Existem muitos jogos por aí tentando contar histórias envolventes. Alguns usam narradores, cutscenes ou múltiplas escolhas de diálogo. Outros incorporam pontos da trama na ambientação. As escalas de sucesso variam, é claro. Chuck Beaver, produtor da história da série Dead Space, diz, por exemplo que Gears of War tem o pior texto dos games. Mas ele também reconhece os problemas de Dead Space nesse quesito.
A Eurogamer pegou algumas citações de uma entrevista no blog oficial da EA em que Beaver critica o jogo de ação da Epic. Beaver diz:
“A história só pode arruinar um jogo para as pessoas que se importam com a história, então essa é uma resposta condicionada. Por exemplo, Gears of War. Eles cometem violações absurdas e ofensivas aos princípios básicos da narrativa. Mas isso, para muitas pessoas, não parece estragar o jogo. É, literalmente, o pior texto dos games, mas parece não ter efeito negativo.”
Ele também aponta algumas questões sobre a narrativa de seu próprio Dead Space:
“Nós sabíamos tão pouco sobre história naquela época, e nós passamos por cima dos nossos escritores várias vezes. Dead Space era apenas uma simples história de casa mal-assombrada que depois ganhou um aspecto pessoal – uma namorada desaparecida que na verdade está morta.
Dead Space 2 foi um grande desafio. Todos esses elementos do jogo original que foram mal pensados, como a história do Marker, a “ecologia” dos Necromorphs, etc. tiveram que ser alterados para conseguirmos seguir em frente com a narrativa de forma coerente. A primeira história que fizemos era uma bagunça de eventos independentes e estruturas quebradas, então nós tivemos muito trabalho para reformular tudo – e não fomos 100% bem sucedidos.
Além disso, nós nos perdemos um pouco do folclore e de elementos mais complicados do enredo que não chegaram à versão final. E nem quero falar da sequencia final contra um chefão que eles decidiram sem que eu estivesse na reunião! Aquilo foi divertido.”
Mas uma das citações mais reveladoras de Beaver não é sobre nenhum jogo em específico:
“Jogos, em primeiro lugar, são jogos e precisam nos atingir nesse nível. A história é uma vantagem competitiva enorme que adiciona valor à sua oferta, mas a história, sozinha, não pode salvar um design de jogo ruim.”
Isso faz muito sentido quando eu lembro dos jogos da série Dead Space. Eles são muito mais um sucesso de clima e atmosfera do que narrativos. Da mesma forma, o sucesso Gears of War vem da adrenalina e da ação de cenas em que você se sente ameaçado por todos os lados.
Você não precisa de uma boa justificativa narrativa para curtir esses jogos, mas um jogo pode ser bem mais marcante quando se tem uma.
>> Entrevista com Chuck Beaver [EA, via Eurogamer, em inglês]
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nunca joguei Dead Space, já joguei Gears of War 3, apesar da historia simples e muito bem contada, coisa que muitos jogos, como Tomb Raider Undeworld, que tem um historia forte, e mal explorada e acaba ficando chato.
A questão toda é que uma boa história não precisa ser complexa e nem precisa de um roteiro super elaborado. A História de Dead Space é contada muito bem pela ambientação e isso não deixa de ser uma manifestação narrativa. Gears pode ter péssimos diálogos, mas ação se encarrega de empolgar o jogador e narrar os eventos.
É apenas natural que um jogo não precise de uma BOA história para ser um BOM jogo, afinal o diferencial da mídia é a INTERAÇÃO. Contudo, é inegável que a combinação de uma BOA mecânica com uma BOA história geram resultados muito superiores. Inclusive, a ESA constata em suas pesquisas anuais que um dos principais motivos de compra de jogos são "uma história engajante".
Tetris nunca precisou de um roteiro para ser um excelente jogo, mas Portal e Mass Effect seriam nada sem suas histórias e o envolvimento com o jogador.
Por isso, encaminho um episódio da minha websérie, LudoBardo, que toca exatamente nesse ponto: a combinação da história do criador com a do desenvolvedor.
Arthur Protassio manja das narrativas
Hahaha! Tudo por uma experiência engajante! FTW!
