Se o mundo dos RPGs japoneses fosse o mundo da Tecnologia, Yasuhiro Fukushima seria um Steve Jobs ou Bill Gates, dependendo de sua inclinação ideológica. Ele foi o responsável por fundar, na década de 80, a Enix, e com ela dar início ao legado imortal da série Dragon Quest, que polarizou com Final Fantasy, por muito tempo, como a maior série de games do país. Vinte anos depois, ele aprovou a fusão entre as duas empresas “rivais”, criando a Square Enix. E agora, aos 64 anos, como presidente honorário da Square Enix, está visitando o Brasil para observar o terreno e ver como a empresa pode aterrissar por aqui.
Parte desse plano começa com o Square Enix Latin America Game Contest, concurso realizado com o intuito de procurar (e premiar) novos talentos na área de desenvolvimento de jogos. Além de pagar prêmios em dinheiro para os oito primeiros colocados – são US$ 20.000 para o grande campeão – há a possibilidade de que uma dessas equipes, mesmo não estando entre os finalistas, vire uma parceira da Square no Brasil, segundo Fukushima.
“Mesmo se o jogo não for um dos finalistas, se tiver um bom programador, um bom designer, alguém de talento, nós vamos entrar em contato. Não quer dizer que todas as pessoas finalistas vão trabalhar com a gente, e não estamos pensando em trabalhar como estúdio de desenvolvimento na América Latina, e sim como publisher”, disse ele. “Não estamos aqui procurando produtos”.
O executivo se mostrou feliz com a recepção e o comprometimento dos estudantes brasileiros com quem conversou em uma das universidades que visitou durante sua estada no Brasil. E se disse otimista com o potencial da região, mas alertou que as pesquisas do mercado de games por aqui ainda pintam um cenário fantasioso. “As pessoas estão brincando com números”.
O futuro mobile e web
A escolha das plataformas para o concurso da Square – Mobile e Jogos de navegador – vem de uma tendência que, segundo o executivo, vale para todo o mundo: essas serão as plataformas dominantes no mercado de games daqui a um prazo de três a cinco anos. Enquanto o mercado de consoles está estagnado ou diminuindo (com exceção de regiões em desenvolvimento, como o Brasil, onde há crescimento), o aumento da fatia dos jogos para smartphones, principalmente, é “vertiginoso”.
Isso, segundo Fukushima, acontece porque pessoas que nunca comprariam um aparelho dedicado a games, de repente, percebem que têm uma máquina capaz de rodar jogos e decidem experimentá-los, coisa que atinge também mulheres e pessoas de idade mais elevada. “Não importa se você gosta ou não de jogos, todo mundo tem um [celular]“. Nessa visão não são levados em conta videogames portáteis como o Nintendo 3DS, o PSP ou o Vita.
Ainda há a questão, segundo o executivo, de que hoje é comum ver pessoas se sentindo “obrigadas” a comprar uma plataforma específica só para jogar um jogo – coisa que não existe no mercado mobile. “A barreira de entrada para comprar um jogo vai cair drasticamente”, diz.
Mesmo com essa filosofia Mobile em mente, a Square Enix ainda lança muito jogos caros na App Store. Final Fantasy Tactics: War of the Lions, por exemplo, sai por US$ 15,99. Chrono Trigger, por US$ 9,99. Valores altos se comparados mesmo aos maiores blockbusters da área, como Infinity Blade II (US$ 6,99). Mas por quê? Fukushima diz que existem jogos caros, baratos e até gratuitos, feitos pela empresa, em vários dispositivos, e que são os produtores de cada game que decidem o preço final. Mas, mesmo assim, ele não acha que o valor um pouco mais elevado seja um problema.
Segundo a lógica dele, no Japão você pode gastar US$ 50 e ir assistir a um filme ou a um parque de diversões, por exemplo, e tem diversão por um dia. Então por que os jogos, que divertem por bem mais tempo, precisam ser mais baratos que isso? Por isso a estratégia da Square de não se preocupar em colocar os preços dos seus produtos abaixo dos da concorrência. “O consumidor entende o valor que essa diversão tem com relação a outros tipos de entretenimento”, diz o executivo.
Ele ainda esclarece que, hoje, quem define a estratégia de preços da Square Enix como um todo é o atual presidente e CEO do grupo, Yoichi Wada.
