25 de Maio de 2013
ff_kotakubr

[Coluna] O Japão dos Games morreu, mas esqueceram de me avisar

Por - 13 mar, 2012 - 12:50

182 Comentários

Dias antes de soltar uns “suck my dick” no Twitter, o designer Phil Fish, responsável pelo game indie Fez (da Polytron), respondeu a um visitante da Game Developers Conference 2012 que os jogos feitos no Japão, atualmente, são uma porcaria. A pergunta, vinda de um japonês, levava em consideração que Fez, aparentemente, busca inspiração em clássicos orientais como Super Mario Bros.

Phil continuou sua argumentação no próprio Twitter dizendo que jogos japoneses modernos não passavam de “dois jogos ocidentais grudados juntos“. Talvez  fosse uma referência irônica sobre a piada do Wii, que chegou a ser maldosamente chamado de “dois GameCubes grudados com Silver Tape”?

Desde então, Phil diz que se arrepende do que disse (ou de como disse), explica que a internet tirou suas frases de contexto e sugere que você precisaria estar lá, na GDC, para realmente entender o que aconteceu. Eu não estava lá e não tenho testemunhas, mas gostaria de discordar do desenvolvedor indie.

Fez foi anunciado em 2007 e adiado algumas vezes - espera-se que seja lançado em 2012

Não só discordar, como gostaria muito de saber quais jogos japoneses modernos Fish jogou para chegar a essa conclusão. Ou se ele só entrou no bonde de dizer que o Japão dos Games morreu “porque sim”.

“Porque sim”, não. Porque os últimos Final Fantasy têm sido de qualidade duvidosa (e têm mesmo) e porque, depois de dominar completamente o cenário dos RPGs de consoles durante quatro gerações, os orientais perderam força. E perderam por motivos relativamente simples: depois de quase 20 anos de popularidade da estética oriental (de narrativa, de mecânica e principalmente do mangá), o resto do mundo entrou em ressaca e o Japão ou não percebeu ou não se importou com isso.

Afinal, as vendas domésticas da série da Square Enix, por exemplo, só tomaram a primeira porrada de verdade agora. FF XIII-2 foi o primeiro episódio da série, desde FF VI (1994), a vender menos que um milhão de cópias na estreia jogando em casa. É para se preocupar? É. E, sinceramente, espero que o glorioso “mexer no bolso” também mexa nas cabeças das pessoas – não só dessa empresa em específico, mas no cenário de desenvolvimento como um todo.

O problema existe, claro, mas parece que a situação dos RPGs japoneses (que ainda têm muitos aspectos bons) serve como amostragem para classificar qualquer coisa que venha do espaço que existe entre Okinawa e Hokkaido. “Jogos japoneses são cascas sem alma”, disse certa vez Jonathan Blow, que pelo menos já lançou um jogo (Braid).

Se, por um lado, as pessoas correm para tirar sarro do botão de “Auto Battle” de Final Fantasy XIII, por outro elas ignoram que o combate em Skyrim é uma piada de tão sem graça. Você avança, bate, recua, defende, avança, bate, congela o tempo para encher a cara de poção e continua, em um jogo de capoeira medieval. Ou você se esconde de longe e atira. Ou invoca uma mulher seminua de fogo para fazer o trabalho para você.

A tendência é rir de Hope – cujas cenas com Snow e Lightning são dois pontos altos da trama e do desenvolvimento de personagem em Final Fantasy XIII -, e ao mesmo tempo elogiar o suposto abalo da relação entre Drake e Sully em Uncharted 3 – que não só não acontece de verdade, como não é explorada, não é aprofundada e é repleta de “plot devices” já manjados na própria série.

Então, como em muitos assuntos nessa vida, é mais fácil ver os defeitos dos “diferentes” (os japoneses malucos rsrsrs) do que os nossos próprios. [E julgar os jogos japoneses pelo gêneros "esquisitos", como aqueles de tirar calcinhas de meninas na rua, por exemplo, é como julgar os EUA por Madden e Call of Duty, e o Brasil por samba, caipirinha e feijoada].

Se eu disser que Skyrim é cheio de bugs horrendos, as pessoas vão relevar. Afinal, é um jogo da Bethesda, né? Então pode. É um jogo com valores de produção astronomicamente altos, mas terrivelmente malfeito. Não é bugado. É malfeito. Mas, pô, Skyrim… Jogo do ano. Dovakhiin, Dovakhiin, o quê trazes pra mim?

Tirar a roupa das pessoas na rua sem que elas percebam é o contrário de imersivo. Diálogos longos, com dublagem monótona e plano único é o contrário de Jogo do Ano.

Não estou dizendo que Skyrim é ruim. Só estou dizendo que está longe de ser o melhor game lançado em 2011. Assim como Uncharted 3 , quando Gears of War 3 é menos bonito, mas muito mais “jogo”, em todos os outros aspectos -  fases mais interessantes, ação mais interessante, multiplayer mais interessante, personagens mais interessantes.

De repente, parece que todo mundo ficou “adulto demais” para curtir jogos japoneses. Tem que ser sério, profundo, sóbrio, um grande Michael Bay “Rated M for Mature”, com escala e pirotecnia, mas pouca alma.

2011 foi ano de Portal 2 (meu preferido, seguido de perto por Dark Souls), de (outro) Assassin’s Creed, (outro) Call of Duty, Battlefield 3, Arkham City, Dead Space 2, Skyrim, Dragon Age II, L.A. Noire, Crysis 2, Duke Nukem Forever.

Mas também foi o ano de japoneses como Ghost Trick, Catherine, El Shaddai, Marvel Vs. Capcom 3, Patapon, Pokémon Black e White, Okamiden, Yakuza 4, Child of Eden, Sonic Generations, Shadows of the Damned, The King of Fighters XIII, Legend of Zelda e, claro, Final Fantasy XIII-2. Me diga, de cara lavada, que algum desses jogos não tem alma.

Mas o importante, de verdade, é que em 2011 saíram muitos, muitos jogos bons mesmo. Ocidentais e orientais. Sequências e novidades. Apostas selvagens e seguras. E que, apesar dos problemas de mentalidade, valor de produção e de estrutura de desenvolvimento que as empresas do Japão possam ter, seus jogos recentes estão longe de ser “uma porcaria”. O que acontece, então? Eu não sei e gostaria de saber.

Uma crítica muito mais válida que a de Phil Fish vem de Keiji Inafune, que deixou a Capcom em 2010 por divergências com a mentalidade da empresa e decidiu fundar o próprio estúdio.

Quando ele diz que o o Japão “está morto”, ele está certo – pelo menos com relação à relevância que o país tem hoje, no cenário mundial, se comparado a duas gerações atrás. Ele tem sido um dos grandes porta-vozes da “internacionalização” da cabeça dos desenvolvedores japoneses, o que é bom – abrir os horizontes sempre é bom. Mas quando estava na Capcom, essa mesma filosofia não deu certo. Ou pelo menos só deu certo em partes.

O reboot de Devil May Cry, com o Dante 'emo', ainda é uma incógnita

A empresa acertou ao jogar Dead Rising 2 nas mãos da Blue Castle e errou ao apostar na Airtight Games com Dark Void. O resultado do trabalho da Ninja Theory no reboot de Devil May Cry ainda é uma incógnita. Então, esperemos para ver. O que me preocupa, em particular, é que apesar de o estúdio ser ótimo em contar histórias, seus dois projetos anteriores (Enslaved e Heavenly Sword) não chegam nem perto dos DMC clássicos em termos de controles ou de mecânica. São jogos de ação genéricos. Mas com a Capcom apoiando, quem sabe?

Curiosamente, o próximo jogo de Inafune tem como base o Romance dos Três Reinos, temática já bastante popular e bastante reciclada no cenário japonês.

O cocriador de Mega Man tem sua cota de razão: é preciso aumentar os horizontes e balançar as estruturas de empresas japonesas que ainda têm a mentalidade da época em que o país era o líder de mercado.

Mas acho que talvez seja preciso melhorar a imagem, e não a qualidade, dos jogos japoneses – principalmente para os norte-americanos. Porque quem pega pesado no marketing são a Capcom e a Square Enix (que acertou em cheio quando apadrinhou Deus Ex e o novo Tomb Raider). Onde estão as outras? Cadê a Sega ajudando a Platinum Games? Cadê a EA, que não colocou a pilha devida (e merecida) em Shadows of the Damned?

Não dá para comparar o dinheiro que se gasta promovendo Modern Warfare ou Halo ao que poderia ser destinado a qualquer um desses projetos japoneses. Mas não importa o quanto os jogos forem bons, se as pessoas não os virem como bons, não vai adiantar nada.

Para o bem ou para o mal, os japoneses são especialistas em manter a imagem. Eles bem que poderiam aplicar esse talento ao resto do mundo.

E Phil Fish poderia, enfim, mostrar a que veio antes de falar bobagem.

_____________

Objection! é uma coluna assinada por Fernando Mucioli que vai tentar mostrar como as verdades absolutas nesse mundinho dos games nem sempre são tão absolutas assim. 



182 respostas para “[Coluna] O Japão dos Games morreu, mas esqueceram de me avisar”

  1. Arcovoltaire disse:

    "Mas não importa o quanto os jogos forem bons, se as pessoas não os virem como bons, não vai adiantar nada."

    Acho que isso define. Podem ter mil explicações dizendo que os jogos japoneses estão super ultra legais. Mas se o publico mudou o gosto e não ta comprando a ideia, então, estão defasados.

    • UnaiGamer disse:

      Acho que o comentário estava se referindo a falta de marketing, e não a mudança de gostos.

    • nanduhgrb disse:

      Este comentário sobre as pessoas que dão risadas do combate de FF XIII mas esquecem a vergonha que é o combate de Skyrim ganhou o dia. (:

    • mrlolYou disse:

      Fé na humanidade: RESTORADA!

    • Guifernes disse:

      Tem TODA RAZÃO! É o famoso: "Defina legal"? Legal pra quem? A voz do povo é a voz de Deus! Se o público no geral não gosta, não tem quem possa argumentar que é "legal"!

    • Suzana Bueno disse:

      É. Se você tá na arena, o touro não vai te poupar só porque você é vegetariano.

  2. alzano disse:

    A muito, muito tempo o Japão deixou de ser referencia em games. Infelizmente.

    • @ArthurPepper disse:

      Se referencia agora são esses FPSs da vida tenho muito medo do futuro dos games. Pelo menos para mim os jogos japoneses ainda são uma referencia, Bayonetta, Dark/demon Souls, tales of vesperia, vanquish, blazblue, ninja gaiden 2 e na expectativa pelo próximo silent hill e resident evil

      • Rauruu disse:

        ^this.

      • Lazy Liquid disse:

        O problema do japão é que eles pegam coisas deliciosas, mas que não combinam e tentam meter goela abaixo do público numa receita só. Se o jogo preza por ser detalhista, ofereça o melhor que puder em detalhismo (Monster Hunter acertou aqui). Se a proposta for trazer doidêra, faça o jogador ter uma viagem lisérgica sem precisar de drogas. Se o game propõe realismo e imersão, por favor não coloque um bichinho falando no meio de um Metal Gear!

        Ocidentais também cometem erros assim algumas vezes, mas com menor frequência. Vêm em mente aquele jogo de corrida, Blur, que tentou misturar Mario Kart com carros reais.

  3. knives_chau disse:

    Dizer que os jogos japoneses são atualmente uma porcaria é uma falácia das grandes, e quem segue essa "mentalidade" me desculpe.. mas está se privando de jogar belos jogos japoneses.

    • Kleber_klr disse:

      Concordo com o que você disse. Bato palmas para quem escreveu este artigo! Venho dizendo algo semelhante aos meus amigos e até mesmo aqui no kotaku já há algum tempo. Como quando um cara comentou que RPG japonês não era RPG e sim Mass Effect. Essa "moda" de desmerecer os jogos japoneses já tem um algum tempo e eu realmente quero saber o motivo para estarem fazendo isso. Estariam as empresas ocidentais lançando essa "moda" para vender mais?
      Mas realmente nada disso importa. Eu tenho cérebro e PENSO. Não vai ser um site, revista, jornal, etc que vai me dizer o que é divertido pra mim ou não!
      Ainda gosto dos J-RPGs, Super Mario, Zelda, Metroid, Castlevania, Megaman, Metal Gear etc assim como ando me divertindo com Alan Wake, Dragon Age(não o 2), The Witcher, Call of Duty, Dead Space…

      • Guifernes disse:

        Exato! Você citou os jogos que estavam na ponta da minha lingua! faltou só street fighter 4! De onde que o mercado japonês tá falido? Os jogos citados são bloclbusters! Estão no gosto mundial.

    • Lazy Liquid disse:

      Naturalmente os Japoneses possuem menos orçamento, equipes menores, menos dinheiro para injetar em marketing. Eles não deveriam lançar 1 título por ano "On Demand" de cada franquia forte que eles possuem. Assim como eles deveriam resgatar alguns nomes antigos, que seriam muito bem recebidos no mercado atual.