Pra mim o melhor jogo com a melhor história até hoje foi o Star Wars Knights of the Old Republic, de 2003/2004;
Pra mim, foi a época de ouro da Bioware, considerado por muitos como a melhor produtora em termos de história, narrativa e desenvolvimento de personagens. Hoje eles cairam muito, mas os tempos mudaram…
Eu gostei de Dead Space, apesar de realmente a narrativa não ser o ponto forte. Mas aposto minhas fichas que vai ser bem melhor em Dead Space 3.
Particularmente, acho que um jogo tem que ter uma história envolvente, independente da jogabilidade e design. Pra mim, história nos jogos de hoje é o que mais marca, seguido pelos gráficos e jogabilidade.
O jogo que levo como exemplo que melhor atende esses quesitos hoje pra mim é o The Witcher 2.
Mas essa é só minha opnião.
Vc precisa jogar o XenoGears então.
-Quase- concordo com você. Eu diria: História > Jogabilidade > Gráficos. A melhor história do mundo com os gráficos mais realistas possíveis não salvariam um jogo que você mal consegue se entender com os comandos.
“Jogos, em primeiro lugar, são jogos e precisam nos atingir nesse nível. A história é uma vantagem competitiva enorme que adiciona valor à sua oferta, mas a história, sozinha, não pode salvar um design de jogo ruim.”
O RLY!?!
As melhores histórias com certeza são as da Bioware (NÃO ME XINGUEM, lembrem-se que antes de ME3 a Bioware fez Neverwinter Nights *-*), e em segundo lugar fico com os rpgs antigos da Square/Enix (como Chrono Trigger, FF 3)
Adoro Gears of War, mas a história é bem fantasiosa, é quase uma comédia, não dá pra levar muito a sério um jogo aonde sua turma é engolida por uma minhoca e consegue sair vivos de lá de dentro. Um de de seus parceiros ainda fala "bebi mais sangue de minhoca do que meu próprio sangue", algo do tipo. É bem zoado.
No quesito jogos de tiro, com certeza minha história favorita é de Halo, esse sim tem uma história fascinante, uma mitologia bem construída, todo um esquema legal para narrar a história do mundo do jogo.
Dead Space é boa a história, nunca pensei que ia ler essa entrevista, poxa, o jogo tem inspiração de vários autores de ficção científica, o Black Marker é uma clara referência ao Monolito de 2001 uma Odisséia no Espaço, curto pacas o enredo do jogo, embora não é tão bom quanto um Halo ou um Mass Effect.
Gears of war 3, é aquele filme que quando você sai do cinema e diz : 'Meu dinheiro valeu a pena, esse filme foi muito legal' Não é a melhor coisa do mundo, mas ele faz oque deve, ser bom e entreter, porque tem muito mais shooters que não chegam a fazer nada disso, e Gears combina uma campanha muito legal, jogabilidade, personagens, grafico e uma multiplayer extremamente viciante e balanceado, sem contar o grande numero de modos.
Dead Space chega a ser um survivel horror, tem de ter algo simples nele, como os primeiros Resident Evils que eram muitas boas historias so que bem simples, voce esta numa mansão atras dos desaparecidos, depois que a coisa começa a ficar complexa, como o Dead Space 1 pro 2 que o bixo começa a pegar de verdade.
.Se os videogames ainda estão se desenvolvendo como forma de entretenimento e são considerados mídias novas, a importância de uma narrativa neles ainda está em fase de gestação. Porém, esse aspecto tem muito mais potêncial para evoluir do que no cinema ou livros, dado a caraterística de interatividade dos jogos.
O jogador, de certa forma, faz parte da construção da história no game, mesmo que isso ainda não tenha sido aproveitado com todo o seu potencial, ainda.
Mesmo assim, ccito aqui um exemplo de jogo que me envolveu muito mais pela história do que pelo design ou jogabilidade: To The Moon
Ok, toda regra tem sua exceção, ainda não joguei To the moon mais eu ouvi dizer que ficaria melhor em um livro.
Com certeza não. To The Moon é genial do jeito que é, e deve continuar assim. Grande parte do motivo pelo qual To The Moon é genial, aliás, é por causa da sua trilha sonora, que é muito, muito boa
Ele não disse nada que não sabiamos.
