“Indie Game: The Movie” foi lançado, finalmente. O tão aguardado documentário fala sobre criadores de jogos independentes e suas criaturas: Edmund McMillen & Tommy Refenes (Super Meat Boy); Phil Fish (Fez). Ele também procura explicar para o público em geral qual é a magia dos jogos independentes – ou pelo menos era o que eu esperava.
O público desse filme pode ser dividido em dois grupos básicos: aqueles bem familiarizados com o assunto, e aqueles que não sabem nada sobre jogos indies (ou talvez sobre videogame em geral).
A reação entre aqueles que já assistiram ao filme, e que representam o primeiro grupo, tem sido mista. Alguns estão empolgados de ver que finalmente existe uma representação cinematográfica de algo tão querido por eles. Outros se incomodaram com a maneira como o documentário é apresentado, e em particular, com as pessoas que foram escolhidas para simbolizar o movimento dos jogos independentes.
Eu também conversei com algumas pessoas do segundo grupo, que simplesmente gostam de um bom documentário, já que assim elas têm a chance de aprender sobre algo totalmente desconhecido. E a reação delas? Infelizmente, uma mistura de confusão e tédio. Mas o detalhe é: você não precisa ser alguém do segundo grupo para se sentir confuso e entediado.
Em primeiro lugar, e mais importante, “Indie Game” é um documentário que joga para a torcida. Impetuoso, e que se alonga por tempo demais. Sim, não há dúvidas de que os diretores James Swirsky e Lisanne Pajot são apaixonados pelo tema que escolheram e têm um grande respeito pelos protagonistas dessa história. Mas isso acaba causando muitos problemas ao longo do filme.
A duração é de 1 hora e 40 minutos. Então quando você pensa nesse tempo todo e no título do filme (“Indie Game: The Movie”), você acha que vai aprender bastante sobre o assunto, não?
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Tudo começa com uma apresentação do movimento dos jogos indies modernos. Imediatamente, qualquer um que saiba o mínimo sobre o assunto vai ficar incomodado por não haver nenhuma referência substancial a qualquer jogo indie feito antes de 2008. Enquanto isso, aqueles que não sabem nada sobre games vão permanecer na alegria da ignorância.
Ainda nessa abertura, uma das peças centrais do documentário (Tommy Refenes, de Super Meat Boy) diz que nunca trabalharia para um estúdio grande, como a EA ou a Epic Games, porque isso seria “um inferno”. Tudo bem, mas por quê? Uma declaração tão forte, mas sem continuidade ou elaboração… Os jogos “mainstream” são abordados, mas bem de leve. O que não faz sentido nenhum, já que seria a chance perfeita de criar um contraste e mostrar porque os jogos indies são tão incríveis.
Depois dessa introdução, começamos a conhecer melhor nossos personagens; quem eles são, e por que eles fazem games. Também somos apresentados a Jonathan Blow, que aparece como “o indie que deu certo”. Ele está onde os outros três querem chegar um dia. O foco é no sofrimento de McMillen, Refenes e Fish, com o sucesso de Blow, e a sabedoria que ele tirou daí, servindo como comentário para a narrativa do documentário.
Sem dúvida, a melhor parte de “Indie Game: The Movie” são seus primeiros 40 minutos. Desde ouvir McMillen relembrando sua infância tumultuada, que serviu de inspiração mais tarde, até assistir Fish mostrando os jogos que ele fazia com seu pai; são os trechos mais cativantes, fascinantes e – mais importante – acessíveis de todo o documentário.
Mas é uma pena, porque isso não dura para sempre. O filme perde esse tom um pouco inocente e ganha contornos cruéis, detalhando a realidade não muito agradável de um desenvolvedor independente. Nenhum deles passa por uma situação muito fácil, e isso é claramente ilustrado no documentário. Sim, é absolutamente necessário mostrar isso, dada a realidade. Mas…
É um pouco demais. A falta de leveza lá pela metade do documentário chega a ser desconfortável. Não digo que era necessário botar um pouco humor aleatório ao longo do filme, longe disso. Mas nesse ritmo ultralento em que tudo acontece, eu não ficaria chocado de ver o público torcendo o nariz para os personagens, por mais triste que isso pareça. É nessa hora, também, que os diretores parecem estar apaixonados demais pelo assunto, e fica triste toda essa reverência se transformando num belo tiro pela culatra.