Operação Brasil
“O que mais impressiona sobre o Brasil é o tamanho do mercado em potencial, com 2 milhões de pessoas”, responde rápido Fukushima, “e o desenvolvimento econômico pelo qual passa o país atualmente. E o grande ponto negativo são os impostos”. Mas não para vender jogos, e sim para abrir uma uma subsidiária que comande toda a operação da empresa da América Latina. É esse o outro motivo pelo qual o “Chairman Honorário” veio ao Brasil.
Ele diz que, além do nosso país, Chile e México são outros dois candidatos em potencial para receber a nova base de operações da Square, e que todos os mercados estão em estudo. Por aqui, ele já conversou com especialistas da área de impostos para entender melhor como funcionam as cobranças e burocracias inerentes ao sistema verde-e-amarelo, mas ainda não há um prazo para que o martelo seja batido.
“E por que queremos abrir uma subsidiária aqui na América Latina? Porque daqui três a cinco anos vão existir produtoras brasileiras produzindo hits. Daqui a cinco anos vão nascer várias empresas grandes de jogos aqui no Brasil. E isso por causa do crescimento da presença dos celulares e tablets, que vão criar uma demanda de mercado. Vai ser muito mais simples produzir seus próprios jogos do que era até hoje. Vai mudar completamente a dinâmica aqui e na América Latina”.
Além ser uma publisher em potencial para os games produzidos no concurso, a Square Enix também se interessa, abrindo uma subsidiária ou não, em entrar em todas as áreas possíveis: jogos mobile, jogos de navegador, MMOs e até os mais games tradicionais, vendidos em caixinha – os mais problemáticos, do ponto de vista de preço. “É por isso que a indústria do Brasil não cresce. Eles [os jogos] são caros demais. Não é só que eles são caros. Ele são caros demais”. Tudo, porém, é uma questão de mercado: se houver gente para comprar, a Square estará mais do que feliz em vender.
Um dos sinais desse interesse da Square Enix no Brasil foi demonstrado internamente há pouco tempo: a equipe de desenvolvimento de Final Fantasy XIII-2 encomendou um estudo para saber se valia a pena criar uma versão localizada do game para lançar por aqui. Infelizmente, o jogo acabou chegando através de outras distribuidoras e sem suporte ao português – por falta de dados significativos sobre a realidade do mercado brasileiro – mas ainda assim a intenção estava lá e, aparentemente, ainda está.
O otimismo cessa um pouco frente aos dados divulgados recentemente pelo IBOPE e a agência GfK. Eles diziam que 31% da população brasileira tem algum tipo de videogame (resultando em, aproximadamente, 60 milhões de pessoas) e que quase um milhão de aparelhos foi vendido em 2011 – 53% a mais do que no ano anterior.
Pelos números apresentados, analisa o representante da Square Enix, seriam necessários mais de 60 anos para que se chegasse a uma base instalada dessas no país.
“Se você parar para olhar esses dados, há grandes incongruências. Seja no Brasil ou na Índia, os dados que as empresas apresentam sobre o mercado têm números com erros demais e fazem a gente pensar em como foram feitas essas pesquisas”.
Pelas próprias pesquisas da Square Enix, só 2 ou 3 jogos (no geral, não da Square) venderam mais de 100 mil cópias no ano passado por aqui. ”Um mercado assim não pode passar de 100 milhões de dólares – a conta não bate. Mas tem gente falando que o mercado brasileiro vale bilhões de dólares. Isso acontece não só no Brasil mas em todos os mercados emergentes. Não tem muita informação. As pessoas estão brincando com números e não há dados muito confiáveis”. Ele diz que ”os números são um indicador, de uma forma ou de outra, mas a nossa visão não é tão otimista assim”.
Fukushima diz querer saber, por exemplo, os números da Microsoft – mais especificamente qual foi o aumento de venda dela desde que começou a montar os consoles aqui. A informação de base instalada do Xbox 360 que a Square Enix tinha era de aproximadamente 500 mil consoles no país e que, por outro lado, a empresa tinha uma capacidade de produção de 7 mil consoles por semana, o que dá aproximadamente 350 mil unidades por ano. “Eles poderiam duplicar a base instalada, na melhor das hipóteses”, pondera.