  4. Juno Cecilio disse:

    O criador de Fez ainda nem Fez nada pra gerar tanta polêmica assim.

    Gostei dos comentários sobre Skyrim, totalmente overrated, e do Shadows of the Damned, underrated até demais..

  5. Megacookie disse:

    É, você vê que um argumento é bom quando ele precisa atacar uma coisa pra defender outra.

    • fellipemariano disse:

      Hahahaha… triste mas é verdade.
      Preferia muito mais que o autor tivesse se detido em contar apenas os fatores que influenciaram essa mudança de vista (ou opinião) do público ocidental com os jogos japoneses. Ele tenta forçar a barra de que os jogos japoneses ainda são bons tentando mostrar que os erros que eles cometem (os jogos japoneses) também ocorrem com jogos ocidentais, mas ele esquece de mecionar centenas de outros fatores não tão implícitos assim como identidade cultural, globalização, novas temáticas, novo alinhamento de mercado, falta de contexto e etc.

      A idéia foi boa, mas o argumento não convence.

    • Lazy Liquid disse:

      Isso também me incomodou no artigo. Valeria muito mais se ele buscasse encontrar os pontos de fraqueza do mercado japonês em todos os aspectos (como indústria, influenciador cultural globalizado, etc…) do que perder tempo em criticar o outro lado.

  6. @RafaelFrozen disse:

    Primeiro de tudo: Que coluna excelente! eu ainda não a tinha visto na kotaku. Segundo, eu acredito que quando o Inafune criticou a industria japonesa ele estava se referindo a capacidade dos japoneses para inovar em relação aos velhos tempos onde se criavam mais jogos inovadores e hoje, geralmente, muito é investido em sequência.

    Mas acho importante mencionar que isso acontece no japão devido ao fato de lá ser um polo criativo mais antigo. Se formos parar para analisar os Estados Unidos mesmo começou a desenvolver essa grande quantidade de jogos bons de certa forma recentemente se comparado ao japão. Se formos desconsiderar isso, talvez fosse correto dizer que os Estados Unidos também não inovam tanto. O fato é que vivemos em uma epoca de sequências aonde nós gamers não estamos pagando por novidades e sim por sequências dos nossos produtos favoritos.

    Por fim acho bacana observar, que pelo menos aqui no Brasil, surgiu recentemente um sentimento anti-cultura nippônica fruto de antigos fãs de cultura japonesa que cresceram e talvez por associar cultura japonesa a infância passaram a tratar de forma preconceituosa e deboxada. Admirar cultura americana em meter pau na japonesa passa a ser uma forma de se auto afirmar como adulto, o que eu acho muito negativo, acho que uma historia, um jogo ou filme deve ser avaliado pela sua qualidade e não pela sua etnia.

    Enfim, falei que nem pobre na chuva xD É isso ai! Belo post mais uma vez!

    • Macaco disse:

      Sinceramente? Acho que não foram só os japas que "perderam a capacidade de inovar"… mas sim a indústria como um todo.

      Se lançar um mesmo jogo ano após ano só com um ajuste aqui e ali e continuar vendendo que nem banana, pra que vão pensar em inovação? Quem guia a indústria são os próprios consumidores.

      DLC anunciado mesmo antes do lançamento do jogo? Tem porque compram.
      Mesmo jogo todo ano? Tem porque compram milhões no primeiro dia.
      Jogos extremamente inovadores com temáticas nunca exploradas? Não tem porque as publishers parecem não quererem se arriscar em investir e as pessoas não comprarem. São poucas excessões… por isso muitos independentes começam bem, mas depois que entra dedo de uma publisher grande, a coisa muda de figura totalmente…

      A questão é muito mais complexa do que medir a indústria japonesa através dos últimos JRPGs lançados. Tem muita coisa boa que veio de lá… e continua vindo! Bayonetta foi o último jogo japa que joguei pra valer e curti pra caramba! Antes dele foi Sonic Generations, altamente recomendado também! No entanto, já tô de saco cheio de CoD…

  7. Acyd disse:

    Querem é ocidentalizar os games japoneses isso sim..

    Phil Fish é um zé ninguém.

    • PROFETA disse:

      concordo contigo, se hoje em dia os jogos japoneses não estão tão legais é porque jogadores acéfalos que só acham bons jogos TPS ou FPS, faz com que a indústria de jogos japoneses mude, peguem os FF como exemplo, até o FFX eram batalhas por turno, jogadores que sabem oque é rpg bom gostam de batalhas por turno, mas como essa gurisada de hoje em dia que só quer saber de tiroteio e ação, acham jogos assim ruins e parados, a indústria japonesa depende de grana assim como tantas outras, por isso eles mudaram o foco nos games produzidos por eles, em alguns a mudança não foi tão prejudicial ( vide Zelda ), mas na grande maioria os jogos mudaram pra pior…

      …para resumir, o pecado dos jogos japoneses de hoje em dia é estar muito americanizado.

      • Splinter Walker disse:

        Isso é tão verdade que a própria Square falou que pretende tornar FF um jogo de ação. Pra mim já seria o sepultamento definitivo da série, que ainda consegue me empolgar hoje em dia mesmo com seus problemas.

      • fellipemariano disse:

        Porque ao invés de tentar criticar o fato do público gostar mais de ação (TPS e FPS) do que RPG de turnos você não tenta compreender o porque do público ter tido essa mudança de gosto?

        Existe diversos aspectos culturais involvidos nesses processo, e além destes, temos ainda o agravante da tecnologia dos jogos que deu saltos monstruosos na última década. Novas mecânicas naturalmente substituem mecânicas antigas, o erro do Japão foi insistir nas mecânicas antigas e esperar que o público mudasse. É como dizem: "Burrice é fazer sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes".

        • J1P9S8K1 disse:

          O que eles não esperavam eram resultados diferentes.

        • feliperene disse:

          Xará, concordo totalmente com seu comentário. E os "RPGs" são os que melhor exemplificam como a indústria japonesa se tornou reacionária. Batalhas por turnos são uma escolha de design de mais de 20 anos atrás por limitação técnica e os designer se recusaram a repensar essa mecânica.

          Sem contar nas histórias, em grande parte lineares, em que o jogador é no máximo um espectador. E isso para mim não é um jogo de interpretação de personagens.

          • msm008 disse:

            Por ex, na minha opinião, o melhor jogo que a Square lançou nos últimos 10 anos foi Kingdom Hearts 2. NUNCA joguei um jogo que me prendeu mais que ele(mesmo que na minha opinião ele ainda esteja longe de ser meu favorito *fftactics do PS1, melhor Final Fantasy*), tipo, eu comecei a jogar e além de eu ja conhecer personagens pelo 1 e o Chain,porr*, o jogo matou uns personagens, mudou um pouco a temática(ficou bem mais séria) e tipo, ele tinha uma mecânica ótima(melhor que aquele lixo chamado 358/2 days).

  8. @Rafinha_zero disse:

    Olha, Não minha opinião cada um enxerga um game da forma que lhe este lhe diverti, Skyrim pode ser um dos jogos mais bugados já feitos, mas me diverti muito, assim como me diverti mais ainda jogando FFXIII, então pelo menos pra mim, não importa se o game é de Vênus ou de Marte, só me importa se ela vai me divertir, se ele vai me impressionar.

  9. id_metroid disse:

    The Witcher 2 que é um exemplo de RPG bem feito, e não é nem americano nem japones. Só pra provar que o que manda não é nacionalidade, é a empresa querer entregar um produto de qualidade ao invés de um caça niqueis.

  10. @danilothekid disse:

    Peraí. Concordo com quase tudo que esse artigo diz, EXCETO dizer que "Enslaved: Odyssey To The West" é um "jogo de ação genérico". Pode ser um jogo que contenha ação genérica, mas está longe de ser genérico com um todo. Poucos jogos chegam aos pés de Enslaved na maneira em que ele conta sua história, personagens completamente críveis e profundos… Ele tem o fucking Andy Serkis no elenco e responsável pelo mo-cap, pelo amor de Deus!

    O combate é realmente um ponto fraco do jogo. Longe de ser malfeito, mas bastante raso. Fora isso, é um belíssimo jogo. Odeio essas generalizações.

    • Mucioli disse:

      Concordo. Peço desculpas se dei a entender que o jogo inteiro era genérico, o que certamente não é o caso.

      • @thales_p disse:

        Eu acho que deu pra entender o que você quis dizer. É uma bela história (apesar de já ter sido contada), mas o enredo/apresentação acaba sendo a única atração real ali, ou pelo menos o único destaque em um dos maiores desperdícios de idéias e talento dos últimos anos. Era um dos jogos que eu mais esperei, mas me senti dando de cara com uma parede invisível quando percebi que o "jogar" não era nem de perto tão legal quanto o "assistir".

  11. yosha2 disse:

    Somente estou cansado do mais do mesmo :/ jogos que se apoiam pelo passado de ouro deles e da nossa nostalgia. São poucas as séries que conseguem inovar e continuar na mesma (Nintendo reina nisto, mas estão a 30000 mil anos só com as mesmas séries ae não da :/) a parte de ser o mesmo, mas inovar Zelda conseguiu, mas o FF não :/

    Também cansa todo ano um novo need, novo battle, novo call… tanto que o que mais comprei no ano passado e neste ano foram jogos indies… lá pelo menos você ve idéias novas. Comprei também o starcraft, a blizard pelo menos sabe dar valor aos seus titulos e não lança todo ano um jogo da série só para vender eles tem todo o refinamento nos jogos o que não vejo em muitas empresas>

    • UnaiGamer disse:

      A nintendo lança franquias novas sempre, meu caro. Se o pessoal continua comprando mais as franquias antigas dela do que as novas, aí já não é problema da nintendo.

      • yosha2 disse:

        eu não considero miis uma franquia nova :/ nem nintendo dogs e cia

        • UnaiGamer disse:

          Nem eu. Mas o que vc acha de xenoblade e The Last History nessa geração? Pikmin e Baiten Kraitos na passada? E smash bros na outra?

          E ainda tem os jogos pequenos, mas que rivalizam bem contra outros games da psn e live (e que não são desenvolvidos pela sony ou microsoft, já que elas não se preocupam com esse mercado) como pushmo e steel diver?

          Aqui tem uma lista com as 75 franquias que a nintendo lançou de 2000 até 2011: http://www.nintendoenthusiast.com/updated-75-new-

    • Kleber_klr disse:

      Bom, eu não tenho essa necessidade de ver coisas inovadoras nos jogos, não acho possível estar sempre inovando(só dar uma olhada na indústria de filmes). Pra mim basta o jogo ser divertido e/ou contar uma boa história.
      Mas deixe eu perguntar: se lançassem um Zelda, Call of Duty, Need for Speed, por exemplo, mudando apenas, digamos, os nomes dos personagens, um pouco a base da história(como tirar a Tri Force de Zelda) e o nome do jogo será que poderia ser considerado um jogo novo, venderia bem, você ficaria satisfeito? Nào sei se eu consegui expressar bem o que estou tentando dizer….
      PS. não sou um grande consumidor de jogos. Antigamente, na época do psone, eu comprava um jogo por semana(pirata). Hoje em dia é um por mês SE tiver um jogo que me interesse.

      • yosha2 disse:

        Entendi… eu queria falar tipo jogos call of duty sempre tem inovação, mas vc joga e vê é o mesmo de sempre com alguma roupagem nova :/
        O novo zelda é uma equipe nova que fez a parte principal ae ja senti uma renovação fora algumas coisas a mais :)

  12. @durodo disse:

    a Square vai arrebentar com ff versus 13 !!!!!!!!

    é uma impressão que não sai da minha cabeça!!!!!!!
    e se eu estiver certo quero ver alguém reclamar!!!!!!!!!!

  13. @IsaqueElias disse:

    É evidente que o japão perca um pouco da visibilidade do passado. Quantos estudios tinham antigamente, em comparação com hoje. O mundo todo faz games e para um país do tamanho do japão ele ainda tem bastante relevância. Penso que a maior relação tem haver com a quantidade de games produzidos…. o que torna dificil ter destaque sem um bom marketing.

  14. monsev disse:

    A diferença dos bugs de Skyrim, amiguinho, é que eles não COMPROMETEM o jogo em si. Ele é bugado? É, eu já vi um mamute cair imóvel do céu, já vi uma cenoura que ficou parada no ar, mas já lutei com um exército de bandidos enquanto um urso lutava com outro deles e um dragão atacava todo mundo.

    Sobre o lance da jogabilidade é pura questão de opinião, eu acho a jogabilidade de Skyrim bastante impressionante para um RPG. Gostaria de saber outro que tem jogabilidade semelhante a dele, e com um nível tão imersivo de mundo e "rpgcidade". Pois é.