Quem conhece videogame pode achar que o drama na metade final é bem comum. Por exemplo, quando McMillen e Refenes surtam porque Super Meat Boy não apareceu nos destaques da Xbox Live na manhã de lançamento. Ou Fish tendo um ataque de pânico às vésperas da Penny Arcade Expo (PAX) porque seu ex-sócio ainda precisa assinar documentos para que ele possa apresentar Fez legalmente no evento.
Eu discordo dessa abordagem, mas ela não é nem um pouco surpreendente. Tudo no filme é apresentado de maneira tão superdramática que chega a parecer deslocado, quase um cinismo. A forma como isso é apresentado, de maneira toda estilosa, também não ajuda em nada. É como se os diretores tentassem dar uma empolgação artificial à história. Se eles tivessem deixado tudo mais natural e simples, teriam evitado esse e outros problemas, e teriam um filme mais forte no geral.
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Perto do final existem alguns momentos marcantes de verdade. É comovente ver Fish tendo que dar um jeito nos bugs que surgem em cima da hora na demo de seu jogo tão esperado logo no primeiro dia da PAX East. Quando McMillen e Refenes recebem a confirmação de que bateram os recordes de vendas de estreia na Xbox Live temos outro momento incrível, merecido.
Mas quando as coisas se arrastam demais para um efeito dramático, ou quando o óbvio é repetido mais uma vez, tudo fica frustrante e cansativo. Pior ainda é ver alguns caminhos que poderiam ter sido explorados, mas não foram: como Blow explicando que ficou frustrado porque os críticos gostaram de seu jogo, mas não pelos motivos que deveriam ter gostado. É um conceito fascinante, mas que acabou não sendo explorado – e eu não acho que tenha faltado tempo para isso.
E outra coisa interessante: se a mensagem é de que os jogos indies são de certa forma superiores aos jogos “mainstream”, é contraditório que eles busquem constantemente os padrões de validação da “grande indústria” para determinar o sucesso de seus jogos: número de vendas e pontuação de reviews. Alguém poderia ter dito que essas armadilhas não são necessárias num cenário independente. A base desse sucesso, mesmo que bancado pelo “status quo”, ajuda a dar um contexto para essas conquistas indies. Mas é uma pena que nada disso seja explicado suficientemente para os “de fora”. É claro, dinheiro é um símbolo universal que não precisa de tradução, mas nem todo mundo sabe o que é uma pontuação no Metacritic.
“Indie Game: The Movie” tinha o potencial de apresentar o assunto para uma audiência que talvez não tivesse acesso a ele de outra forma. Mas no final das contas, ele não é nem acessível, nem informativo. E essa última parte, devido à falta de foco do filme e à sua necessidade constante de colocar os personagens num pedestal, vai irritar muito quem estava em busca de conhecimento, e não de “validação da cena indie”.
“Indie Game: The Movie” pode ser comprado em seu site oficial, via Steam ou iTunes (onde também pode ser alugado) – ele também será exibido no Rio de Janeiro em breve. E antes que eu esqueça: uma das qualidades inquestionáveis do filme é a fantástica trilha sonora, feita por Jim Guthrie, mais conhecido pelas músicas de Sword & Sworcery. A trilha do filme está à venda no site dele.
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Matthew Hawkins é um jornalista de games que mora em Nova York. Ele já foi editor do GameSetWatch, e atualmente escreve para a MSNBC no In-Game, além de vários outros lugares. Ele publica seu próprio fanzine de cultura gamer, é parte do coletivo Attract Mode e um dos apresentadores do The Fangamer Podcast. Você pode acompanhar tudo o que ele faz em seu site, o FORT90.com.
