O meu começo de vida conjugal com o PlayStation Vita foi triste. Mas passou, de verdade. Hoje eu estou preparado para pegá-lo nas mãos, destravar a tela e pedir desculpas. Obrigado, Gravity Rush. Você me deu algo para fazer.
Minha diversão, por quase 14 horas, foi controlar Kat, uma protagonista bonitinha, simpática e atrapalhada que, junto com o seu gato preto cósmico – ou seja lá como você chama um gato cujo corpo reflete o universo – controla a gravidade. E é (quase) só disso que o jogo precisa para ser uma experiência que vale o nosso tempo.
Não que dê para entender muito bem a história. Primeiro, porque o jogo não explica de onde a personagem veio, nem de onde surgiu Dusty (o gato), nem porque existe um Deus que esconde um portal interdimensional dentro do casaco. Segundo porque, mesmo no fim, você fica sem esses porquês, o que é um pouco decepcionante.
Mas o importante é que a gravidade é o elemento principal desse mundo. Ela funciona como fonte de energia, e “tempestades de gravidade” assolam a paisagem. No meio disso, Nevis – monstros com formas estranhas – surgem junto com esses distúrbios e começam a atacar pessoas inocentes. E você, mesmo sem saber muito bem por quê, entra na briga para salvar o mundo.
Estamos falando de um “mundo aberto”, aquele gênero que ficou popular com GTA e hoje embala as aventuras de Cole MacGrath em InFamous, Alex Mercer em Prototype e tantos outros. É o tipo de jogatina que depende de dois fatores: o quão divertido é explorar o cenário e o que tem de bom para você fazer nele. Pelo menos no primeiro quesito, a Sony acertou em cheio.
O controle básico da gravidade de Kat é simples: você aperta um botão, ela começa a flutuar. Aperta de novo, ela sai voando – e a superfície na qual você aterrissa se torna o seu novo “chão”, não importa se é uma parede, uma torre, a parte inferior de uma rocha ou a parede lateral de um dirigível. Você pode congelar e continuar o movimento dela, trocando a direção, se quiser, quantas vezes quiser (e a barra de energia permitir), ou simplesmente voar sem pretensões em direção ao infinito.
Claro, você ainda tem outras habilidades: levitar e arremessar objetos, deslizar em alta velocidade pelo chão e até curtir um Psycho Crusher. Mas o arroz-com-feijão é a gravidade, e só isso já faz de Gravity Rush (Gravity Daze no Japão) um dos games com mundo aberto mais legais de explorar.
Com esse poder que, em tese, é bem simples, você pode enxergar a cidade de (literalmente) vários ângulos – e o cenário comporta isso. Hekseville, a cidade do jogo, é verical e complexa, cheia de prédios altos, canos que serpenteiam até as profundezas, túneis escondidos, vários níveis e pequenas coisinhas para você descobrir em todo canto – a mesma complexidade de uma mapa de Assassin’s Creed.
Esse conceito vale para os três distritos da cidade: um mais residencial, um industrial e outro que comporta a vida boêmia da metrópole que é, como você pode ver nos vídeos e imagens, linda. O diretor Keiichiro Toyama, da série Siren, disse que se inspirou no trabalho do quadrinista Moebius para construir o seu universo, e isso fica bem aparente.
Sim, você vai ficar bastante desorientado e, sim, a câmera se descontrola de vez em quando. Mesmo com os poderes ativados, o cabelo de Kat sempre vai estar “apontando” para o chão verdadeiro, mas dificilmente você vai ter tempo de parar e prestar atenção nisso. Ainda assim, a sensação de poder voar e grudar onde você quiser – essa sensação de liberdade verdadeira que talvez nenhum outro jogo do tipo dê – compensa tudo isso.