    Sobre o Uncharted 3, concordo que não merecia ser o melhor game e ele tem vários defeitinhos por ser aquela proposta que games pomposos enchem o peito para falar mal, "filme jogável". Pra mim é uma babaquice, de certa forma os ADVENTURES nos anos 90 eram os "filmes jogáveis" e, dessa forma, se tornaram um dos meus estilos favoritos, já que eu me interesso pela história e personagens. E discordo sobre a superficialidade de DRAKE e SULLY. Acho ela bem explorada – com clichês? Sem dúvida, mas Uncharted nunca tentou ou se propôs em ser algo inovador, mas sim uma obra bem construída com elementos introduzidos por outros títulos anteriormente. Então, eu gosto da evolução narrativa e construção dos personagens de Uncharted, fazendo com que eu me importe para caraleo com o que acontece com eles. Tipo como é em Mass Effect.

    Se fosse para criticar PERSONAGENS, aí acho que tu podia pegar Skyrim, já que esse sim não consegue criar uma profundidade de relação, já que eles são superficiais e artificiais demais.

    • Guifernes disse:

      E digo mais! Impressionate ver a KOTAKU que fez MILHÕES de posts de Skyrim criticar o jogo! KKKKK!

    • Lazy Liquid disse:

      Alguém consegue lembrar de um bom "open rpg", mundo aberto, customização rica, toneladas de sidequests, e que mesmo assim continue sendo relevante…

      Com muito esforço, o máximo que consigo lembrar nesse quesito é o Monster Hunter.

  15. Splinter Walker disse:

    Um dos melhores artigos que já li aqui no Kotaku, senão o melhor. Parabéns!

  16. JackLeonhart disse:

    Acho que um Kingdom Hearts 3 ia subir a moral dos japas, mas insistem em remake…

    • E acrescento que mais jogos com a estética de Kingdom Hearts deveriam surgir no mercado. Isso só pra começar…. ao menos iria mudar esse repertório de conceito realista.

  17. danielgfm disse:

    O maior problema, atualmente, não são os jogos que estão um tanto quanto rasos – em alguns casos -, mas a forma de como eles estão sendo vendidos, 'incompletos' e com DLC's que completam a jogabilidade dos jogos atualmente.

    DLC é o cancer do mercado gamer, seja oriental, seja ocidental.

  18. Kuja disse:

    Ainda acho que nacionalidade não tem nada haver. O que importa é a vontade que os produtores tem de fazer algo bem feito. Mas como todos sabemos, excesso dinheiro investido por terceiros MAIS pressão MAIS data curta pra release = Lixo. E foi isso que aconteceu com mto, mas mto game de 2009 pra cá.

    Eu particularmente não sou um grande fã de games japoneses. Mas é claro que tem aqueles que são excepcionais pra mim: DMC3, MGS, Dark e Demon's Souls e etc

  19. Marcos Krock disse:

    Curioso que ao citar os bons jogos japoneses com "alma" lançados no ano passado, você praticamente citou os únicos bons jogos japoneses lançados no ano passado.

    Sei não.

  20. fellipemariano disse:

    Se, por um lado, as pessoas correm para tirar sarro do botão de “Auto Battle” de Final Fantasy XIII, por outro elas ignoram que o combate em Skyrim é uma piada de tão sem graça. Você avança, bate, recua, defende, avança, bate, congela o tempo para encher a cara de poção e continua, em um jogo de caopeira medieval. Ou você se esconde de longe e atira. Ou invoca uma mulher seminua de fogo para fazer o trabalho para você.
    ——-
    Não acho o combate de Skyrim uma piada, ele não é um action game pra se focar em mecânica de combate. Quando você recua em Skyrim, a velocidade de recuo é pautada pelos seus atributos e equipamentos, a velocidade que você ataca com a espada também, a chance de acertar e o dano é pautado pelos seus atributos… enfim, são características que o jogador definiu e, por isso, mesmo sem uma mecânica elaborada o jogador se diverte pois o combate é fruto de uma relação bem mais complexa de desenvolvimento do personagem. Diversos RPGs são ainda mais simples e ninguém nunca reclamou: Dragon Age e Neverwinter Nights você apenas seleciona que inimigo atacar (e que tipo de ataque usar), mas – como em skyrim – diversos fatores anteriores ao combate definem o desempenho no combate e por isso o sistema de combate se torna interessante. Não que isso não aconteça em JRPGs, mas só quis mostrar que existem fatores muito além de mecânicas elaboradas e que servem para enriquecer o jogo.

    • Guifernes disse:

      Concordo! Achei inclusive esta parte dos comentários descabidas e absurdas! Se olharmos assim… TODOS os jogos sem excesão são repetitivos! Me cite um jogo, de tiro, luta ou rpg que apesar de novas armas e elementos, não repita a formula do início ao fim?! Se é uma critica, então é para todo mundo dos games!

    • Lazy Liquid disse:

      É difícil encontrar um jogo que some uma boa mecânica de combate e um nível de imersão (enredo, narrativa) que seja de esbugalhar os olhos.

      FF infelizmente não possui nenhum dos 2. Você entra na batalha já sabendo se vai vencer ou não. Já no Skyrim, apesar do roubo de paralisar o jogo para se curar, existem centenas de fatores dentro da batalha que tornem o risco de morrer sempre eminente.

  21. Haruharuharu disse:

    Sonic Generations é muito mais Game of the year que Skyrim, FALEI!

    • fellipemariano disse:

      Cara, nem em sonho… Sonic Generations é só mais uma prova de que algumas (e reparem bem nas minhas palavras) grandes séries do passado japonês não conseguiram migrar para as novas gerações de consoles e pra conseguir alguma repercursão precisam "voltar" ao que eram, ou seja, investir em mecânicas ultrapassadas e apelar para o saudosismo.

      Isso não torna o jogo ruim, entretanto, torna ele simples e ultrapassado se comparado a diversos jogos atuais.

      • Haruharuharu disse:

        E Skyrim inova onde, e quando?Pra mim, pegar o sonic gordinho que me levou ao mundo dos games, e colocar num ambiente HD, interagindo com personagens que marcaram minha vida toda, e ainda por cima resgatar com muito louvor a mecânica 3D do sonic, que muitos dizem que não dá certo, é inovação sim.Inovação não é só introduzir uma mecânica nova no mundo, é resgatar as antigas, adptando ao ambiente moderno, provando que ainda tem lugar pra elas.

        • Concordo plenamente. Apesar de que atualmente Sonic tem sido muito ruim, Generations inovou grandiosamente na franquia dele.
          E por que concordo? Porque faço a mesma pergunta… Skyrim inova no que?
          Assassin's Creed merecia predominar entre os jogos de "mundo aberto".

    • Massafera disse:

      eu aposto que vou me divertir muito mais jogando o novo game japa dos Cavaleiros do Zodíaco (que todo mundo diz que é uma porcaria) do que jogando Skyrim. u_u

      Skyrim é bom, mas "é mais do mesmo"

  22. Isso faltava para a Kotaku… artigos como estes. Não importa se a sua opinião está ou não certa, conhecemos um pouco mais da cara da Kotaku BR e não uma Kotaku translator US/BR.

    Para mim o melhor jogo ano passado foi The Witcher 2 e a "famigerada queda" dos jogos Japoneses é devido exclusivamente por FFXIII ter sido bem abaixo do esperado… a indústria japonesa continua a soltar bom jogos como Ghost Trick… no entanto, a maior série japonesa sofreu o abalo e por isso tem esse "falso aspecto".

    O povo fala de continuação, mas normalmente, a industria Americana vive mais de continuação do que a própria japonesa.

    • fellipemariano disse:

      Cara, pega essa geração de consoles e veja quantas franquias inéditas o ocidente criou e quantas franquias inéditas o japão criou… você vai ver que existem bem mais jogos ocidentais nesse aspecto (e diversos deles muito bons) do que japoneses.

      • Claro, até pq o mercado ocidental começou a crescer tem pouco tempo… lógico que nessa geração é mais comum ver coisas mais inéditas dos orientais do que ocidentais. No entanto, a indústria Americana também vive de muita continuação devido aos grandes jogos que fizeram grandes sucessos. Assassins Creed que sai 1 por ano é um ótimo exemplo disso.

        • Lazy Liquid disse:

          Mesmo assim o Japão não tem bala na agulha para resgatar franquias enterradas há anos (Deus EX, Fallout) e também não passam diversos anos desenvolvendo e aperfeiçoando um jogo (Diablo 3). Ops, lembrei de Gran Turismo 5, mas esse é "A" excessão da regra do mercado japonês como um todo, em todos os aspectos.

          • ghostygfd disse:

            Ops. A publisher do Deus Ex é a Square, além de ser uma das desenvolvedoras.

          • Lazy Liquid disse:

            Na real a publisher e responsável pela estética clean dentro de um futuro cyberpunk foi a Square, fato… mas quem segurou a honra da franquia e não deixou a Square cagar totalmente foi a Eidos. Até mesmo porque essa developer já era detentora dos direitos da franquia.

            De qualquer maneira eu fiquei com muito medo antes do lançamento, de que a Square conseguisse ferrar com toda a carga emocional do jogo.

  23. fellipemariano disse:

    Então, como em muitos assuntos nessa vida, é mais fácil ver os defeitos dos “diferentes” (os japoneses malucos rsrsrs) do que os nossos próprios. [E julgar os jogos japoneses pelo gêneros "esquisitos", como aqueles de tirar calcinhas de meninas na rua, por exemplo, é como julgar os EUA por Madden e Call of Duty, e o Brasil por samba, caipirinha e feijoada].
    ———-
    Comparação bastante infeliz (se me permite o termo), você tentou equiparar aspectos culturais extremamente relevantes e enraizados na cultura brasileira com uma perversão japonesa que nem ao menos é aceita como aspecto cultural relevante ou histórico do Japão? E comparar "jogos de tirar calcinha" com Madden e Call of Duty conseguiu ser ainda pior, Madden é um jogo baseado em um esporte EXTREMAMENTE importante pra cultura americana e Call of Duty é ainda mais importante, não só para os EUA, mas para todo o ocidente por mostrar conflitos (hipotéticos ou não) extremamente contextualizados com o cenário político e econômico do mundo ocidental (e oriental também).

    Enfim, eu sei que você quis dizer que estariamos julgando eles por um aspecto cultural, mas no fim das contas os aspectos culturais que nós ocidentais passamos aos nossos jogos são sempre algo extremamente relacionados com a nossa herança histórica e cultural, e não um modismo fruto de menos de 2 décadas…

    • Mucioli disse:

      Olá, Felipe, obrigado pelo comentário.

      Sou obrigado a discordar com sua declaração com relação à perversão/sensualidade/sexualidade como elemento cultural no Japão: as pinturas do artista Hokusai falavam de mulheres e tentáculos desde o início do século 19, por exemplo. Assim como a obra do Kitagawa Kuniyoshi tinha monges com vaginas na cara e guaxinins com sacos escrotais gigantes. Se você quiser uma referência mais recente, dê uma olhada nas obras do autor Go Nagai (Cutie Honey, por exemplo).

      Se você quiser pesquisar um pouco mais: http://io9.com/5892181/the-raccoon-scrotum-monste
      http://en.wikipedia.org/wiki/The_Dream_of_the_Fis

      Um abraço!

      • fellipemariano disse:

        Sim, mas não existe nada que comprove ou indique que essas obras influenciem esse "gênero" de tirar calcinhas ou que os jovens japoneses gostam desse tipo de jogo porque eles cresceram expostos a esse tipo de obra de arte. Ou, ainda que exista sim alguma referência (e de fato acredito que possa haver) não temos como comparar com os exemplos de cultura ocidental que você citou, já que essas obras "eroticas" (acho que o termo mais correto seria esse) só mostram influência atual direta em aspectos culturais bem recentes das artes japonesas (como mangás e jogos) e tem influência reduzida em outros tipos de arte (embora tenha alguma influência). Agora, os exemplos ocidentais que você citou são extremamente diferentes, ninguém iria ver com preconceito um carioca por tomar caipirinha já que todas as culturas atuais tem algum tipo de bebida alcoólica (vodka, uísque, cerveja, saque e etc), da mesma forma a feijoada que é um prato típico (e cada país tem seus pratos típicos). A questão do Madden, bem o Super Bow é o maior evento desportivo e a maior audiência televisiva dos EUA, assistido anualmente por milhões de pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo. É também um evento que apresenta a publicidade mais cara da televisão; patrocinadores desembolsam pequenas fortunas para exibirem suas propagandas no intervalo. O Super Bowl também é o dia que tem o segundo maior consumo de comida nos Estados Unidos, só atrás do Dia de ação de graças. Ou seja, tem relevância cultural absurdamente maior para os EUA do que uma "perversão" juvenil representa pro Japão.