Mas, nesse caso específico, a empresa sabe que a fabricação do 360 no Brasil e a queda de preço que veio em consequência disso ajudou o console a alcançar o PlayStation 3 no mercado. A proporção, antes, era de 2 para 1, e agora caiu para 1,5.
Fusões, crises e um carinha da Capcom
Fukushima foi um dos responsáveis pela fusão da Square com a Enix que resultou, em 2003, na empresa que existe hoje. Ele conta que, antes mesmo disso, quando ele era presidente da casa de Dragon Quest, chegou a recusar duas propostas de fusão vindas da família Final Fantasy. Foi só quando Keiji Honda, seu sucessor, assumiu a presidência em 2001 e trouxe o assunto à tona como uma proposta interessante, que o processo foi adiante.
E apesar de existir a aura de rivalidade tanto entre as séries quanto as empresas, isso simplesmente não existe no mercado de games, diz o executivo, e é assim que tem que ser. No mercado de automóveis, por exemplo, se uma pessoa gosta de um carro, ela dificilmente vai sair comprando vários veículos parecidos de várias montadoras. Já nos games é diferente: o sucesso de um game “rival” pode trazer mais público para o seu jogo. “É assim que o mercado cresceu no Japão”.
Esse, aliás, foi um dos assuntos tratados por Fukushima em seus encontros com os vários grupos que representam o setor no Brasil: “Não há motivo de existir diversas associações sendo que o objetivo é o mesmo”. Se houver união, o mercado cresce naturalmente, avalia.
Já no Japão, fala-se de uma crise que Fukushima e a Square Enix não acreditam que existe. “Todo mundo anda falando isso [de crise]. Eu não sei de onde ouviram isso, e essa informação está errada”.
“Algum ex-funcionário da Capcom e uma pessoa de uma empresa bem pequena de games falaram alguma coisa assim e todo mundo acreditou, mas eu não entendo. Que os jogos de caixinha estão em queda, isso é certo, tanto no Japão quanto nos EUA e na Europa”.
“As vendas de jogos online para celular estão crescendo vertiginosamente e não há crise no Japão do ponto de vista de mercado. O que pode estar acontecendo é que essa é uma leitura possível quando se olha só uma parte: o mercado de consoles está estagnado [em números] há quase cinco anos. Mas na verdade a inovação é nas novas plataformas. Muito da inovação acaba passando desapercebida da mídia ocidental que está focada nessa parte de consoles”.
Então a questão da crise, para Fukushima, é mais fruto de impressões subjetivas do que de dados confiáveis.
[Entrevista por Fernando Mucioli e Pedro Falcão]
[Foto: Pedro Falcão/Kotaku Brasil]






O Brasil só tem 2 milhões de pessoas ???? UAU…rsrsrsrsrs
2 milhões de potenciais compradores, espero que seu comentário tenha sido irônico e que você entendeu o que esses "2 milhões" representam. o.o
Quase joguei um Final Fantasy em português.
Se fosse localizado eu teria feito questão de comprar, mesmo não achando grandes coisas…
esse assunto de smartphones e tablets me entristece
Somos dois essas merdas não podem nos dominar!
Somos 3, não é a primeira vez que alguém da indústria afirma que daqui alguns anos o mercado de smartphones e tablets serão dominantes para jogos. Pode ser para o casual, não imagino quem realmente gosta de games vai deixar de investir em um console ou PC para jogos.
Somos 4! Pra mim isto é "abobrinha pura"! Gente pagando de "adivinho" querendo prever o futuro baseado em MEDO!
A única coisa que vai acontecer é as outras plataformas incorporarem a idéia dos celulares/tablets… Abrir para jogos de 1 a 5 dollares, e que pessoas comuns possam criar jogos com tranquilidade!
Eu já discordo, enquanto tiver gente comprando os sjogos de console/pc continuarão a ser produzidos.
Ps: sou usuário de console e smartfone.
Cara, smartphones e tablets são pra jogadores casuais, e não "hard gamers". Mas a questão é que de fato os jogos casuais estão com um público cada vez maior. São os joguinhos que vc brinca enquanto está na fila do banco, ou numa longa viagem de busão, ou até naquela aula chata da universidade que são o foco dessas plataformas.