19/04/2012 - Fez: uma celebração retrô no seu Xbox 360









Tô pensando em comprar isso no Steam, mas não sei se vale a pena.
Vale. Vai por mim. Eu assisti e achei muito bom.
Especialmente porque tem legendas em português do Brasil.
comprei pelo site oficial do indiegamethemovie. Vale a pena sim. Achei estranha a crítica do kotaku… O filme é um documentário dramático, mais ou menos como o irmão do "A Rede Social", só que sem o glamour todo que é posto por hollywood na criação do facebook.
Eu achei o filme fantástico, mas concordo sobre ele não ser para todos (apesar do potencial). Considero o filme algo como de "indies para indies" ou de "apaixonados para apaixonados" (pelo desenvolvimento independente como forma de expressão e transferência de sentimentos e emoções). Ele demonstra o quão sofrido pode ser o processo de desenvolvimento de um jogo, os obstáculos que se enfrentam, as felicidades que se alcançam e o fato de nem todos os desenvolvedores serem compreendidos pelo "povão" gamer.
Eu me identifiquei muito com esse filme, assim como meus amigos e outros que conheço e fazem parte da área de desenvolvimento (independente ou não).
Na verdade o ponto mais acalmado pela crítica, foi a sua fácil identificação pelo grande público. Você não precisa saber a fundo o que é o Metacritic, só precisa saber que é uma coisa importante na vida daquelas pessoas.
Eu gostei muito do filme. Para mim o propósito dele foi mais para mostrar como é a vida de um desenvolvedor indie, o filme focou muito mais na história deles e eu gostei disso. Pra quem está começando nesse mercado ou pensando em começar esse filme é algo obrigatório, pois mostra a realidade de um desenvolvedor indie.
alguém conseguiu baixar a legenda por favor me ajudem.
A versão que está a venda tem legenda.
Pirateiro!
O filme é tão deprimente que a equipe que estava traduzindo a legenda se matou!
Agora só comprando amigo!
Baia dos piratas
Fico impressionado em como um cara que lançou UM jogo (Phil Fish, Fez) tenha tamanha repercussão. Antes do cara ter lançado UM jogo, já estavam ouvindo o que ele tinha pra falar e passando por nomes como Hironobu Sakaguchi, Keiji Inafune, Hideo Kojima e Shinji Mikami. ANTES de lançar UM jogo. Impressionante a pagação de pau que tá com esse negócio de indie. Cara, o jogo é bom então merece ser louvado sendo indie ou de uma grande empresa, não tem que ter esse viés porque o jogo é indie. Outra, cara fala que jogos japoneses são/estão uma merda, aí vai e me lança Fez, que é uma mistura de Cave Story e Paper Mario. Scumbag Phil Fish. É o que se espera de um hipster, mesmo.
Exatamente o que venho pensando. Tome um merecido joinha. o
Eu também achei ele boçal pela crítica aos jogos japoneses. Existem muitos jogos japoneses que curto. Mas ai vi uma matéria onde Inafune concorda com Phil Fish e rebate as críticas que foram feitas a ele. Dizendo que essas críticas só ocorreram pelo fato dele não ser Japonês e esperava que agora, com elas vindo de um Japonês, ninguém o criticasse.