        • ghostygfd disse:

          A questão não é se os jovens da geração atual cresceram ou não "expostos a esse tipo de arte", e sim se essa representação da sexualidade faz parte ou não do acervo cultural do povo japonês. Se sim – e, pelo que Mucioli mostrou sobre essa arte do séc. XIX -, então isso já está inerente ao "jovem contemporâneo" japonês. Aliás, achei essas informações sobre arte japonesa do séc. XIX extremamente interessantes. Isso me mostra, de certa forma, que essa questão da sexualidade extrema na cultura japonesa deve ser devida muito mais a aspectos históricos que a uma suposta "aculturação" do ocidente via globalização.

  24. Peter_Genius disse:

    Concordo com praticamente tudo que foi colocado, talvez um pouco dos exemplos ruins dos jogos eu não concorde completamente, mas é pouca coisa.
    Aliás, vou reforçar um ponto e falarei como grande fã da franquia The Elder Scrolls, jogando desde o 3 e, daí em diante, todas as expansões e tudo mais.
    Skyrim está longe de ter causando em mim o mesmo impacto que causaram Morrowind e Oblivion em suas respectivas épocas.
    Algumas medidas adotadas (como retirar os atributos básicos e alterar alguns aspectos das raças) fizeram com que boa parte do que tornava cada personagem único, fosse jogado fora.
    É muito triste ver meu Nórdico de quase 2 metros de altura se movendo na mesma velocidade e com a mesma habilidade que um Kajit ou Argonian. Tirar as skills de hand to hand também foi sacanagem (eu não usava, mas tem gente que usa e não havia necessidade de tirar).
    A capacidade de customização aumentou um pouco por causa dos perks, mas tudo que tem relação com aspectos inerentes de cada raça (força, agilidade, will, etc) não existe mais, fazendo com que tudo que usava estes atributos como base fossem iguais para todos, variando somente o quanto cada um "treinou" e o que vem de bonus da raça (que na realidade não tem a ver com características inerentes).
    No fim das contas meu Nórdico tem tanta força quanto um Kajit, ou qualquer outra raça, já que o atributo não existe mais e o que dita o dano da arma é o valor na perícia, que simula o treinamento e não sofre influência dos atributos (já que não existem mais).
    Além disso, a história principal é fraca e todas, TODAS as guildas terminam do mesmo jeito.

    Bom, eu ainda gosto bastante do jogo, mas sinceramente me senti desapontado. Esperava muito mais depois de Morrowind e Oblivion. O sistema de combate melhorou mas ainda tem muito para melhorar, em vários aspectos que já poderiam estar melhores se mudassem alguns fatores que não tem nada a ver com tecnologia, tempo ou dinheiro.

    E sim, eu sou rpgista de mesa, por isso pego tanto no pé a respeito do sistema de rpg usado em Skyrim.

  25. fellipemariano disse:

    2011 foi ano de Portal 2 (meu preferido, seguido de perto por Dark Souls), de (outro) Assassin’s Creed, (outro) Call of Duty, Battlefield 3, Arkham City, Dead Space 2, Skyrim, Dragon Age II, L.A. Noire, Crysis 2, Duke Nukem Forever.
    Mas também foi o ano de japoneses como Ghost Trick, Catherine, El Shaddai, Marvel Vs. Capcom 3, Patapon, Pokémon Black e White, Okamiden, Yakuza 4, Child of Eden, Sonic Generations, Shadows of the Damned, The King of Fighters XIII, Legend of Zelda e, claro, Final Fantasy XIII-2. Me diga, de cara lavada, que algum desses jogos não tem alma.
    ————–
    Me diga, de cara lavada, que algum desses jogos não tem alma.
    - Eu digo, El Sahddai é um jogo com proposta interessante mas com execução porca e precária, mecânica horríveis e demostra um TOTAL desconhecimento da cultura e história cristã. O jogo não precisa ser uma recriação fiel, mas acredito que quando se baseia em algo deve-se ao menor ter um pouco de cuidado em pesquisar as coisas. Marvel Vs Capcom 3, chega até a ser piada já que metade do elenco do jogo são de personagens ocidentais (alô Marvel…), a mecânica é a mesma coisa (com pouquíssimas mudanças) da versão 2 do jogo (de uma década atrás) e o jogo em si não se destaca em nada de outros títulos de luta (aparte de seus personagens). Pokémon Black and White é um exemplo pior, e só mostra como algo está MUITO errado lá pelas bandas do Japão.

    Agora, pegue os jogos ocidentais que você citou: Portal 2, continuação de um dos jogos mais inovadores da última década, com mecânica e jogabilidade impecáveis e temática interessante, além de ser um jogo muito bem executado. Assassin's Creed, apesar da recente anualidade da franquia, é uma franquia criada nessa geração de consolese trouxes diversas propostas interessantes tanto em jogabilidade como em roteiro e história, além de ser um jogo que recria de forma muito fiel diversas cidades históricas da Euro-ásia. L.A. Noire, é meio ame ou deixe-o, mas é inegável que o jogo foi muito bem executado, se pautou em criar mecânicas novas, não foi pelo caminho mais fácil (de criar um GTA nos anos 40) e tentou construir uma indentidade, pra mim foi uma das revelações do ano passado. Claro, temos jogos nada inovadores nessa lista (como CoD, Battlefield e etc) mas acho que já deu pra ver que existe um "gap" enorme entre a banda Leste e a Oeste.

    • _Mortal_ disse:

      El Shadai não é cristão e sim baseado no judaísmo (Torá). E não, a proposta desse jogo não era copiar o Torá de "cabo a rabo".

    • Philipe disse:

      Nessa lista que vc falou de ocidentais somente portal 2 e assassins creed se salvam(esse ultimo pela nostalgia do 2). Marvel vs capcom 2 é totalmente diferente do 3, desde o esquema de botões até como se faz combos, x factor , bounces e outras coisas. Citou mal El Shadai, que não tem que seguir nada, pode ser que pegaram de base só o que tinham interesse, a que niveis eles usaram as referencias cristãs?LA noire shit. Legend of zelda, portal 2 , dark souls , king of fighters foram os melhores. 3 japas pra um ocidental.

      • fellipemariano disse:

        Hahaha… "L.A. Noire Shit" sério??? paga pau pra japa até entendo mas falar mau de um jogo sem argumento já é pilantragem… MvsC3 é a mesma coisa do 2 sim, e digo ainda que o 2 era melhor… a única coisa realmente nova que ele trouxe (e que achei bem legal) foi nessa versão ultimate o modo "heroes and heralds". Legend of Zelda foi tosco, deprimente, extremamente linear, repetição de "quests" ao extremo, história horrível… enfim, como alguém que jogou Zelda desde o berço eu achei esse jogo um monte (bem grande) de bosta. Dark Souls é de fato um jogo excelente, tem bastante desafio e uma boa construção de cenários (ainda que os gráficos estejam datados). King of Fighters também foi bem fraco, não chegou a ser um jogo ruim, mas já deu pra perceber que a série perdeu o charme.

        Quanto ao El Shaddai, meu ponto é que ele tinha uma base interessante, com bastante assunto pra explorar e não o fizeram… a história é confusa, não consegue se explicar sozinha, tem sérios problemas de construção de indentidade nos personagens… enfim, foi um jogo ruim, em qualquer aspecto que você quiser citar. Quanto a questão cristã que o amigo @_mortal_ questionou, o judaísmo e o cristianismo partilham de muitas crenças, inclusive, sendo o cristianismo derivado do judaismo… diversas passagens do Torá se encontram no Antigo Testamento e Enoque é bem citado na bíblia (além de ser um personagem importante pra história antiga pois fundou diversas cidades da antiga mesopotamia).

        • Philipe disse:

          Pelo amor de deus falar que mvc3 é igual ao 2 é igual falar que sf4 é igual ao 2. Não é por ai não. La Noire é shit e não precisa explicar muito não , aquelas coisas que são simplesmente horriveis. Agora o King of fighters 13 revitalizou a serie na comunidade e vc fala que é fraco? Vc tah confundindo o 12 com o 13, eu quero acreditar nisso. O jogo é insano e foi muito bem aceito pela FGC, fenomenal o jogo. Sobre o El Shadai defendi o ponto do uso do cristianismo ou temas, que não deve ser levado somente até os desejos de usar os elementos na historia, se a historia em si é fraca ou não daí já é outro ponto. Agora eu não entendo pq falam que linear = ruim aberto = bom. , são duas caracteristicas diferentes. E quanto ao sempre inteligente design de dungeons, os boss battles e as mecanicas de jogo. Repetição de quests ao extremo: quem joga mass effect e skyrim não pode falar mal disso.

          • Philipe disse:

            Fora o BlazBlue que é demais.

          • Philipe disse:

            E o Super Mario Galaxy, esse ganha em todos os quesitos.

          • fellipemariano disse:

            Novamente, você está tentando pautar o qualidade de um jogo através de outros… Não estou julgando aqui se Skyrim ou Mass Effect são bons ou melhores que Zelda, estou falando que o último jogo da série Zelda foi ruim (ponto). Mas já que você resolveu citar Mass Effect, acho que dá pra Nintendo e o Japão aprenderem bastante com Bioware. Mass Effect traz aspectos muito mais interessantes que Zelda, por exemplo a questão de diálogos que influenciam diretamente a história, a possibilidade de construir relacionamentos com os outros personagens (e uma enorme empatia que o jogador consegue ter com eles), as quests não são repetitvas, pelo contrátio, localidade, level design e mecânicas de combate mudam bastante de missão para missão…

            KOF13 foi fraco sim, é só comparar com edições anteriores, como as que ainda usavam anos no nome e você vai ver que a série perdeu muita relevância entre os jogos de luta e não conseguiu manter um bom público.

            MvsC3 é igual ao 2… ainda que alguns aspectos da jogabilidade tenham sido mudados, a únic a grande diferença de um para o outro é o estilo gráfico. E indo além, MvsC2 era muito mais competente como jogo de luta do que o 3….

          • Philipe disse:

            Kof 13 foi otimo e revitalizou a serie e foi extremamente bem aceito pela FGC. KOF com ano nos nomes tem vários irrelevantes. Insisto que MVC3 é muito diferente de MVC2 até pela epoca que vieram, o que inclui a influencia de comeback mechanics e uma simplificação do jogo que eles vem tentando a anos. A Bioware não pode ensinar nada para a Nintendo. Não acho que dialogos influenciarem a historia seja essencial, são caracteristicas diferentes que definem como mundo aberto versus linearidade, e a qualidade depende da execução, não dessas caracteristicas. Quests de mas effect não são repetitivas? Pegue o Mako, desca no planeta, ache debris, mineral, anomalia(geth ou mercenario), repita 30 vezes.

          • feliperene disse:

            "Não acho que dialogos influenciarem a historia seja essencial". Cara, pra mim isso é o futuro dos RPGs (já está sendo). Se os japoneses não começarem a explorar isso, vão perder cada vez mais espaço para o ocidente.

            MvC3 tem suas diferenças dos 2, mas suas mudanças não são grandes conquistas para o game design em geral, já que jogos de luta são destinados a um nicho muito específico.

          • Philipe disse:

            Discordo que as opções sejam o futuro. Pra mim teria que ser algo muito mais sutil e mais baseado no que vc faz do que no dialogo que vc escolhe. Entretanto encaixa naquela questão de ser linear ou não, duas caracteristicas diferentes. As vezes vc não vai conseguir contar uma historia muito boa se for tudo muito aberto.

  26. DanielGalvani disse:

    A verdade é que Batalhas por turnos estão dando lugar a batalhas em tempo real. Não acho que seja o gráfico mangá, a narrativa, nem nada disso. Pra mim o grande problema de Japão vs. Ocidente é o estilo de batalhas e o crescimento do personagem.

    Só para comparar, Skyrim seu personagem se desenvolve de maneira razoavelmente rápida e acompanha o jogo. Matar um gigante no começo é dificil em qualquer parte do jogo, porém mesmo com um nivel baixo, se vc conseguir ser habilidoso o suficiente vc mata o gigante.

    Num J-RPG volta e meia vc tem que ficar 5 horas fazendo lutas randomicas, com personagens mais fracos pra evoluir o personagem e conseguir avançar no jogo, pois depois que vc mata um boss, a próxima parte do jogo TERÁ lutas mais dificeis.

    E essas 5 horas hoje… acabam frustando demais. Uma boa parte do mercado de VGs hoje é dominado por aqueles garotos de tempos atrás que dependiam dos pais para comprar jogos, hoje, essa crianças crescidas comprarm seus próprios jogos, porque Trabalham, tem uma casa pra cuidar e etc (basta ver o quanto mudou a % de pessoas que jogam que tem mais de 20 anos em relação ao passado) … quem curte jogar, não vai mais passar 5 horas evoluindo um personagem. Pra mim, ai é que está a chave do J-RPG.