Eu sou "hard gamer" e comecei a "hard gamear" no iPad, tem títulos muito bons e bem feitos em diversos aspectos como roteiros, gráficos, jogabilidade e sons.
A falta de tempo eu acredito ser algo que influencia muito, não tenho mais tanto tempo para ir jogar no console, mas consigo jogar no tablet em qualquer lugar, qualquer hora, a um clique de distância.
Negócio é o seguinte, as empresas vão para onde as oportunidades de lucrar aparecem.
smartphones e tablets não vão dominar ou destronar nada, é só um mercado "novo" que as empresas querem atuar. só isso.
Que venha, torço muito por um rpg da SE em PTBR.
Não sei por que, mas esse mercado de Smartphones não me atrai nem um pouco.
Pra se ter idéia eu não tenho um celular até hoje e nem pretendo ter, prefiro comprar um portátil do que um Smartphone.
Final Fantasy em português? Deixa ver: Fogo, Fogara e Fogaga… Sei lá, hein…
nao vejo problemas em ser assim, pois em ingles para quem fala ingles é exatamente isso e nao reclamam… mania de querer tudo em ingles pq é "mais bonitinho a pronuncia"
analizando desse jeito, gegaga vira nome de cerveja
KKKKKK! Boa!
Dos jogos para telefone, o único que experimentei e gostei foi Fruit Ninja. A mecânica dele o torna apropriado para esse tipo de plataforma. Mas daí a dizer que o mercado de jogos para celulares e tablets será dominante me parece um tanto exagerado.
OK, os não gamers são maioria e é pensando nesse pessoal que ele diz isso, mas quem gosta de verdade, e pode, gasta "até os tubos" para comprar seus games e acessórios favoritos; com isso em mente, penso que não chegaremos neste nível a que o Yasuhiro aludiu. Mais do que penso, espero: gosto de games casuais TAMBÉM, mas prefiro muito mais games com história e jogabilidade variada.
O que acontece é que o TIOZINHO está confundindo NOVOS MERCADOS com os antigos… Celulares e tablets alcançaram um "novo público" e nem de longe tomaram o mercado dos antigos (consoles)!
Tem uma distorção aí de achar quem joga celular está incluído (e está mas só em partes) no mercado de consoles… São coisas distintas! Temos é novos jogadores e não um êxodo/debandada dos jogadores tradicionais para outras plataformas!
Minha preocupação não é com a debandada de jogadores de consoles para as plataformas mobile, e sim com uma mudança de foco de estúdios para produção de jogos visando estas plataformas, em detrimento dos jogos que nós preferimos e temos em nossos consoles.
Interessante como o "seu Enix" indagou a veracidade das pesquisas de mercado de games.
Há pouco tempo li uma entrevista de um represente de empresa de games (não me recordo agora qual) que falou que é quase impossível medir a real quantidade de consoles e games no país, porque tem que se considerar o "mercado cinza" e a pirataria, que podem ser ignorados quando estamos falando de EUA e Europa, mas por aqui faz muita diferença, já que muitos ainda só adquirem jogos e consoles por esses meios.
Dá até pra suspeitar que essas pesquisas sejam só especulação, para tentar mascarar a realidade. Afinal, porque Microsoft e Sony não divulgam dados das vendas de seus consoles e jogos lançados oficialmente aqui?
Já faz mais de seis meses que o Xbox 360 começou a ser fabricado por aqui e nenhum dado concreto sobre vendas foi anunciado e, mesmo não sendo fabricados por aqui, a Sony já lançou oficialmente PS2, PSP e PS3 no Brasil há pelo menos um ano. Qual foi o resultado depois disso no mercado? Ninguém fala. Até agora a única que vi fazendo isso foi a Ubisoft.
A Square-Enix diz que realizou pesquisa própria e viu diferenças, há de se questionar agora…
Será que ele sabe o que é Jailbreak??? Eu tenho um iPhone 3GS e tenho jailbreak… tenho varios jogos comprados na App Store, mas quando vi Final Fantasy Tatics a 15,99 baixei de gratis na hora!!!! O que ele falou sobre os preços de jogos pra smartphones ta totalmente equivocado… se o Final Fantasy fosse no maximo 4,99 compraria (chorando mas compraria), mas por esse preço? Muito melhor baixar e se divertir 0800… Vacilão mesmo, depois querem lutar contra a pirataria… desse jeito é derrota certa!!!