Ai ferrou tudo…
Cara, o Keiji Inafune é um gênio dos jogos sim, mas o que JUSTO ELE vem falar de indústria nipônica fazendo sempre a mesma coisa (e eu acho que é bem o contrário disso)? O cara tava sempre usando Mega Man. Tivemos Mega Man 9, Mega Man 10, remake de Mega Man 1 e Mega Man X1, Mega Man Universe, Mega Man Legends 3, Mega Man Online (os três últimos cancelados). De novidade só trouxe o Dead Rising nessa geração. É mais alguém respeitável pelo histórico do que pelas coisas que diz. O Keiji Inafune e o Tomonobu Itagaki foram na onda de criticar a indústria japonesa, mas são dois que vivem das séries que "criaram" (Tomonobu não criou o Ninja Gaiden e nem o Keiji Inafune criou Mega Man). O Keiji Inafune ainda é talentoso e onde põe a mão transforma em clássico, já o Tomonobu Itagaki só sabe criticar mesmo e dar uma de "NOÇA SOL TAUM POLEMIKO!!!11!!". Mas deles ainda dá pra gente ouvir algo e não concordar… agora, me vem um cara que nunca tinha feito nada, tinha mostrado só uns trailers e todo mundo "KRA, GÊNIO O COMENTÁRIO! TUDO VERDADE!". Poxa, é só anunciar que tá fazendo um jogo e mostrar trailer que eu passo a ser relevante EM TODA A INDÚSTRIA DO VIDEOGAME? Então, eu anuncio aqui em primeira mão: Pessoal, estou fazendo um jogo e digo que quem trata a cena indie com diferença não é fã de videogame! Jogo bom é jogo bom independente de ser blockbuster ou não.
Pronto, agora eu quero meu comentário sendo comentado no mundo todo! Hahaha!
Era mais esse aí o ponto, Marcos. Fez pode ser até bom, mas looooonnngeeeee de ser algo genial, ORIGINAL, revolucionário e que será lembrado eternamente como o Phil Fish acha/quer que seja.
Keiji Inafune também é responsável por Lost Planet. Só pra constar.
Mais uma coisa: A Capcom pediu pra ele criar um jogo chamado Rockman. Ele criou e fez até a concept art da franquia por um bom tempo. Até hoje ele é conhecido como o criador de Megaman / Rockman e isso ja foi dito em algumas entrevistas bem antigas.
Lost Planet? Sim. Insistem nesse fracasso ainda, mas pelo menos foi um título novo.
Sobre o Keiji Inafune ser pai do Mega Man, não sei onde você leu o que você disse mas não tá correto. Aqui está um trecho da entrevista onde ele diz que não é o pai do Mega Man:
"I'm often called the father of Mega Man, but actually, his design was already created when I joined Capcom".
Resto da matéria com a entrevista aqui: http://www.gamespot.com/news/tgs-07-mega-man-cele…
Então, é… não. Eu tenho os artbooks e ele deixa bem claro quem fez o que lá.
Lost Planet não foi um fracasso. Esse jogo gerou um hype mega absurdo tanto no primeiro quanto no segundo. E esse jogo quase foi cancelado. O que eu não entendo até agora é como os fãs preferem o primeiro. Sinceramente… o multiplayer do 1º é uma completa bosta.
e é a primeira vez que eu vejo o Inafune dizendo algo assim. Ja fiz um post nas comunidades de Megaman com as entrevistas do Inafune e tal. E em nenhuma delas ele faz essa revelação ai. Ou eu não estou me lembrando muito bem mas tinha essa dai junto.
Phil Fish é um hipster deprimido. O filme é deprimente. Não nega ser Indie. São quase que o PCdoB dos games! Afff… pode dar o mundo pros caras que irão achá-lo cinzento e sentirão-se excluídos..! Tsc, tsc, tsc… cada um colhe o que planta.
Particularmente não misturo game hipster com game indie, mesmo pq hipster hoje é muito mainstream
Vai PC Siqueira!!!
"E outra coisa interessante: se a mensagem é de que os jogos indies são de certa forma superiores aos jogos “mainstream”, é contraditório que eles busquem constantemente os padrões de validação da “grande indústria” para determinar o sucesso de seus jogos: número de vendas e pontuação de reviews. "
Eu vi o filme e não concordo com essa afirmação do autor da crítica. Eu achei até estranho quando os pais de um dos desenvolvedores do Super Meat Boy falam o número de vendas altíssimo, mas ele não parece se importar com isso. Ele só demonstra sorrisos quando o outro desenvolvedor manda vídeos do Youtube com os jogadores xingando a dificuldade do jogo.