    • Peter_Genius disse:

      Isso que vc disse realmente é algo que se nota… mas eu acho que o detalhe não fica, necessariamente, no combate ser por turnos e sim em como a evolução do personagem ocorre.
      Ficar lutando contra monstros numa praia pra ficar mais forte é tedioso, realmente. Eu mesmo não tenho mais tempo pra ficar fazendo isso e acho que cria uma dificuldade "forçada". Então, não é necessariamente o sistema de turnos e sim o sistema de evolução, algo que seria resolvido se usassem uma fórmula matemática diferente para calcular status e coisas do gênero.

      Porém, se a gente parar pra pensar, um cara só fica realmente mais forte ao lutar MUUUUUITAS vezes, mesmo contra os mesmos inimigos. É um fato que retrata a realidade mas que não é tão divertido num jogo. O exemplo mais claro que posso dar sobre como a repetição te leva a melhora é no treinamento de uma arte marcial, onde se treina exaustivamente o mesmo movimento até executá-lo de maneira quase perfeita. O ideal seria que esse treino exaustivo fosse capaz de ser feito nos rpgs eletrônicos, pagando para o personagem treinar com um mestre e o jogo "pularia" o tempo do treinamento. Mas isso também abriria brechas para o uso inadequado deste recurso. Bom, no final das contas, sempre vai dar zica, já que muito de um rpg depende do jogador (sendo rpg de mesa ou eletrônico).

      Vou usar Skyrim como exemplo de uma fórmula matemática da curvatura evolutiva que está muito estranha. Em Skyrim, vc chega ao level 100 de Ferreiro fazendo a mesma adaga de ferro. Você ganha praticamente a mesma quantidade de experiência fazendo a adaga de ferro com 20 e com 80 na perícia. Esse tipo de coisa não é algo muito difícil de corrigir, é apenas um cálculo equivocado e um baita vacilo por parte dos desenvolvedores.
      Na realidade, esse é um dos aspectos que muitos rpgs pecam e raramente superam rpgs de mesa.
      O sistema de cálculos de um rpg eletrônico poderia comportar uma infinidade de aspectos sem complicar em NADA a vida do jogador, já que os cálculos seriam feitos automaticamente. Infelizmente, o que vemos é o contrário. Cada rpg eletrônico que sai se mostra mais simples e com lógica cada vez mais estranha.

      Vou repetir uma frase que disse num post sobre Skyrim aqui no site e que já usei em fóruns:
      Complexidade não significa complicação, um computador é extremamente complexo e minha mãe, com 64 anos usa tranquilamente. É possível fazer um jogo complexo e que tenha uma curva de aprendizagem rápida, coisa que, infelizmente, muitos desenvolvedores esquecem.

      A ideia que melhor se encaixa é a seguinte: Fácil de aprender, difícil de dominar.

    • Philipe disse:

      Mas e fazer sub-quests inuteis que levam muito mais tempo?Não são muitos jogos que requerem grinding mas aquele tanto de sub-quests são uma perda de tempo.

      • fellipemariano disse:

        Mas as sub-quests são opcionais ora…

        • Philipe disse:

          Mas se eu jogar só as quests principais eu fico fraco demais e não consigo avançar. No mass effect é como consigo armas e upgrades. Alem do mais nos j-rpgs as side quests sempre foram apresentadas de forma natural e são mais interessantes, veja criar chocobo no ff7 ou as side quests de chrono trigger.

          • fellipemariano disse:

            Ah, claro… ai você pega dois jogos de mais de uma década atrás e quer usar como exemplo de mecânica de progresso hoje em dia… não é justamente isso que a maioria aqui usou como declínio para os jogos japoneses, mecânicas ultrapassadas?

          • Philipe disse:

            Não, muito pelo contrario. Acho que aquelas mecanicas de side quests eram as melhores. O que é ruim hoje é a falta de imersão proporcionada por uma to do list depois de um dialogo . O que acontecia é que a side quest se fundia com o mundo do jogo , tornando muito mais divertido e o mundo muito mais profundo. O que me irrita é essa ocidentalização, como FF13 que vc tocava a pedra e saia a missão, acho que essa é a decadencia. Antes vc teria que falar com o cara, ver o que aconteceria se vc fizesse o que pedia, descobrir sozinho, mas tudo feito de uma maneira que parecia parte das coisas , das pessoas que tinham naquele local e tal. Exemplo era as side quests do ct que vc fazia uma ação e voltava no tempo pra ver a diferença da ação. Vc queria ver o efeito no mundo, não o nome da missão na lista em cinza.

          • fellipemariano disse:

            Eu fechei Mass Effect 1 no modo hardcore começando com um char zerado fazendo só as quests principais… e estou fazendo a mesma coisa no 2;

          • Philipe disse:

            Já vi um cara fechando ff13 em 13 horas… fala serio vc deve tah sofrendo com as batalhas ai hein? especialmente que mass effect é meio travado no combate…

          • feliperene disse:

            Eu terminei ME1 apenas nas quests principais já que não gostei do combate e demorei cerca de 20 horas. O problema do grinding, apesar de ajudar a aperfeiçoar, é que ele é praticamente obrigatório para a conclusão do game.

          • Philipe disse:

            Mas veja bem, demons souls contorna isso da mesma maneira que os antigos j-rpgs de qualidade faziam. Tem areas no começo que vc não consegue ir senão vc morre. Então vc passa outras fases e depois retorna, quando tiver mais forte. Eu acho estranho que vc possa ir a qualquer lugar desde o começo pq dai o que adianta evoluir o personagem? Da pra dar uma customizada , usar umas habilidades que vc adquire, mas no final da no mesmo. Que eu me lembro , em ff10 grinding não era tão necessario, a não ser que vc quisesse pegar as invocações mais fortes, os celestial weapons e tal.

      • DanielGalvani disse:

        Sub-quest pelo menos vc está fazendo algo, tipo, vendo uma parte da historia e tal, mas 5 horas só matando bichinhos é chato de mais.

    • @Moises_BdA disse:

      eu não me incomodo de ficar 5horas batalhando ( e sim, eu trabalho e compro meus próprios jogos ) se o jogo for bom, não tenho pressa pra zerar um jogo, sonic generations por exemplo, só fui te-lo em mãos mês passado e a versão 3DS ainda, prefiro mil vezes pegar um FFVII e ir jogando ( e isso que já conheço a história e já zerei ele umas 5x ) do que pegar um jogo very ocidental de tiro de hoje em dia pra jogar.

      • DanielGalvani disse:

        Não estou generalizando, óbvio que ainda existem muitos fans deste estilo de jogo, mas perdeu espaço para a maioria das pessoas. Da mesma forma que ainda ta cheio de gente que zurte Vinil. Tem gent eo suficiente para justificar lançar alguns albuns em vinil, mas está longe de ser o mainstream.

  27. DanielGalvani disse:

    Alias, essa noticia está a campeã de comentários longos! XD

  28. _Mortal_ disse:

    Na verdade os games japoneses não morreram e sim apenas estão estacionados no tempo e espaço. Agora é óbvio que isso é somente uma visão geral do problema, pois tem várias exceções como Demon's/Dark souls que estão ae para provar o contrário.

  29. Está de parabéns! Não tenho nada a acrescentar visto que já foi dito tudo que era importante e relevante. Apenas obrigado por colocar conteúdo de qualidade na gamer esfera nacional. Mandou muito bem mesmo.

  30. danarts disse:

    Esse final fantasy é uma porcaria,me arrependi de ter comprado, agora falar do Skyrim? Que comparação, não vou nem comentar, Skyrim é animal e vc precisa fazer estratégia pra jogar, final fantasy hj em dia, é so apertar o botão.

    • Peter_Genius disse:

      Não posso falar nada sobre os últimos FF, já que não tenho PS3 nem Xbox360 e o último que joguei foi o 12 no emulador (e joguei pouco), então sobre isso eu nem comento.

      Mas, cara, vou ser obrigado a descordar de vc sobre a necessidade de estratégia em Skyrim. O jogo é fácil, mesmo no nível mais difícil, principalmente pra quem já é "macaco velho" em rpgs. Um dos fatores que me desanimaram em Skyrim, além de ter ficado menos RPG do que era, é que a dificuldade está distribuída de maneira muito estranha. É mais fácil matar um Dragón de la Escarcha (jogo em espanhol), do que 2 gigantes. Sofri mais pra matar o 1º troll que vi do que matar todos os dragões até agora. Aliás, Alduin é a coisa mais ridícula de fraco, esperava muito mais dele.

      Então, apesar de gostar de Skyrim, acho que o nível de dificuldade dele é algo bem mal estruturado.

  31. lndcruz disse:

    Concordo quase que completamente com o autor da coluna. Eu tenho uma mentalidade em relação a videogames meio que formada por jogos japoneses, acho que isso é com todo mundo que jogou nos anos 90.

    Eu gosto de diálogos demorados, de cutscenes e de desenvolvimento de personagens, e não, eu não preciso de um Quick-Time-Event pra me sentir dentro da história, uma história boa não precisa disso pra se desenvolver.

    O que eu mais gosto de fazer em um jogo como Mass Effect é depois das missões ir conversar com os meus companheiros e evoluir a relação entre os personagens, eu passo horas e horas fazendo isso, agora me diz se isso não é quase que um "grinding", mas sem XP e encontros aleatórios?

    Catherine é um jogaço japonês que saiu ano passado, mas que a maioria das pessoas não entendeu justamente porque ele não tem nada daquilo que todo mundo está acostumado hoje em dia. Não tem tiros, setinhas te dizendo o que fazer e nem ação desenfreada. Se isso é ser "uma casca sem alma"…eu não sei o que MW3 é.

    Eu gosto de Skyrim, mas para mim o maior problema do jogo é que eu não sinto que o meu personagem está realmente fazendo diferença no mundo, é tudo programado demais e sem naturalidade. É como se o seu herói não existisse para aquele mundo quase 100% do tempo, você só tem impacto ali quando está em alguma quest, e assim que a quest acaba você volta a ser o zé-mané de antes.

    Agora, entre isso e um desenvolvimento dramático "chato" de um jogo japonês, eu fico com a segunda opção, muito obrigado.

  32. nwaty disse:

    "Ghost Trick, Catherine, El Shaddai, Marvel Vs. Capcom 3, Patapon, Pokémon Black e White, Okamiden, Yakuza 4, Child of Eden, Sonic Generations, Shadows of the Damned, The King of Fighters XIII, Legend of Zelda e, claro, Final Fantasy XIII-2."

    Meu Deus tirando pokemon black e white e yakuza da lista o resto é só lixo

  33. Philipe disse:

    Vai la e tenta só apertar o botão contra o long gui pra vc ver o que acontece.

  34. @leoreaper616 disse:

    Só porque você não gosta de um jogo não quer dizer que seja lixo. Que mania tosca que algumas pessoas tem de achar que seus gostos são o centro do universo.

  35. @ArthurPepper disse:

    Me diverti com Shadows of the Damned, faz tempo que não fazem um ultimo chefão tão desafiador. Quanto a Skyrim, depois de ver a qualidade do combate em Dark Souls, perdeu a graça ficar dando espadada no ar em Skyrim.

    • Rauruu disse:

      vou aproveitar e falar de uma conversa que sempre me tacham como louco: god of war e god hand (no ps2). todos pagam pau infinito pra kratos, dizem que o jogo é incrivel e tal e coisa. quando fui conferir, achei estranho, o jogo tem um ritmo muito esquisito, o personagem eh, não só brutal mas também, cruel e o jogo em si não me empolgou. fui conferir god hand, das maos da clover (só fez jogos INCRIVEIS na minha opiniao) e me surpreendi, o jogo eh de porrada e é uma delicida de jogar, tem aquela dificuldade INSANA em todos os modos de jogo, é de uma leveza incrivel e o unico defeito são os graficos nao tao polidos (talvez para manter a fluidez e velocidade do ritmo do jogo). Então até hoje, utilizo essa comparação com os jogos japoneses e os ocidentais. god hand IMO>>>>god of war.

  36. @cazetta disse:

    Finalmente alguém está pensando no Kotaku. Meu Deus, parabéns FERNANDO MUCIOLI. Você usou o seu expediente para fazer algo realmente produtivo. Foi a fundo, investigou e como resultado cada palavra escrita por você tem absoluta contundência.

  37. Thiago Ferreira disse:

    Não jogo JRPG desde Chrono Trigger e FF VI, que em minha opinião, são um dos melhores jogos já feito.