Tem jogos que te levam a uma imersão magnifica (Caso de Bioshock) você se sente dentro do jogo, do cenário, porém, existem também aqueles que são só matança e ponto final, vai de gosto.
Eu por exemplo, to irritado com a saturação do mercado de games FPS, outros amam tiro pra todo lado e mais nada.
Olha não devíamos dar tanta importância assim a história de um game, o fator diversão em alguns casos é muito mais importante. Gears nem de longe é um game pra contar história, para isso existem os rpgs que têm histórias absurdamente incríveis e tramas extremamente elaboradas desde de a era 8bits, eu nunca nem prestei atenção no que estavam dizendo no Gears. Viva los games.
Só digo uma coisa: JOURNEY
NÃO RESISTI! lol
Pois é… Joguei apenas algumas horas de Gear então não sei dizer… Mas… A história de Dead Space é meio confusa! Nada muito dramático já que a ação fala muito mais alto (ação, ambientação, gráficos…).
Esta semana tive uma feliz surpresa neste quesito que foi THE DARKNESS II! Não dava nado para o jogo… Mas ficou fantástico o estilo "cartoon" remetendo aos quadrinhos, e uma narrativa muito boa! A história não é sensacional mas é boa e muito bem contada. Aconselho…
Realmente The Darkness II é bacana. Infelizmente não para quem leu a HQ. Curti muito o jogo, mas a história foi deturpada demais =/
A história do The Darkness II é totalmente nova mesmo, não tem nada ver com a HQ. Mas eu achei até legal, apresenta uma nova proposta do que pode ser o Darkness, achei mas legal do que ver uma história que eu já conheço e já sei como termina.
A indústria de games está em evolução. Há alguns anos era até estranho falar em história, ainda mais em games de ação. Não foi uma mídia originalmente criada para isso, como o cinema ou teatro. Mas acho que sempre vão existir jogos em que a história será importante (Mass Effect, por exemplo) e outros em que isso pouco importa (Mario, por exemplo).
Gostava das história criativas, e bem humoradas, dos Adventures da LucasArts
Full Throttle forever ^_^
Full Throttle é o clássico dos clássicos.
Eu adoro histórias envolventes, politizadas, com decisões morais difíceis, enfim, histórias "adultas". Mas também adoro jogar Plants vs. Zombies na fila do banco, e quem não gosta? Sinto uma carência de maturidade de narrativa em relação aos games, mas não gostaria que todos os games se tornassem difíceis de digerir. Ainda não achamos o balanço ideal, mas vejo cada vez mais os peixes grandes da indústria de games falarem sobre enredo, sobre parar de se preocupar com gráficos ultra realistas, sobre lutar para que os games sejam mais cultura e menos jogo de azar. Se é só mais uma jogada de marketing eu não sei.
E sempre bom ter jogos para cada tipo de gosto. Algumas horas eu quero uma boa historia e imersão, mas tem outras que quero simplesmente esquecer da vida num multiplayer bom, e outras que não quero ver grandes contos mas sim uma jogabilidade nova e diversão. O problema é que hoje querem resumir tudo em FPS e FPS, mesmo sendo meu genero favorito não vemos um Bioshock ou Half Life toda hora… e sim COD's e seus clones
Pra mim o melhor enredo até hoje foi o de Half Life 2,fiquei fascinado com a historia e a ambientação.
E também tem a Série Legacy Of Kain que na minha opinião tem um dos melhores enredos da historia dos video games.
Boa lembrança que o Espantalho postou, o jogo To The Moon, uma das melhores histórias que eu já vi em um jogo, e diria até do mundo do entretenimento.
Eu dou grande importância ao roteiro nos jogos, gosto de uma boa história, sempre ajuda na imersão, personagens carismáticos e o seu envolvimento no trama, etc. Claro que não podemos comparar um roteiro só por ser de games, comparar uma história do Final Fantasy com um Gears of War, exemplo bem simplista obviamente, porém Chuck Beaver afirmou que a história do Gears pode ser a pior dos jogos, não concordo, a história está condizente com o mundo do Gears, soldados bombados, destruir os Locusts, etc. Claro que não estaria incluso entre os melhores roteiros, mas falar que é o pior é forçar a barra.