Corretíssimo! Ele está SUPERVALORIZANDO a empresa dele! Não entende que ele tem que se adaptar ao mercado e não ficar reclamando!
Fora que é uma cara MUITO DE PAU cobrar 16 dollares por um PORT! Nem é um jogo inédito! É só uma adaptação de um jogo que ele já ganhou um baita lucro! Este preço não faz sentido algum! Ele tá precisando analisar melhor o mercado e rever os conceitos dele.
Em primeiro lugar, o Tactics deveria ter passado longe do iphone. Tela pequena, port mau feito, jogo longo, enfim péssimo para um smatfone. No ipad eu até tenho curiosidade de testar porque a proposta o aparelho já comporta melhor esse tipo de jogo.
Disse tudo! Ganhou mais um pontinho (tipo quando as tias dão uma estrelinha no seu caderno porque você acertou)!
Muito boa a entrevista, impressionante as críticas dele levantando tanta BULLSHIT que rola por aqui, mas de uma maneira sutil e direta.
Curti a parte onde ele diz que não há esta rivalidade que todos acham que existe, entre as grandes empresas lá na terra dele. Com isso, espero muito que a galera que está surgindo por aqui tenha isso como base em suas empresas de jogos.
No fim, o recado sutil pro nosso amiguinho político que quer brincar de vingancinha, foi sensacional:
“Não há motivo de existir diversas associações sendo que o objetivo é o mesmo”. Se houver união, o mercado cresce naturalmente, avalia.
Porra, FINALMENTE alguém de importância disse que não há crise no mercado japonês. Vivo falando isso com uma amiga minha, pois se o pior Final Fantasy (considerado) vendeu 6 milhões de cópias e a série tá decadente e blá blá blá… bom, que crise boa é essa, não?
Só faltou ele dizer que os grandes sites dizem isso (e sabe-se lá de onde tiram essas informações) e os fãs repetem. Bando de papagaios, mesmo!
Mais ou menos… Se você analisar FRIAMENTE vai ver que FF13 vendeu MUITO BEM! Por conta do nome Final Fantasy… Por ser o primeiro FF da nova geração (de verdade)… Propaganda… Muito hype associado com a vontade dos fans de um bom Final Fantasy. Ainda mais com a confiança que o 12 deixou! Um dos melhores jogos de PS2.
Todos estes fatores influenciaram nas vendas do FF 13… Mas… DEPOIS que as pessoas compraram é que foram saber exatamente o que levaram! Um jogo simplesmente "RIDÍCULO" (na minha opinião) e de qualidade discutível… Tanto que rendeu muita revolta e comentários pela internet…
Daí… Olha o número de vendas do 13-2: http://www.vgchartz.com/game/49773/final-fantasy-…
BEM menor que os 6 milhões do anterior! E olha que o jogo é bem melhor que o antecessor!
Obs: O 13-2 vendeu bem no japão… No resto do mundo foi quase nada! E mesmo assim foram 825,427 mil cópias!
Obs2: Números juntando PS3 e XBOX360: http://www.vgchartz.com/gamedb/?name=Final+Fantas…
Desempenho muito ruim pra um jogo do porte e nome de Final Fantasy
Temos que analisar comparando com o X-2 também. Como ele foi comparado ao X, com o povo sabendo que era spin off?
Pergunta muito interessante! Vai aí os números:
Final Fantasy X (8.05m): http://www.vgchartz.com/game/759/final-fantasy-x/
Final Fantasy X-2 (5.29m): http://www.vgchartz.com/game/760/final-fantasy-x-…
Em resumo… O Spin Off vendeu relativamente bem! Mais de 5 milhões!
No Caso do 13-2 nem considero spin-off por causa das circunstancias… Foi mais um "desculpa aê gente"… E este X-2 é de "doer"! Acho que estes 5 milhões foi carona no sucesso do antecessor! Porque o designer é de matar! Desfile de moda total!
"BEM menor que os 6 milhões do anterior! E olha que o jogo é bem melhor que o antecessor! "
Não em história, certo?