Mas você não pode colocar a culpa nos controles. Tudo funciona muito bem e, apesar de a opção existir, você não é obrigado a usar o acelerômetro do Vita para nada – com uma única exceção. Quando você ativa o poder de “Slide”, precisa fingir que o Vita é um volante de plástico de jogar Mario Kart e dirigir com ele. Os comandos não são muito precisos, apesar de não serem necessariamente frustrantes.
Já segundo quesito – o recheio – pode não ser tão incrível, dependendo de como você vê as coisas.
Praticamente não há o que encontrar na cidade além dos cristais que você usa para fortalecer os atributos e habilidades de Kat, e algumas pessoas dispostas a conversar. As missões paralelas são escassas. Existem cerca de dez e elas e, infelizmente, não têm relação direta com a história ou o universo. Ok, apostar uma corrida contra o tempo usando todos os lados possíveis da cidade como pista (e, no processo, testar seu domínio da gravidade) é bastante divertido. Mas o jogo não vai muito além disso. Existem missões de combate, de arremessar objetos, de carregar coisas e por aí vai.
Mas a campanha é longa o suficiente e tem missões bastante interessantes – principalmente no jeito com que algumas fases e batalhas foram construídas. Enfrentar Raven, a outra usuária dos poderes de gravidade ao redor de um prédio flutuante, é uma loucura de voos, pausas, voadoras, esquivas e desorientações em 360 graus. Eixo? Pra quê eixo? Abrace o enjoo saudável. Pegue seu saquinho de papel e seja feliz.
Enquanto isso, temos ruínas de cidades flamejantes, troncos ocos que se estendem por metros para cima e para baixo e Jardins do Éden psicodélicos povoados por monstros girafa, arraia e de outras formas abstratas (ou nem tanto) que atacam por todos os lados. O combate, aliás, segue o mesmo estilo maravilhosamente desorientado do resto do jogo.
Você pode dar chutinhos sem graça no solo, é claro, mas a diversão só começa quando você passa a flutuar e aplica uma voadora (semi) teleguiada em alta velocidade ou conjura pedras flutuantes que voam como tiros de uma metralhadora para cima de quem estiver na frente. No começo, as batalhas são bem básicas, mas nos capítulos mais avançados é preciso saber se movimentar bem e se posicionar para ficar no melhor lugar possível antes de atacar.
E é esse tipo de coisa que torna Gravity Rush tão especial. Ele não tem uma proposta nova – jogos de mundo aberto, por aí, existem aos montes. Mas ele muda o paradigma de como nós interagimos com esses cenários. Como construir um cenário interessante e desafios interessantes que comportem uma liberdade de exploração quase total? Eis a resposta, ou pelo menos o início dela.
A cria de Keiichiro Toyama é o Super Mario Galaxy dos “sandbox”. E eu espero, de verdade, que ela não pare por aqui.
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GRAVITY RUSH
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Gravity Rush é o primeiro grande motivo para se comprar um PlayStation Vita. Ele é bonito, divertido, inovador e pode agradar todo tipo de jogador. A história é confusa e não se conclui no final, mas isso não tira o brilho desse fascinante mundo aberto, cheio de possibilidades. Ele funciona muito bem no portátil da Sony, apesar de o mesmo conceito poder ser aplicado para outras plataformas. Ele usa bem a tela sensível ao toque e não usa o painel traseiro do portátil.
Plataformas: PS Vita
Desenvolvimento: Sony Computer Entertainment Japan Studio
Distribuição: Sony
Lançamento: 12 de junho de 2012
Preço: R$ 72,99





PSVita so é compravel por causa desse jogo… vi uma demo antiga do vita e queria saber que jogo ia ser…
179 reais num jogo de Vita? Na boa, não vale isso.
179?
Na PSN US o jogo sai por menos de 100
Sai no máximo 80 reais. =)
R$179 para amadores. rs
179? hug hug kiss kiss hug hug
Vou comprá-lo hoje na PSN. ^^
Jogão, estou aguardando ele faz tempo.