Apesar de hoje o estilo de história já ter virado cliché, uma das melhores que vi foi de Tales of Phantasia.
Desde a construção do mundo, entidades, personalidade dos personagens (ponto fortíssimo), etc… tudo muito bem elaborado.
É impressionante como um jogo de SNES consegue me envolver tanto com diálogos sem audio (só escrita) e personagens pixelados, muito mais do que váááááários jogos que joguei nos últimos anos.
Como disse acima, atualmente muita coisa dos jrpgs se tornaram clichés, mas na época era incrível e cativante. O problema é que hoje em dia o que vende é gráfico e adrenalina, deixando de lado uma jogabilidade diversificada e desafiante, personagens carismáticos e história bem bolada.
Existem tempos e tempos. Tem época que eu prefiro um jogo com história mais profunda, outra época vou pra jogos de história mais simples e jogabilidade mais rápida, e assim por diante.
A única coisa que eu não suporto, principalmente nos jogos atuais, é a mania deles tratarem a gente como se fossemos completos idiotas. Caramba, não precisa me dar tudo mastigado, deixa eu interpretar as coisas um pouco, do meu jeito!
Uncharted! Não é atoa que vai virar filme.
Uncharted so vai virar filme porque da muito dinheiro, até DOOM ja teve filme
Claro, seria incorreto dizer que não. Mas o que me diz sobre a história e o roteiro do jogo? Eu me envolvi muito com os personagens e sou um grande fã da série muito por conta disso. Mass Effect também dá dinheiro, assim como Skyrim, GTA, Bioshock, Dead Space, Call of Duty e muitos outros, mas nenhum vai virar filme, até onde sei. Não posso afirmar, mas credito isso à história, pois fica claro que os produtores de Uncharted se preocupam com isso, além da jogabilidade e tals.
Bioshock e Mass Effect já foram cotados para virar filme (não sei se vão virar mesmo), Halo também… Mas acredito que todos os jogos que você citou (com excessão do CoD) são bem focados na história. O que seria de Bioshock sem o conceito de cidade-estado submersa? O que seria de Mass Effect senão contar a saga do primeiro Spectre humano? GTA pode até ser um jogo que pode ser apreciado sem se levar me conta a história, mas quem jogou GTA4 sabe que a história está lá, com diálogos incríveis (sério, o roteiro do jogo é fantástico) e Skyrim faz parte de uma série que já criou uma mitologia própria, e como todo RPG se garante boa parte na narrativa (ainda que de forma simples)
Não precisa de história mirabolante e envolvente, apenas uma premissa de que raptaram a princesa e você tem que salvá-la, tendo este começo, a jogabilidade e a diversão faz o resto do jogo.
Quando busco diversão em games, nunca vou esperando por história envolvente, existem livros, filmes e séries pra isso.
Acho que o mercado tem espaço tanto pra um tipo, quanto para o outro. Jogos com história, pra mim, são mais interessantes, mas é claro que não descarto os jogos mais "superficiais", digamos. Mas admito que uma boa jogabilidade salva uma história fraca, e não o contrário, como diz o próprio Chuck Beaver, no post.
Metal Gear Solid cof cof.
Ainda acho que um bom jogo tem de ter uma história envolvente. Quem quer atirar em coisas que se movem sem motivo? Eu não.
Esses americanos… duvido nada que vão começar a repetir essa blasfêmia sempre e os idiotas vão começar a repetir. Sério, essas cutscenes sem direção já são um belo exemplo de como videogame na cabeça de americano é não parar de jogar nem por um instante, nem mesmo quando uma parte decisiva da história estiver acontecendo! Deixe o jogador ficar andando e correndo na parede se ele quiser. Depois reclamam que jogo não é considerado arte.
Eu gosto da historia de Dead Space, quem vai a fundo e procura mais sabe como o jogo deixa algumas coisas subjetivas, como o inicio do nome dos caps do jogo 1 revelava algo importante e no final do 2:
Spoiler:
Quando a Ellie salva o Isaac a barra de vida dela está vazia, será outra alucinação?