Verdade! Pior que é verdade…
Vc está generalizando um fato isolado… a uma década atras, a industria japonesa de games era muito mais valorizada que hoje… mas nada impede de ela se recuperar a médio prazo.
Pois é meu amigo… Tem que se ter MUITO cuidado! Porque assim como pode levantar, pode fazer como a SEGA e a SNK que quebraram em definitivo (em partes! Continuam atuando mas, longe de serem o que já foram! Dificilmente de recuperam).
Esta história de fusão da Square-Enix inclusive pra mim é "cascata" (não posso provar)! O que aconteceu foi da Square ser absorvida pela Enix porque já não andava bem das pernas.
O Mercado Japonês vai MUITO BEM! Tá aí Capcom e Konami vendendo horrores em alguns de seus títulos… Mas… A visão global está mudando! E quem não se adaptar vai dançar!
Resident Evil 5 também, considerado o pior da série, foi o que mais vendeu. É o povo repetindo o que os grandes sites dizem mesmo. Torcem contra a indústria japonesa. Qualquer coisa que sai da indústria japonesa o povo corre PROCURAR defeito, qualquer coisa que sai da indústria americana povo corre elogiar e passa por cima dos defeitos (Skyrim).
Cara, quando saiu Final Fantasy X-2 as vendas foram "baixas", também. Lembro que saiu em notas nas revistas da época. Fora que o jogo saiu em 2003, né? O acumulado de vendas desde 2003 é 5.2 milhões. Aliás, vgchartz não é lá um site muito confiável, mas beleza, vamos usar as fontes deles.
Final Fantasy XIII-2 com 1.8 milhões de cópias foi mal? Sendo spinoff? JAMAIS! Final Fantasy Tactics que foi sucesso de público e de crítica vendeu 2.4 milhões. Final Fantasy XIII-2 vendeu 1.8 milhões de cópias HOJE EM DIA e foi mal? Acho que é querer achar que foi mal isso aí. E o Tactics vendeu isso em uma época que a Square reinvava absoluto. Um spinoff vender 1.8 milhões de cópias (ainda mais hoje em dia) é um sucesso de vendas não importando opiniões.
Povo sempre falando do mercado japonês indo mal e os jogos por lá vendendo as mesmas coisas. O que acontece fora do Japão é que tem mais concorrência porque tem mais jogos ocidentais hoje em dia. Agora, vai lá no Japão ver se jogo ocidental vende bem lá. Então, o mercado ocidental tá em crise? Claro que não! Só o japonês que tá! Vamos comparar o tanto de Play 3 que vende fora e o tanto de 360 que vende no Japão? Vamos comparar as vendas de jogos ocidentais no Japão e as vendas de jogos japoneses fora do Japão? Qual mercado que tá indo melhor? O que consegue vender nas duas regiões ou o mercado que não entra de JEITO NENHUM em uma das regiões? A pagação de pau pra jogo ocidental tá além dos limites.
"Um spinoff vender 1.8 milhões de cópias (ainda mais hoje em dia) é um sucesso de vendas não importando opiniões."…
Depende! Na verdade, a maioria dos jogos vendem cerca de 2 milhões e MORREM DE FELICIDADE! É sucesso… Mas… Tudo depende do investimento! Se retornou o investimento é sucesso… Senão… É fracasso! No casso do XIII-2 considero (pelo tempo que levou pra ser lançado) que deve ter dado muito lucro! Mas… Apenas prova que no passado, spin-offs eram mais "bem vindos"… Ainda mais um que nem é! Na verdade é mais um "concertando o erro anterior"… Foi um pedido de desculpas da Square "não aceito" pela grande maioria. A meu ver, isso foi uma bela rejeição!
FF Tactics teve a felicidade de COPIAR Tactics Ogre e expandir com o sistema de jobs da Square. Jogo excelente… Mas… Nunca vendeu muito mais que 2.5 milhões nem mesmos os seguintes, ou seja, não é o mesmo publico "exatamente" que curte TACTICS e os FF por turnos… O público é menor mesmo.
Foi só um exemplo de spinoff. Um spinoff vender essa quantidade é normal. Talvez Final Fantasy X-2 tenha vendido mais, mas creio que só pelo acumulado dos anos porque na época é sabido que não vendeu o tanto que os fãs estavam esperando. Mas não sei o quanto a Square estava esperando.