  38. Frank_Ribeiro disse:

    Concordo com a maioria do texto, vai matar um Jet Bahamut só apertando botão para ver o que vc leva, e Skyrim é muito fácil evoluir o personagem (deixando claro que sou fã)…

    A grande genialidade de Skyrim e por ser mundo aberto ,só, chega ser ridiculo ir na IGN e ver um 9,5 sendo que tem muitos bugs, loadings infernais e sistema de batalha fraco na qual vc praticamente acerta o personagem batendo no ar, evoluir em Skyrim é a coisa mais fácil, ter uma DragonPlate Set ou uma Daedric – Set com menos de 10 horas de jogo é coisa fácil de fazer e cada o desáfio depois… Vc vai ver a nota de um dos jogos mais fodas do Xbox 360 (Lost Odissey) e olha uma nota de 8,2 e me sinto revoltado pq o loading que dizem que tem não chega a ser infernal que nem Skyrim, a história destrói tudo quanto é jogo ocidental e olha que a critica especializada fala que é clichessada (A Thousand Year of Dreams e uma das coisas mais maravilhosas criadas pelo Sakaguchi em um RPG).

    Mass Effect é overhyped e overrated demais, joguei o primeiro, por levar em consideração rpg com temática espacial, universo,etc… Ainda prefiro Xenogears e Xenosaga (mesmo com o fiasco do 3º episódio)…

    • Philipe disse:

      PREFIRO MIL VEZES o Xenogears ao Mass Effect. PREFIRO MIL VEZES o Xenogears ao Mass Effect
      PREFIRO MIL VEZES o Xenogears ao Mass Effect PREFIRO MIL VEZES o Xenogears ao Mass Effect PREFIRO MIL VEZES o Xenogears ao Mass Effect PREFIRO MIL VEZES o Xenogears ao Mass Effect PREFIRO MIL VEZES o Xenogears ao Mass Effect PREFIRO MIL VEZES o Xenogears ao Mass Effect PREFIRO MIL VEZES o Xenogears ao Mass Effect PREFIRO MIL VEZES o Xenogears ao Mass Effect

    • lndcruz disse:

      Para mim, o grande mérito de Mass Effect (estou falando do PRIMEIRO) é a ambientação, a história e os personagens muito bem criados. Ele é um dos poucos jogos que realmente te coloca dentro da pele do personagem principal, você se sente o Shepard e acredita em tudo que está acontecendo. Isso caso você consiga se ligar ao jogo, o que não parece que foi o seu caso…

      Você tem que lembrar que o jogo não começou como o que é hoje. A Bioware na época já era grande, mas nem se compara ao que é hoje, ela vinha da série KOTOR e essa sim era "hypada" (odeio essa palavra, mas como você usou…).

      Pra mim foi de grande coragem abandonar o mundo de Star Wars e investir no seu próprio universo mesmo que ele tenha referencias claras a Star Wars, o que seria quase impossivel também. Finalizando, se Mass Effect é um jogo dessa magnitude hoje em dia é por mérito próprio, e não porque os fãs carregaram o jogo nas costas.

      PS: Xenogears é foda.

      • feliperene disse:

        Concordo com essa argumentação, embora eu seja fanboy assumido de Mass Effect. Xenogears foi um jogo absolutamente foda, mas temos que analisar cada um com o que foi em seu tempo.

        O que Xenogears fez pelos J-RPGs em termos de mecânicas não terá muito futuro, já que a fórmula está sendo cada vez mais deixada de lado.

        O que Mass Effect me proporcionou é a experiência de viver e influenciar em um mundo e em personagens que eu me importo, durante três jogos diferentes. Independente do que cada um acha de um jogo, os pontos positivos devem ser usados, criticados e refletidos para a evolução do game design.

        • Philipe disse:

          Da pra inovar na mecanica do xenogears sim, fazer algo diferente com aqueles elementos. Precisa de renovação, não ser deixado de lado o que está acontecendo mesmo. Pra mim o sistema de combate do ffx deveria ser melhor aproveitado e aprofundado. Mesmo assim é possivel que daqui a 10 anos o sistema de cobertura utilizado hj por mass effect pode não sair do lugar e ser deixado de lado tbm.

    • sendo que tem muitos bugs, loadings infernais e sistema de batalha fraco na qual vc praticamente acerta o personagem batendo no ar
      ———————————————————-
      nós jogamos o mesmo Skyrim? o Bugs de skyrim são varios sim, mas totalmente insiguinificantes desde os ultimos patches, pelo menos na versão pc, o maximo que vejo as vezes eh um item dropado parado no ar, quando aos loadings infernais, isso vai de PC pra PC, no meu caso eu nao tenho praticamente loading nenhum, 1-2 segundos, não consigo nen ler o inicio das frases que aparecem no loading, e sobre o combate fraco nao precisa nen comentar né? varia de gosto pra gosto, pra mim eh um sofrimento jogar outros rpgs que tu soh clica e o personagem vai e ataca e faz tudo sozinho, eu adoro a liberdade da série Elder Scrolls no combate "REALISTA" (no sentido de SEM movimentos acrobaticos insanos e totalmente impossiveis de acontecerem de verdade), no parte de dificuldade, eu uso um mod chamado Deadly combat que deixa super realista, uma porrada ou duas é mais q o suficiente pra matar qualquer coisa humanoide assim como mais q o suficiente pra ti morrer ;)

  39. eduardoprox disse:

    Como fã dos games japoneses da década de 90 e 80, e alguém que já terminou todos os Final Fantasy até o VIII, vou dizer: o que mais me incomoda são as vozes afeminadas e personagens infantis e irritantes. Não consigo me conectar com eles. Sei que se tratando de um game de fantasia, é idiota dizer isso: mas não são personagens que soam reais.

    Ao contrário de vários RPGs ocidentais modernos como Mass Effect. Claro que temos Skyrim, onde como já foi dito acima, é muito difícil se conectar ao personagem que soa meio superficial. Entretanto, tem um mundo imenso que faz você acreditar naquilo.

  40. guigoecv disse:

    Que a industria japonesa de games está em declínio, isso não tem como negar…. resta saber se ela continuará assim, ou reagirá.

  41. M_Araujo disse:

    Na minha humilde opinião parte da indústria de jogos japonesa vive um momento de "ocidentalização" dos games. E é isso que, de certo modo, atenta contra a popularidade da mesma. Quando vou jogar algo da cultura oriental eu procuro justamente me inteirar com um ambiente antropológico diverso, não com aquilo que eu vejo todos os dias.

    Também acho que, antigamente, mesmo com certas inclinações a críticas descabidas como essa do Fish, jogos de grande peso como Final Fantasy , Persona etc sempre eram usados como provas contrárias para argumentos pobres, mas ultimamente eles vêm decepcionando; sinceramente, nessa geração não tivemos, ao meu ver, nenhum FF ao nível do X. O único jogo japonês que ganhou realmente destaque, se a gente for analisar melhor, é o Dark Souls.

    Por fim, sempre haverá aquele fator da modinha, já que atualmente, cunhou-se a imagem de que jogos japas são jogos infantis. É parte do preconceito que você mesmo disse, e disse muito bem, no artigo. Criticam-se os jogos orientais sem olhar para os defeitos dos ocidentais. Ninguém se importou, de fato, com o sistema de batalha sem graça do Skyrim ou seus trilhões de bugs.

  42. Deixa o cara falar. Tem jogos bons em qualquer país. Até a Suécia, poxa vida, conseguiu fazer um excelente.

  43. @shinzoi disse:

    Pra mim jogos japoneses morreram mesmo, nem precisou a insdustria mostrar os resultados. O objetivismo e a competencia ocidental realmente redifiniram não só o gênero RPG como todos os outros.

    Antes quem mandava era PES… hoje é FIFA, antes o melhor era Final Fantasy… hoje posso citar de Mass Effect à Skyrim, sem contar que Forza 3/4 (na minha opinião) são muito mais jogo que GT5.

    Me lembro de jogar no PS1 varios games em JP sem nem entender nada, justamente pela qualidade e inovação, que pelo visto, ficaram naquele tempo.

  44. meninuigu disse:

    Obrigado ao Mucioli por dizer a maior verdade de 2011: Skyrim é um jogo realmente overrated. E realmente, apesar do Japâo estar fraco como potência gamer, ainda produziu belos jogos no ano. E que bom que citaram Sonic Generations. Meu lado fanboy agradece. <3

  45. Guifernes disse:

    Bem… O que eu penso? Que as empresas japonesas vem SIM perdendo sua alma! Mas é por dois motivos básicos…

    O primeiro é a perda de identidade! As empresas tem perdido seus gênios (Keiji Inafune – Capcom, Yoshitaka Amano – Não deixam ele trabalhar como se deve… Nobuo Uematsu e Hironobu Sakaguchi – Square… E muitos outros) e com isto os jogos não tem sido mais os mesmos trocando de mãos!

    A segunda são as "apostas erradas"! Porque a Konami por exemplo, fez dois jogos horriveis… E não fez! Foi a Double Helilx quem estragou o penultimo Silent Hill (home coming) e a Mercury Strem desenrou Castlevania: Lords of Shadows.

    Enfim… Tem muita SAGA DE PESO caindo nas mãos gente inapta que não tem respeito pelo passado dos jogos! Faltam-lhes tradição!

  46. @cebst disse:

    O q me entristece eh as pessoas prestarem tanta atenção se um jogo eh japones ou americano, eu nunca me preocupei com isso, qnd começaram a ficar com esses papos d q os jogos japoneses são um lixo, bla-bla-bla.., q eu fui pensar nos jogos q eu gosto e tive mta dificuldade em lembrar se determinado game era considerado japones ou americano e no final, não me importo, o jogo pode ser japonês, americano, brasileiro, russo, se me divertir, valeu a pena…

  47. ricardogtg disse:

    os jogos mais legais ainda vem da konami, capcom , square ( sera que só eu gosto dos FFxiii?)

    • Frank_Ribeiro disse:

      eu ainda não joguei o XIII, mas estou jogando o XII-2, não é ruim não, as músicas, a história mata qualquer RPG ocidental que eu joguei nos últimos tempos… Estou olhando para vcs Skyrim e Kingdom of Amalur…

      terminarei primeiro o Mass Effect 1 para terminar de dar o meu veredito, já que estou com 10 horas de jogo…

      • ricardogtg disse:

        eu joguei os 2 ffxiii, gostei muito dos 2. o 1 eu concordo que o começo é meio cansativo,mas qdo empolga fica show!

        mass effect eu tava querendo jogar….mas nao tive coragem de começar, srrssr

  48. Fuck_Yeah disse:

    O que a matéria não disse foi que desde 2009 o japão veio sofrendo com a crise mundial, e com o terremoto de ano passado, houve muito prejuízo para empresas japonesas, não só no mundo dos games, mas jo geral…
    Melhoras nihon…

  49. Big_BossXD disse:

    Cheio de comentários construtivos aqui!

    sobre o Japão, bem eu acho que…os jogos no japão ainda não estão perdidos, bem JRPGs pra mim já se perderam nessa geração…mas o Japão ainda tem sua parte inovadora e construtiva, que nos proporcionam bons jogos…

    mas na minha opinião o Ocidente rulou os games nessa geração…antigamente não via tantos jogos ocidentais bons como os de hoje, hoje em dia, o ocidente faz jogos grandiosos, coisa que antigamente não acontecia.

    Mas enfim…não tenho muito que escrever por aqui…as vezes é melhor apenas ler os comentários dos outros…entendem?

  50. opinião de norte americano e , em muitos casos , para ser descartada , assim como ja li em forums americnos que brasileiro-gamer não presta , e normal ver um "desenvolvedor" americano dizendo o mesmo sobre qualquer desenvolvedor que não seja americano.

    nós só podemos avaliar um jogo pelo jogo e não pela cultura ou região de quem fez.

    eu acredito que a cultura dos games são muito maior que nossa nacionalidade , já que jogamos jogos japoneses, americanos, brasileiros , coreanos , chineses ,franceses ,e por ai vai

  51. @jacksal disse:

    Só Weeaboo nesse tópico, cruzis.

    Gente, faz muito tempo que um Final Fantasy não tem uma história decente pra contar, deu mais do que motivo pra ser ultrapassado em popularidade até nos consoles de jogos que antes eram somente encontrados no PC.

    Os jogos japoneses BONS (plataforma, puzzle, aventura, etc) ainda fazem tanto sucesso quanto antes, senão mais. Quando alguém diz que jogos do japão estão mortos, obviamente se referem a gêneros que não arriscaram mudança e caíram nas mãos de gente mais talentosa de outros países pra cuidar. Que mal há nisso?

    Se o combate de Skyrim é ruim, e ainda assim ele foi eleito jogo do ano, isso é um mérito do jogo, pois a sua experiência é tão única que as pessoas relevam seus defeitos como meras inconveniências. Não é o caso de RPGs japoneses, não mais, e quem aqui me diga que Dark Souls é um jogo tipicamente japonês estará mentindo.

    Final Fantasy 6 e Chrono Trigger tinham essas experiências únicas, mas elas não aparecem mais, infelizmente, vindas da ilha do pacífico. Em 2011, jogos como The Witcher 2 nos apresentaram esse tipo de experiência, e se ele não é feito no japão, resta-nos apenas lidar com isso.