Pode ter sido forçado, mas de qualquer forma, isso vai contra a afirmação do crítico.
Sim, eu achei estranho essa parte da crítica, o filme mostra os caras na pendenga por dinheiro, morando com os pais, endividados.
O Phil Fish perdeu financiamento, namorada e socio nos 5 anos pra fazer Fez do jeito que ele gosta e o Tommy Refenes fala no início do documentário que se ele fizesse $20k em Super Meat Boy ele estaria feliz porque ele conseguiria passar mais 2 anos vivendo pra fazer outro jogo. A história é dramática porque a vida dos caras é dramática, é uma vida de obcessão por um trabalho que é uma aposta, eles podem passar 4 anos sem dormir e sair sem ganhar um tostão e no fim o jogo ser um fracasso de vendas e público, a tensão perto do lançamento deve ser enorme mesmo.
Muito bom comentário. Bem sensato e que descreve exatamente as agruras dos homens mostrados no vídeo.
Droga queria assisti esse documentário sem piratea-lo, se eu morasse no Rio sem duvida iria assistir Ç.Ç
"Jonatahan Blow, criador de Fez" (texto abaixo da foto)
Jonatahan Blow, é o criador de Braid
No geral gostei do review sim. Vi o documentário hoje e tive basicamente as mesma opniões. Achei que o doc ficou muito restrito a basicamente duas histórias e uma extra (braid). Descartou toda a possibilidade até mesmo de CITAR todos os outros desenvolvedores de jogos que estão ai desde a década de 80… sendo criando jogos em si, participando de demopartys, das comunidades de mod, etc. Repito, não foram sequer citados! Enfim, no geral o documentário é bom mas não fez o que eu achei que faria (até mesmo pelo nome): Fazer um apanhado geral e histórico sobre o desenvolvimento independente de jogos.
Acho que os idealizadores do documentário tinham duas opções aí: 1) Pegar poucas histórias (no caso 2 + 1 extra de sucesso) e se aprofundar nelas, mostrando do início até o fim, ou 2) Pegar o máximo de histórias possíveis e não se aprofundar muito em nenhuma delas.
Eu gostei como foi feito. E acho que devem liberar as entrevistas com os demais desenvolvedores depois.
baixei no PB; ainda bem, pois não acho q valha o preço, sendo q a proposta do filme foi diferente do que sugere o nome e trailer
O que que é jogo indie e porque todo esse burburinho em torno disso?
um jogo indie é um jogo que não é feito com grande orçamento por uma grande companhia. Indie de independente. Uma ou algumas poucas pessoas veem uma ideia boa e se empenham por realizá-la. Basicamente é isso.
Acho q não entenderam o doc. ele fala sobre os jogos indie mas acredito q esse não seja o foco principal do diretor..
Acho que a vida dos personagens e as suas dificuldades são o foco e não os jogos em si .. caso fosse realmente os jogos eles iriam citar mais pessoas, não podemos dizer que pecaram ou foi totalmente injusto com os jogos indie, o foco era outro
Esse Thommy é patético: primeiro faz toda aquela banca falando: "estou cagando pro mundo. Fiz o game pra mim." foi só a Microsoft atrasar o lançamento do game na store da live pra ele ficar putinho e quase chorar.
Já esse Fish então, um puta psicótico dizendo que ia matar o colega quando o cara caiu fora antes do lançamento do Fez. Xingou meio mundo no Twitter que pediam pelo game fazendo um papelão na conferência com esse jogo bugado pra cacete dando crash toda hora.
O gordo falando em sonhos e o sonho da gorda era ter um gato ridículo.
Resumindo: filme chato pra baralho!
acho que seu comentário é um pouco impensado. Thommy fez o jogo para ele no sentido de que era o que ele queria, não de que não tinha intenção de vender. ele não queria que fosse um produto industrial. A frustração de Fish é compreensível em razão de alguns anos dedicados a um projeto poderem dar em nada por causa de um problema legal com um ex-sócio. Edmund (o gordo) e sua esposa estavam passando por momentos de privação em razão da dedicação a uma causa (embora o fato do sonho de alguém ser ter um gato realmente me parece infantil)
Gostei muito do filme, mas mais porque eu estou ligado no contexto do que pelo fato do filme tentar ser explicativo –o que ele pouco se esforça em fazer.