Sim, ao seu ver foi isso aí que você falou. Ênfase no "ao seu ver". Skyrim também foi feito em cima de feedback de fãs, então foi pedido de desculpas, também?
Cara, "pedido de desculpas não aceito" como? Advent Children, Dirge Of Cerberus, Crisis Core e Before Crisis venderam menos que Final Fantasy VII. Não aceitaram o pedido também? Tudo isso é especulação do povo. Eles fizeram continuação porque vendeu muito. A mentalidade da empresa é essa, pode ter o feedback negativo que for, vendeu bem, então é sucesso pra eles. Aí os fãs começam a criar histórias por trás dos motivos que levaram. "Ah, fizeram pra pedir desculpa!" "Fizeram pra homenagear os fãs" "Fizeram pra bla bla bla". Não, fizeram porque foi sucesso de vendas. Por mais que todos torceram contra, foi bem.
Porque os ditos SITES ESPECIALIZADOS falaram mal (e aí foram repetindo atrás) que o jogo é péssimo e bla bla bla… não sei. Se tivesse sido o fiasco que todo mundo fala, o spinoff não teria vendido 1.8 milhões. Final Fantasy XIV foi mal, não foi? E tinha o título Final Fantasy. Não foi por ter o título que ajudou a vender bem. Provavelmente foi mal porque é uma porcaria.
Bom, em uma coisa ele esta completamente os impostos aqui são uma violência implicita. E para que impostos tão altos?. Para o Senhor Senador, Prefeito, Vereador, adquirirem Carrões do ano, Tablets, Iphones e
etc…, através de consessões milionárias, ou seja não é do bolso deles e do nosso. E a educação e a saude ó…
Ah, eu falei com ele na palestra que ele deu na anhembi morumbi, foi simplismente DEMAIS.
"Se o mundo dos RPGs japoneses fosse o mundo da Tecnologia, Yasuhiro Fukushima seria um Steve Jobs ou Bill Gates"…
Ele é veterano… Consagrado… Mas tá bem LONGE de Steve e Bill! Mas bem longe mesmo! Vai ter que fazer a Square Enix crescer ainda bem mais pra que esta afirmação seja verdadeira.
"Mobile e Jogos de navegador – vem de uma tendência que, segundo o executivo, vale para todo o mundo: essas serão as plataformas dominantes no mercado de games daqui a um prazo de três a cinco anos"…
Sentado esperando pra ver! Discordo veementemente desta afirmação! São plataformas COMPLEMENTARES e nada mais! Não substituem e nem superam a experiência de jogos TRADICIONAIS com um bom joystick , um hardware de respeito e um estrutura PARRUDA de servidores. O crescimento desta plataformas (browser e celulares) não tem relação direta com o uma queda dos jogos tradicionais! Não conheço nenhum estudo que prove isto.
"Ainda há a questão, segundo o executivo, de que hoje é comum ver pessoas se sentindo “obrigadas” a comprar uma plataforma específica só para jogar um jogo"…
Que coisa! Fala disso como algo NEGATIVO! Até parece que as pessoas estão interessadas em um único jogo numa plataforma! Eu entendi o que ele quis dizer! Mas… Celular também te obriga a comprar um celular melhor com video 3D que custa R$ 1000 pra conseguir jogar um determinado jogo! Neste ponto nada mudou! Tem celular muito mais caro que console por aí! Se você quer JOGAR TUDO… Prepare pra desembolsar no mínimo 700 reais (valor de um console).
"Pelas próprias pesquisas da Square Enix, só 2 ou 3 jogos (no geral, não da Square) venderam mais de 100 mil cópias no ano passado por aqui… "
Pare de fazer jogos pensando apenas no Japão com personagens "esquisitos e andróginos" e este número melhorará bem! Não é todo mundo que engole/aceita o jeito Nipônico de ser! É uma questão de analisar o mercado como global e não como o quintal da sua casa!
A Enix fundir com a Suqare foi a PIOR COISA QUE JÁ ACONTECEU! Tivemos Final Fantasys piores, e Dragon Quests que demoram mais para serem feitos! Graças ao bom Deus Dragon Quest é tradicional e não brinca de "rato de laboratório" com seus fãns… Fazendo, mudando e "testando" novas fórmulas sem fundamento algum! Mexendo em time que estava ganhando!