Eu não ia comprar o jogo, eu não queria gastar dinheiro agora, eu estava convencido de que eu não ia comprar mesmo esse jogo. Porque eu acessei o Kotaku hoje? PORQUE!?
Agora estou indo jogar Gravity Rush, até.
O estilo e movimentação me lembrou Ergo Proxy.
Principalmente os trejeitos dos personagens.
A arte da capa é linda demais.
Muito que provável que será o primeiro game "retail" que vou jogar no meu Vita que está chegando segunda feira que vem. Galera que vai comprar e jogar, por favor, suas resenhas são muito importantes pra mim, não desmerecendo a crítica sempre bem vinda do Mucioli.
Ps: Aquela do Deus Ex foi você que escreveu?? Foi a melhor!!
Quase: a de Deus EX HR foi o Marcus quem escreveu.
Mto bão!
Joguei a demo e fiquei maravilhado! Quase comprando um Vita SÓ por causa desse jogo.
E para quem se interessar a webcomic oficial "Gravity Days", lançada no Japão para promover o jogo, já está disponível em inglês (são 4 capítulos).
Não empolguei nem um pouco com o jogo, comprei meu fifa de todo dia e vou esperar jogos melhores
Tipo Fifa 2013? ….rs
tipo o que for de meu interesse
Fifa 2013… sem sombra de duvida… rs…
com certeza, até porque o fifa que tem agora nego me faz um 11, aí ta bem palha
Essa geração de hoje tá perdida, vá jogar seu fifa e deixe os jogos bons com a gente
acho que vc deve ser bem mais novo que eu. mas não é o caso
Desde o lançamento do Vita, quando vi pela primeira vez a demo desse jogo, pensei: "Nossa PS Vita vai ser foda!". Mas depois fui acompanhando os lançamentos, foram saindo muito da "mesma coisa" e me decepcionei… Acho que até agora Gravity Daze é o único jogo realmente pensado pro PS Vita :/
parece jogo vc emplogaa joga joga ae termina e vai p gaveta atee pintar aquela vontade de novo.
Não que eu discorde, mas nem com Uncharted: Gonden Abyss você se empolgou, Mucioli? o.o'
Sei lá, pra mim Gravity Rush é o segundo ou terceiro motivo pra se ter o Vita…
ops, Uncharted: Golden Abyss ^^'
Cara, esse vita tá me decepcionando. Depois do Golden Abyss não saiu mais nada que valha seriamente a pena do Vita. Se continuar assim vou ter que voltar pro PSP. Não tem lançamentos mas os emuladores dão conta do recado!
Galera, comprei credito ontem pra pegar esse jogo, alias…zero3games, muito bom pra comprar creditos! Mas nao saiu ainda pra baixar na psn americana! Como o autor do post conseguiu? Alguem mais achou la? Valeu, to seco pra jogar esse e finalmente jogar vita! Abssss
Saiu exatamente agora as 2 da matina, psn maldita!
Peguei hoje de manha, deixei pegando e fui trabalhar , rsrsrs
Joguei um pouco ja, curti!
Nome na psn rgtg33
Tenho o Uncharted e o Mortal Kombat, os jogos são caros demais. Sem contar que ainda temos que comprar cartão de memória pra baixar. Quando comprei o Vita eu não me liguei que era tão caro.
Gravity Rush é um dos melhores games que já joguei na vida, sem exageros. E olha que eu tenho bastante vida gamer pra fazer essa conta. O jogo é bonito, divertido e os Challenges, que não são tão poucos assim quanto a matéria faz parecer, são um belo desafio.
COmprei GR junto de MGS HD e nem penso em começar a aventura do Snake. Kat me conquistou em definitivo.
Só tenho no meu vita, o uncharted. Talvez eu pegue esse na psn, mas o chato é que meu cartão é só 8gb, mas pelo que pareçe o jogo é bem pequeno só 1.5 gb. Quem jogou, realmente vale a pena?