
      Mas uma empresa dessas não costuma fazer jogos ruins, alem do q se vc entrar no Steam vc vai ver q o BETA do Dota 2 é um dos 10 jogos MAIS jogados do Steam.

  12. Manolo disse:

    Tão legal quanto pintar com lukscolor.

  13. josebuceta disse:

    Mais um artigo do Kotaku cheio de "você vai, você vai, você vai". Meu filho, eu vou é enfiar um nabo na bunda do próximo redator que me vier com uma atrocidade dessas.

    PS: Portal 2 é foda.

  14. @joneknotz disse:

    O bolo existe sim.

  15. O jogo é mt bom sim. Desde o primeiro já achava sensacional o jogo.

  16. Brunno KicKer disse:

    A MUCH better love story than Twilight.

  17. RyogaBR disse:

    um dos poucos jogos com algo que eu chamaria de "felling" vc sente um clima agradavel jogando, é relaxante, e é tudo que um jogo deveria ser, e nao apenas um "filme interativo" que pra é para mim oque os ultimos jogos dessa geração tem cido.

  18. Rodsvilaca disse:

    Qual é o tempo médio estimado para se terminar esse jogo????

    • RyogaBR disse:

      jogando com calma vc termina em mais ou menos 10 horas, jogando no cooperativo deve dar umas 5 ou 6 horas. mas vale muito apena se vc se limitar a resolver umas 2 ou 3 fases por dia o jogo vai render muito mais ou chamar uns amigos pra jogar no cooperativo e ver como eles se viram ou se conseguem resolver uma fase rapido igual vc é bem legal tambem. só que tipo mesmo durando um tempo razoavel pra gente sempre vai ser um jogo rapido porque é muito gostoso de jogar e da até uma tristesa no fim do jogo. e o unico defeito mesmo é que depois de zerar tudo um replay fica sem graça porque vc ja memorizo todas as fases, portanto jogue com calma e aproveite ao maximo e mesmo que esteja quase impossivel de descobrir como se passa de uma fase nao desista, a graça do jogo esta nisso

  19. Arceus disse:

    Eu sempre ouvia dos meus amigos dizer: "Cara. portal é muito legal, experimente jogar" e pensava "meh, o jogo parece tão sem sal, tenho coisa melhor pra fazer".

    No finalzinho do ano passado, entediado, resolvi experimentar. E não tenho palavras para descrever o quanto eu me auto-espancaria se pudesse voltar no tempo. Eu nunca imaginei que aquele "joguinho sem sal" me faria passar as próximas 4 horas da minha vida grudado no meu monitor. Ao terminar o primeiro portal, a única coisa que eu queria fazer era terminar o segundo jogo. E se eu achei o primeiro tão bom assim, não preciso dizer que me internei jogando o segundo.

    Enfim, o que eu quero dizer com a minha pequena historinha é que, para alguns, o jogo parece tão simples que chega ao ponto de parecer bobo. Até a hora que começam a jogar, aí percebem que estão jogando o que provavelmente é um dos melhores jogos que já jogaram. (Não sei vocês, mas entra no meu top 5 fácil)

  20. John Trolliano disse:

    O 1º não prestou, agora eu acho que esse escapa.

  21. Gustavo  disse:

    não gosto de comprar jogo de pc mas dei uma chance pro portal 1 porque estava barato no steam, me amarrei e assim que saiu a promoção do 2 por 8 dolares, comprei na hora. Nas primeiras 10 fazes pelo menos eu achei uma porcaria, ficava comparando com o 1 que era melhor, mas depois disso o jogo ficou muito bom, por enquanto está excelente.

  22. Massafera disse:

    Portal é foda.
    Valve, como sempre, sabe o que faz.

    Tive de colocar uma GLaDOs na minha parede pra não tatuá-la. XD

    Sou fã hardcore.

  23. 3evill disse:

    Um dos melhores que eu joguei tbm.

  24. SNAK3_4EVER disse:

    Jogaço!!! Pra quem quiser conferir a Review do game, segue o link: http://vimeo.com/23882473

  25. Gabriel Palmas disse:

    O mais legal de Portal ( o prmeiro ) é que ele nem foi lançado direito, quando a Valve lançou o Half Life 2 Episode Two, você podia comprar só esse game ou comprar o Orange Box que nada mais era do que um kit com o HL2 , HL2 Epi 1, Epi 2, TF2 e um jogo esquisito que pouco se sabia sobre ele, e lá estava Portal, com suas 4 horas de diversão singleplayer.

    PS: Meu momento mais marcante do Portal 2 foi quando encontrei o cais onde estava o Borealis, na hora lembrei do HL2 Epi 2 com o Dr Eli Vance falando sobre aquela embarcação e que deveriamos destrui-lá a todo custo! Vms ver agora como tudo se fecha (espero que não) num possível HL3 e Portal 3.

  26. The Sirion disse:

    O primeiro Portal me impressionou porque eu comprei o Orange Box no fim de 2007 e praticamente só pensando em Half-Life 2 e suas continuações, que eu nunca tinha jogado até então. Eu não sabia de quase nada sobre Portal. Na verdade nem sabia que tinha história. Poucos dias antes de eu comprar o meu Orange Box, na casa de um amigo, ele perguntou se eu queria ver o final do jogo e eu aceitei, justamente por não saber que havia uma história. Ainda bem que ele não fez nada. Eu fiquei extremamente surpreendido, assim como imagino que aconteceu com a maioria dos que jogaram até o final sem saber o que viria pela frente. Ninguém esperava muito desse jogo, talvez nem mesmo a própria Valve, mas Portal se mostrou a grande surpresa e o jogo do ano de 2007, merecidamente.

    Portal 2, apesar de não conseguir causar essa mesma surpresa que o primeiro causou, justamente por causa do hype que houve desde sua revelação (um ARG que a Valve fez no Portal 1) até seu lançamento (outro ARG, muito mais legal e que envolvia vários jogos de desenvolvedoras indie). Mas eles conseguiram manter o clima de novidade adicionando vários pequenos elementos que fazem até o mais veterano dos jogadores de Portal quebrar a cabeça, além de novos personagens extremamente carismáticos, diálogos geniais e engraçadíssimos e uma história incrível e surpreendente. Tudo isso enquanto mantinha o estilo simples e humilde de contar uma história, sem grandes cutscenes e CGs desnecessárias, como é típico da Valve. Na minha opinião, o melhor jogo do ano. Não importa que o jogo seja curto (bem mais longo que o primeiro, com certeza) ou não tenha horas infinitas de conteúdo como Skyrim. Acredito que todas as horas que empregaria para terminar Skyrim não valeriam nem metade do que eu gastei feliz com Portal 2. Infelizmente, é um jogo injustiçado (mesmo tendo sido o jogo que mais ganhou prêmios na VGA esse ano. Devia ter sido eleito o jogo do ano).

    Bem, você pode considerar isso tudo a opinião de um fanboy…

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