  52. @di3go_ctba disse:

    Sim, os jogos japoneses no passado tinham muito mais expressão no mercado do que recentemente, mas falar que a indústria japonesa está "morta" ou sem criatividade é simplista demais. Alguns exemplos são Metal Gear Solid 4, Little Big Planet, Super Mario Galaxy 2, Bayonetta, Demons Souls e Dark Souls, o novo j-rpg Xenoblade Chronicles, muitos desses entrariam em uma lista dos melhores da geração.
    Tivemos também o crescimento de outros mercados nessa área como a Inglaterra e França, mas jogo bom não depende da nacionalidade, como o polonês The Witcher 2 e o dinamarquês Limbo. A falta de criatividade está presente no ocidente também, quantas vezes nós vemos nas listas dos mais vendidos do mês e encontramos o mais recente Call of Duty ou qualquer outro FPS. Temos que analisar os dois lados.

  53. 3evill disse:

    Nunca gostei de rpg's

  54. Dario disse:

    Aplaudo de pé esse post!

    Isso é que é jornalismo formador de opinião e não aquelas abrobinhas que a gente lê por aí feitas por pessoas interessadas apenas em receber lobby de empresas de games.

    Nota 10 para o Kotaku Brasil! pela independência editorial

    Sobre o assunto: na minha mísera opinião o único defeito dos produtores japoneses é focar demais no mercado interno. Já está mais do que na hora dos estúdios japoneses começarem a estudar e pensar no consumidor ocidental que NÃO é fã de esteriótipos japoneses.

  55. Ives Aguiar disse:

    Vamos lá amiguinhos:

    Vou ignorar o comentário do Phil Fish por quê o cara falou a opinião dele e voltou atrás devido os fanboys e não aguentou a pressão.

    Agora os jogos japoneses estão com problema: Falta a bizarrice. O máximo de games bizarros do ano passado foram o Shadows of the Damned e o Catherine. Falta aquele jogo tipo o Katamari para jogar na nossa cara aquele japão moleque bizarro com jogabilidade inovadora. Além do mais a quantidade de jogos japoneses foi muita mas alguns foram uma merda.

    O mais engraçado é que o gênero famoso dos japas o RPG, foi deixado de lado um pouco e tendo apenas a extensão do FF 13 e uns RPG random aí que não ficaram famosos mas certeza que tem algo para oferecer.

    Sobre Skyrim: PUTA QUE PARIU VOCÊS. Tava tudo indo também mas os senhores cagaram (me refiro aos comentários). Caras, eu posso falar de Skyrim o quanto eu quiser, mas isso não quer dizer que o jogo TEM que ser incrivel. Skyrim é o jogo mais importante do ano passado, mas não merece o titulo de GOTY, eis o motivo:
    Os bugs não incomodam, mas de perto o jogo é feio e de longe é bonito. São as melhores paisagens do mundo dos joguinhos, mas se você olhar de perto é feio para caralho.
    O combate não é um dos melhores, já que não é o foco mas FOR GOD SAKE que tipo de RPG você não ataca? Pelo menos o combate tem que funcionar.
    O que vale a pena em Skyrim são as plotlines das quests, e falar que o final do jogo É UMA MERDA. Mas as sidequests dão um gosto a mais na série

    Falta novas ideias no mercado japonês, ideias que deêm certo, não aquelas que parecem que funcionam mas são uma merda (Alô você Neverdead). O engraçado que este ano jogos como o Dear Esther, trazem coisas que talvez um jogo japonês traria. Quero aquele japão bizarro.

    Japão não morreu, só tá dormindo no ponto.

    • gamerdecelular disse:

      "Agora os jogos japoneses estão com problema: Falta a bizarrice"

      Isso é estranho pois o problema dos jogos japoneses para um usuário ocidental que não curte cultura japonesa (perfil da maioria dos gamers) é justamente a aversão a certas bizarrices.

      Vá convencer uma adolescente qualquer a comprar um game onde os caras correm de cueca arrebentando muros?

  56. @MessiahBRs disse:

    E cadê o Ace Combat: Assault Horizon?

  57. synthzoid disse:

    Acho engraçado que ninguém comenta que há dez anos o cenário era exatamente o contrário. Ninguém se lembra de Metal Gear Solid 2? Ou até mesmo Shenmue…

    Falar que a indústria de videogames anda em decadência por causa de más decisões de grandes desenvolvedoras como Square-ENIX e Capcom é assumir muita coisa precipitadamente.

    Esse papo começou quando os figurões da Bioware resolveram cagar no pau aproveitando o hype causando pelo Mass Effect 2, que agora com a sequência lançada este ano, todos nós podemos discutir se foi satisfatório ou não.

    Quantos estúdios ocidentais “bons” simplesmente faliram de uns tempos para cá? Interplay, Black Isle, Micropose, todas ofereceram ótimos jogos, mas nenhuma aguentou o tranco do mercado dominado pelos nipônicos.

    Sobre o bode expiatório da vez: Final Fantasy XIII, é ruim? Sim, mas quando a crítica é “linearidade”, por exemplo, vale lembrar que todos os outros jogos da série são exatamente iguais, o que existe é uma ilusão de liberdade, o jogador ainda está preso ao roteiro e suas decisões ainda são pré-determinada, o ponto A sempre levou ao ponto B.

    Skyrim pra mim é um exemplo infundado de “superioridade”, o jogo além de mal programado é absurdamente repetitivo, mesmos inimigos, mesmos dubladores além de inconsistências no roteiro difíceis de aturar (só eu acho impossível o personagem principal ser líderes de diversas guildas? Algumas inclusive com valores antagônicos?)

    Pior que a linearidade é a repetição, Bethesda tem entregado ao longo de uns anos a mesma fórmula com os mesmos elementos de jogo, e nem por isso eu vejo crítico acusando a desenvolvedora de ser repetitiva.
    Morrowind, Oblivion, Fallout 3 e etc. repetir e insistir no próprio feito para mim é tão decadente quanto qualquer direção que as empresas japonesas tem tomado, e o pior, a gente tá fomentando isso ano após ano (e nem vou citar nomes como Assassin’s Creed e Call of Duty).

    Agora onde me diz que isso é sinônimo de sucesso?

    O Japão trouxe coisas formidáveis para a indústria dos games (inclusive algumas lições que foram aprendidas pelos ocidentais, principalmente os desenvolvedores “indies”) vale só lembrar de nomes como Yakuza 4, Catherine e principalmente Dark Souls

  58. lelouq disse:

    Bom, eu concordo com o fato de que o mercado ocidental dos games está numa fase melhor, e mais favorável, do que o oriental, que vem num declínio, ja citado por outros desenvolvedores na própria industria. Mas não acho que seja demérito das produtoras, e sim pelo fato de jogos ocidentais estarem se sobressaindo, atualmente. Obviamente continuo achando os JRPG ótimos, e sempre continuarei a joga-los, enquanto forem bons, porque não? Mas não acho que chegue a esse ponto da industria ''morrer'', é uma ''má fase'' ao meu ver.

  59. feliperene disse:

    Ficar taxando os outros de ista disso, ista daquilo não leva a nenhuma discussão proveitosa. No entanto, o texto não me mostrou nenhum argumento convincente contra a crise da indústria de games japonesa, parecendo mais uma defesa de fanboy do Japão.

    Ela não só existe entre os designers, que fazem jogos com cada vez menos apelo, mas também dos jogadores. Bastar dar uma olhada nas listas da Media Create. Na maior parte das vezes, a lista é dominada por mini games bobos de Wii ou DS. E um efeito inesperado agora é que os grandes lançamentos ocidentais começaram a fazer mais sucesso no Japão, mostrando que os próprios consumidores estão "cansados" do game design de lá.

    Da lista de bons jogos japoneses lançados ano passado, claro que há coisa de qualidade. Mas do mesmo jeito que há críticas nos lançamentos ocidentais, a lista orienta está cheia de continuações (Zelda, MvC3, Kof13 e Pokemon, que é o mesmo jogo há 15 anos), alguns nada mais que regulares (Yakuza, El Shaddai, Sonic Generations…) e um dos jogos (Shadow of the Damned) foi dirigido por um estrangeiro.

    Não que a indústria americana seja perfeita, falta inovação. Mas hoje o Japão está numa fase de reestruturação de sua própria identidade e isso está impactando na qualidade dos jogos. E isso está na cara de jogos como Ninja Gaiden 3, que parece muito mais o que o Team Ninja acha que o público ocidental quer do que de fato o jogo que eles queriam produzir.

  60. Lazy Liquid disse:

    Esse post caiu como uma bomba na Kotaku. Mas apesar de meter o dedo na ferida, não trouxe respostas concretas de porque o mercado japonês já não dita mais tendências, não é mais auto-sustentável e de quebra não consegue trazer um "Q" ocidental convincente, quando precisam. Não sou nenhum especialista sobre o assunto, mas de cara já pode-se concluir:

    1 – Japoneses de um modo geral não conseguem aprender com as tendências mundiais sem aplicar os seus próprios padrões no meio do processo. Gran Turismo 5 segue atrolhando 50 Skylines no mesmo jogo, Deus EX derrapa ao tentar aplicar uma concepção de arte "clean" em um futuro cyberpunk, Pokemon B&W deixa claro que não quer sair daquela formulinha batida desde a época do GBA… e a lista segue.

    2 – Pirataria. Já foram muitas as medidas tomadas para amenizar essa praga, mas parece que justamente o Japão não está as utilizando com tanta eficácia quanto o ocidente. Basta perceber as features capadas de seus jogos online (salvo raras excessões, tipo Monster Hunter), assim como o descaso de algumas plataformas com relação a possuirem uma proteção frágil. Enquanto isso, boa parte dos jogos ocidentais nadam de braçada, a não ser os que foram feitos propositalmente para não serem online.

    3 – O público japonês não consegue sustentar sua própria indústria. Além disso, os japoneses tem jogado muito mais jogos ocidentais do que no passado. Basta dar uma pesquisada no youtube japonês, e ver que a sessão de games está repleta de vídeos sobre Starcraft 2, Skyrim, Portal 2, Minecraft, COD… e alguns poucos de luta ou locais (lê-se JRPGs principalmente).

    4 – Barreiras de linguagem. Podem espernear e reclamar que o japonês não pode se inclinar sobre a "globalização" nem para o inglês como o novo esperanto da nossa sociedade, mas o fato é que muitos bons jogos não são traduzidos para inglês, e quando são, possuem um delay enorme (o que atrapalha muito no hype, que é algo que impulsiona as vendas). Ninguém está aqui pedindo para que os japoneses parem de falar japonês e passem a falar inglês em sua própria terra, mas custa aceitar o fato do inglês ser "a" língua universal e aprender essa porcaria de uma vez? Podem me negativar, mas pra mim todos os jogos japoneses deveriam ter opção de idioma (japonês e inglês, pelo menos), mesmo se o jogo for exclusivamente region 2. Pouca gente tem espírito de Otaku pra ficar aprendendo kanjis e afins.

    Desculpem a parede de texto, mas esse assunto é polêmico demais para destrinchar em poucas linhas (e olha que eu nem me prestei em apontar os pontos positivos e negativos do lado de cá).

  61. @Dienno disse:

    Melhor post do Kotaku que eu já li.
    Finalmente alguém mostrou coragem de dar opinião e não seguir a maré da hipocrisia que é o jornalismo de games, onde as empresas pagam para que seus jogos tenham bons reviews e assim notas melhores no metacritic.
    FINALMENTE KOTAKU!

  62. Necro_ disse:

    Sem querer ser chato, mas falem isso pra Nintendo e suas vendas astronômicas.
    O negócio se chama: atingir o público certo.

  63. rhss_c disse:

    jogo japa tem mais falação que ação, 20 min de dialogo e 10 de jogo

  64. thiagoOoS disse:

    Você ta falando que skyrim eh ruim (Não vem dizer que não eh isso que você disse por que voce sentou o pau no sistema de batalha do skyrim) e ainda acha que eu vou levar em consideração sua opnião sobre RPG?

    • Fatalis_ disse:

      po cara joguei skyrim também, achei o sistema de evolução very easy saca?
      pra aumentar level de escudo, só botei uma armadura fodona e deixei em novice, ai é so deixar o fracote te atacando.
      pra arma é so atacar o pocoto e deixar no nivel master e ir clicando, enquanto isso no meu segundo monitor assistia um bom xvideos =D

      • Lazy Liquid disse:

        Já eu comecei um novo personagem, já estou no level 30 com ele. A diferença é que só tô jogando no Expert (master fica desbalanceado demais), sem farmar pra upar, sem cheat pra aumentar status, tudo à pé (sem fast travel, no máximo pegando um taxi de carroça às vezes).

        Tem 2 jeitos de jogar Skyrim: Com boa vontade (curtindo) ou com má vontade (avacalhando).