E, REALMENTE, eles poderiam ter explorado melhor a crítica deles à grande indústria, além de explicar melhor a contradição de se criticá-la, mas ao mesmo tempo se preocupar com vendas e score no Metacritic.
Ao meu ver, típica atitude hipster. Não sabe bem o que tá criticando, a crítica é só porque é algo mainstream mesmo. Chega a me dar desespero terem enfiado a palavra "indie" em videogame. Até aqui essa corja vem estragar.
Quanta revolta.
Gostei do filme. Não sou um gamer, e conhecia os jogos indie superficialmente. Ainda assim, se você sabe o que está comprando, vai gostar. Não é um filme com glamour sobre o desenvolvimento de games; é um filme sobre dedicação, estresse e ansiedade numa aposta que algumas pessoas fazem de tentar entregar ao mundo algo que é como eles gostariam, e não como parece que o público gostaria (que parece ser a crítica implícita ao mainstream: fazer algo que é o que a indústria acha que o povo quer, e não arriscar em algo diferente, inovador, "puro")
Mas pra falar com a boca tão cheia e a cena indie não ter um jogo TÃO original e criativo como dizem. Se o cara quis fazer um Paper Mario + Cave Story do jeito dele, beleza. O problema é que não é isso que ele passa nas entrevistas (principalmente nas duras e infantis críticas à indústria japonesa). Aquele negócio de "A little less conversation, a little more action"
Sinceramente não entendi da critica só falar que o filme tem drama e reclamar o por que eles não respondiam as coisas relacionadas a trabalhar na EA ou Epic,isso é simples falar algo relativamente forte parecendo de uma maneira grossa em relação a empresas grandes seria um passo pra esse filme nem lançar.E reclamar das criticas que o meat boy recebeu seria algo mais complicado ainda.Concordo com o fato do filme mais contar a história de 3 desenvolvedores e não falar muito sobre o jogo indie mesmo.
Olá, sua crítica é muito ruim. Parece que você assistiu o filme procurando ver um documentário comum e achou outra coisa. O filme é um espécie de documentário com drama. Há sempre o risco do drama parecer superficial, mas se você se emocionou em alguma parte essa afirmação é inválida, além de ser um documentário real. O que eu li, foi: os "indies" não gostaram do documentário porque não tinha tudo que eles queriam. Evidente que quem está inserido no contexto vai ter uma apreciação melhor do filme, mas é justamente para os "leigos" que este é feito. Ele evita se focar em aspectos técnicos do cenário indie para dar atenção as emoções dos desenvolvedores, seus sonhos, suas decepções. O filme até agora tem 100% de aprovação do Rotten Tomatoes, que significa que nenhum crítico do site mais respeitado de crítica cinematográfica achou ruim.
"You may have never picked up a game console in your life, but there's universal access thanks to compelling stories in Indie Game: The Movie." – Linda Barnard 3.5/4
Que crítica péssima. Primeiro que não pode nem ser considerada uma crítica em si por apresentar tanta "emoção" por parte do escritor. O que ficou parecendo é que você assistiu ao filme esperando que ele tivesse sido feito para "fãs de videogame" e, mais especificamente, para você! A ênfase do documentário em falar apenas de jogos indies e não de jogos triple A é exatamente pelo fato de querer mostrar a realidade dos jogos independentes, não cabendo a apresentação "do outro lado". Sua crítica a isso (e a dezenas de outras coisas ao longo de seu texto, que sinceramente, não vou nem me dar ao trabalho de apontar) é vazia e incoerente. Recomendo que pare de escrever sobre cinema porque essa com certeza não é sua área. Críticas de cinema sem embasamento não são críticas, são opiniões. E a sua é muito mal elaborada.