        • Fatalis_ disse:

          po, má vontade?
          eu desejaria mil vezes ficar treinando, sou do tipo que perde horas treinando o char pra depois fazer as quest,
          só que no skyrim o respawn é muito demorado, ai o que resta? o seu fiel cumpanheiro o pocoto!
          se fosse que nem o obvilion IV seria muito mais dahora, tem hora no skyrim que vc vaga sem nenhuma ação.

          sabe algum mod de respawn pra skyrim?

          • Lazy Liquid disse:

            Honestamente eu nunca joguei Oblivion puro (Vanilla, como dizem). Sempre joguei lotado de mods…

            Já no Skyrim, apesar de ter jogado na época do lançamento ilegalmente pelo PC, hoje possuo uma cópia de PS3, justamente pra evitar me dar a tentação de atolar de mods novamente.

            Mas não concordo que o Skyrim seja deserto… eu encontro uma batalha a cada pelo menos 5 minutos de jogo (isso quando não envolvido em uma peleja que dure uns 20 min entre 1 dragão, eu e um castelo cheio de bandidos)… fora os outros tipos de treinamento, que também aumentam a exp. Te lanço o desafio de começar novamente, jogando no master (ou expert, se preferir) e jogar sem fast travel (exceto carruagem).

  65. ulltima disse:

    Oi Fernando a respeito do seu artigo, vejo ele como a ponta de um iceberg…

    Acredito que a razão dessa suposta "polemica & atrito" entre os polos ocidental/oriental, no fundo comunguem de uma mesma causa, e a resultante, sao casos parecidos como esse que voce abordou.

    Atualmente o entretenimento eletronico nunca esteve tao em voga, (ultrapassou a rentabilidade da industria musical, bem como a hollywoodiana) lindo nao?. Entretanto essa "ferrari anda meio sem gasolina" ou seja, o pilar de sustentacao economico do mesmo, ultimamente tem delineado o rumo e o futuro de varias empresas deste segmento.

    A matematica eh simples, usuarios (eu, tu ,ele) refens de uma economia precaria, apo$tamos nosso "Hard earn cash" em titulos que, no minimo, possuam um pedigree como referencia (seja o nome da produtora, ou a repercussao de uma serie) salvo algumas exceções (publicidade miragem, sabe como? nao era aquilo que voce esperava) hoje um game (triple A, 2012) nao sai por menos de £40 (uk) ja no brasil eu nem faco ideia…

    Partindo desta seletividade,o leque de opções das produtores resume-se basicamente em investir de forma exclusiva no genero à sua aptidão (ex: Square: rpg / Capcom: fighting) e esta tem sido uma constante desde 2001.

    Acredito que, a maioria de nos recorda, que a um tempo atras, estas mesmas empresas criavam titulos fora do seu habitat (Ex: SQUARE/ Tobal, Bushido Blade, Einhänder, Ehrgeiz, The Bouncer, All Star Pro-Wrestling II, CAPCOM Breath of Fire, MotoGP '07, Auto Modellista) hoje estes sao "TITULOS MORTOS" que dificilmente irao receber um green light novamente.

    Esse "efeito funil" (de focalizar o potencial & verba da empresa, em titulos de alta repercusao) nao eh exatamente algo ruim, ENTRETANTO, com a chegada dessa ultima geracao de consoles domestico, a situacao agravou-se de forma significante.
    .
    O tempo de producao de um jogo literalmente dobrou (em relacao a ultima plataforma) e o que temos hoje eh uma espera de no minimo 3~5 anos para degustar um titulo blockbuster ou triple A (como preferir)

    Baseado nessa configuracao quase engessada, as empresas primam por reduzir ainda mais o deadline de seus jogos, evitando que (nos) seus clientes torne-se refens do tempo, quer um exemplo? (somando o periodo de producao de FFXII & FFXIII, teriamos uma crianca com 10 anos de idade)

    Consequentemente reduzindo o deadline, elas compromentem a qualidade do produto, principalmente a parte grafica, (FFXIII-2 eh um otimo exemplo disso) outras empresas que nao gostam de "pensar muito" apelam pra violencia gratuita (god of war e derivados) mas isso ja eh um outro topico…

    Por fim a proxima geracao ja desponta no horizonte , e novamente TODAS as empresas irao se re-estruturarem para "tirar nosso dinheiro". Nao se espante por acaso, se a Capcom & Nanco, Konami & Platinium Games, seguirem a mesma linha de raciocinio capitalista (porem necessario) que a Square e a Ennix decidiram a tempos atras: Fusões e aquisições – essa palavra de ordem nesses proximos anos.

    Tenha em mente que (independente da configuracao supracitada) o polo oriental sempre foi, e indubitavelmente (pelos proximos anos) sera a fonte de referencia, seja no Design, na Musica e PRINCIPALMENTE nas narrativas.

    Esse eh o grande RECALQUE de muitos produtores ocidentais, tal como esse Phil Fish, e tantos outos… (Sony americana, estudio Santa Monica, EA, e por ai vai)

    Um abraco.

    • rafthehay disse:

      Que senhor comentário! Muito bom, cara.

      Para grandes softhouses realmente o panorama é esse, imagino inclusive que elas também tomem parte decisiva em abrigar os estúdios indie e pequenos desenvolvedores, que tem a desculpa (válida) do baixo custo e mão de obra para desenvolver projetos igualmente menores, mais simples e que se mostraram altamente lucrativos. Não duvido que no futuro uma dessas japas compre estúdios de jogos de celular e banque produções desse tipo.

      Claro que tecnicamente isso é um paliativo até as plataformas móveis terem complexidade de produção próxima de um console convencional, mas a natureza da plataforma puxa para jogos mais casuais ou jogos menores, o que mantém bem separada da demanada de produção de um "Triple A".

      • ghostygfd disse:

        Bem, acho que um exemplo de game indie e de qualidade distribuído por uma grande empresa é o Bastion.

  66. PROFETA disse:

    Acho que em uma coisa todo mundo concorda, que os jogos japoneses andam em baixa, a única coisa que há discordãncia, são os motivos dessa queda de qualidade, sim, falamos de um modo geral mas sabemos que existem jogos que se salvam ( oque não é o suficiente para salvar outros, pois é uma margem muito baixa ), na minha opinião prórpria ( em referindo aos RPG's ) 4 jogos se salvam ( e estes 4 são para o Wii a plataforma que teve os melhores Jrpg's dessa geração de consoles ) Arc rise fantasia (rpg por turno ), pandora tower, xenoblade, the last story ( ambos action rpg, mas com um enredo tão bom, que eu até me esqueço que não curto action rpg ).

  67. @greg_gamer disse:

    Geralmente, o que funciona no ocidente não funciona no oriente, e vice-versa. Questão cultural, pessoal, que seja.Tanto que a grande surpresa pra mim ano passado foi Skyrim ter ganhado um 50 da Famitsu, que deu nota máxima pra um jogo ocidental pela primeira vez na história.

    Gostei muito de Skyrim e jogo bastante até hoje. Depois de umas más experiências com jogos orientais, eu permiti que meu preconceito por eles dominasse. Sabem, por segurança.

    Concordo com o criador de Mega Man que diz que o Japão apenas recicla franquias antigas há quase trinta anos e tem medo de criar coisas novas. A parte boa é que esses jogos continuam muito bons – Mario, Zelda, Donkey Kong. De Final Fantasy eu nunca gostei – pode até ter uma história boa, mas PRINCIPALMENTE a estética padrão japonesa me irrita, e a mecânica dos jogos não me agrada também.

    É questão pessoal. Não acho que esse Phil Fish teve a intenção de humilhar o Japão e promover o trabalho dele – vai ver foi uma opinião enérgica, politicamente incorreta, de um jogador frustrado por não encontrar mais a mágica de antes nos jogos japoneses. Eu me sinto assim e sei que muitos outros também.

    A questão aí, na minha opinião, é que o Japão sempre foi líder – e sempre teve expectativas altas. Ao não cumpri-las, a frustração foi maior. Deixa o cara dar opinião dele. Tenho raiva desses comportadinhos de plantão. As pessoas não precisam ser diplomáticas o tempo todo.

  68. Selucrehsatierf disse:

    Eu ainda sou muito fã de RPGs japoneses. Só não gostei do que fizeram com o Final Fantasy depois que o Hironobu Sakaguchi deixou a Square-Enix (Tá o FFX foi um pouco diferente tbm, mas ainda assim foi bom). Agora tem um jogo para XBOX 360 que vale a pena conferir nessa geração, é Lost Odyssey. Ele é de 2007 eu acho, então o gráfico tá meio ultrapassado, mas é muito mais Final Fantasy que os últimos FFs. Só Acho uma pena não ter saído para PS3, quem sabe assim ele teria feito mais sucesso pelo japão.

  69. T_7 disse:

    Quem diz que os jogos japoneses atuais nao sao bons é pq no minimoé um gamer de qualidade raza…que nao se aprofunda do aspecto e que é gamer de um console só…
    sim,o japao pecou ultimamnte nos jogos…a mentalidade da galeraparece ter mudado,seus fans do passado cresceram e agora gostam de enredos mais adultos e desafiadores…mas dizer que o mercado japones ta morto é um erro…
    um exemplo disso é o DS LITE e o DSI…até hoje saem titulos bons,tao bons que suas vendas superam as vendas do 3DS,,,pq? porque em sua maioria sao pessoas novas que possuem ds..eu tenho 22 ano tenho ds lite,dsi,3ds e xbox 360…e existe uma rande difrença de "mentalidade" entre esses consoles…i japao só precisa criar mais titulos de peso como FF com pitadas mais adultas sem copiar os ocidentais…simplles…ai o pessoal,ao ver o sucesso de um FF novo vai deixar essa falacia de japao morto dos games pra traz

    A MAIORIA DE NOS,HOJE COM SEUS 20 E TANTOS ANOS,CRESCEU COM OS GAMES DO JAPAO…NOSSOS VALORES NAO FORAM APRENDIDOS NA ESCOLA MAS SIM COM OS GAES DELES

    entao vamos respeita-los um pouco mais por favor…

    • ghostygfd disse:

      Bem, meus valores aprendi mais em casa que em outro lugar. Já a língua inglesa, aprendi bastante nos games, inclusive os japoneses, ironicamente.

  70. Kinrpg disse:

    A muito (tipo uns 3 anos) o Japão não fez um lançamento que realmente leva-se o povo as lagrimas. O Ultimo que muitos ouviram foi final fantasy XIII a muitos anos. Acho que no caso as empresas japonesas deixaram o EGO subir um pouco o que sempre estraga tudo. Sem contar que a maioria dos designers e produtores mais conhecidos abandonou as grandes empresas para criar estudios menores.

    Isso sem contar crise economica, publicidade massiva dos titulos ocidentais e o fato dos gosto de todos mudarem de tempos e tempos (daqui um tempinho tem quem vai dizer que Call of Duty e os jogos de 2011 é um lixo).

  71. valterbcc disse:

    O último jogo japonês bom que joguei foi Final Fantasy 12 (XII), fora isso só estão piorando.
    Deixaram de ser referência, eram inovadores, líderes no segmento, mas não se atualizaram e consequentemente, perderam mercado.

  72. Massafera disse:

    Aposto que me divertirei mto mais jogando "a porcaria" do jogo de Cavaleiros do Zodiaco do que jogando Skyrim.

  73. ghostygfd disse:

    Bom comentário, só discordo veementemente em relação ao que vc disse sobre o cinema. Pra mim, os games, em geral, são muito mais "perecíveis" do que os (bons) filmes, que não raro marcam a história de um povo e uma cultura, o que dificilmente ocorre com o videogame.

    • Lazy Liquid disse:

      Entendo a sua colocação. Acho que o termo perecível ficou mal empregado, pois eu apenas queria dar a denotação de "x vezes consumidas num período de alguns poucos anos", e não em termos de representatividade histórica e social durante décadas…

      Mas quando eu escrevi sobre isso, eu estava pensando a falta que me faz hoje de não ter tido um Dreamcast e nem um Playstation 2 nas épocas deles. Confesso que alguns jogos ainda estão na minha lista futura.

  74. sapulha_himself disse:

    Cara, tu merece um oscar por esse texto. Muito bom!

  75. Para todos os FanBoys de japoneses eu pergunto!! TODOS ESTAO CRITICANDO O SKYRIM, MAS KE JOGO ORIENTAL CHEGOU PERTO DELE ?, ke dizer, e os defeitos do FInal Fantasy, se comparar o SKYRIM ganha de lavada só em número de críticas, vamos complicar, e o Batman: Arkham City ?, Battlefield 3 ?, Dragon Age Origins ?, Pro Evolution Soccer 2012 ?, Crysis 2 ?, Dead Space 2 ?, a lista de jogos sitados como o supra-sumo do mundo oriental sao jogos medianos (bons, mas não chegaram a ótimos) isso sim!, adorei o Catherine (acabei umas 3 vezes), mas o resto sinto mto dizer, deixa a desejar e parece mais um jogo bom no meio de tantos outros…

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