"Pare de fazer jogos pensando apenas no Japão com personagens "esquisitos e andróginos" e este número melhorará bem! Não é todo mundo que engole/aceita o jeito Nipônico de ser! É uma questão de analisar o mercado como global e não como o quintal da sua casa!
"
Ah, que lamentável isso. E os personagens carecas e fortões americanos? Acham que os japonesas curtem também? Diferença é que mesmo com os personagens andróginos os jogos japoneses vendem bem nos EUA e os jogos com os personagens fortões e carecas vendem mal no Japão.
"A Enix fundir com a Suqare foi a PIOR COISA QUE JÁ ACONTECEU! Tivemos Final Fantasys piores, e Dragon Quests que demoram mais para serem feitos! Graças ao bom Deus Dragon Quest é tradicional e não brinca de "rato de laboratório" com seus fãns… Fazendo, mudando e "testando" novas fórmulas sem fundamento algum! Mexendo em time que estava ganhando!"
E é ruim o jogo se reinventar a cada título? A indústria japonesa não tá estagnada, não faz sempre o mesmo (que no caso é o contrário)?
Eu vou ser fã de Final Fantasy enquanto este estiver se reinventando a cada título e enquanto Final Fantasy ditar as próprias regras sem seguir o que é moda no mercado. Espero que fiquem mesmo testando novas fórmulas pra evitar o mais do mesmo.
Você pega Crisis Core, Dissidia e Final Fantasy XIII. Três títulos recentes da franquia e cada um com uma engine tirada do zero, com destaque pro Dissidia onde inventaram um estilo novo de luta. Quem faz isso hoje em dia?
Aí você pega Fallout 3, Oblivion e Skyrim que são muito parecidos entre si. E a indústria japonesa que é a sem criatividade.
"Ah, que lamentável isso. E os personagens carecas e fortões americanos? Acham que os japonesas curtem também?"…
Bem… Se os japoneses curtem eu não sei… Eu não curto! Nem andróginos, nem carecas fortões! Qualquer uma das duas coisas me desagradam (e acredito que a maioria). Veja bem… Não tenho nada contra… Apenas não gosto! E pelo que leio por aí, tem muita gente que também não aprova! Veja que os próprios japoneses (algumas empresas) admitem isto e procuram "ocidentalizar" seus jogos (o que eu acho péssimo) para melhorarem suas vendas globais! Meu problema é "pessoal" com o caracter designer da Square! Traduzindo em miúdos, Final Fantasy pra mim virou jogo "afeminado" com pegadas de emo!
"E é ruim o jogo se reinventar a cada título?"
É sim! na verdade é PÉSSIMO não ter certeza de que você terá o padrão de qualidade do antecessor! Só se reinventa BRUSCAMENTE jogos que não estão bons! Tem jogos japoneses como PES que por não se reinventarem levaram uma "lavada" (de FIFA no caso)… Falta de saber observar que está ficando estagnado… Já Final Fanatsy estava bom! Pra que mexer onde ninguém tá reclamando? Ausência total de noção! Mudanças são bem vindas quando vem em forma de "acréscimos graduais", a cada versão… Mudar TUDO de uma vez (inclusive o character designer) é burrice.
"Eu vou ser fã de Final Fantasy enquanto este estiver se reinventando a cada título"…
Que bom! E eu vou "no sapatinho"… Esperando uns 2 a 3 meses do lançamento! NUNCA MAIS compro de olho fechado como fiz com o 6,7,9,10,12,4 (DS) e 5(DS). Pra mim a série perdeu o padrão e deixou de ser confiável!
"Aí você pega Fallout 3, Oblivion e Skyrim que são muito parecidos entre si. E a indústria japonesa que é a sem criatividade."…
Não vejo como falta de criatividade… Vejo mais como RESPEITO a quem está comprando o 5 por causa do 4, e respeito a grande MAIORIA que não curte estas mudanças bruscas! Vide os shooters famosos que não mudam assim, apenas implementam novos elementos e corrigem a cada versão e vendem como água no deserto!
Obs: Adoro cópias! Mas só as bem feitas! Sou louco pra LEVEL 5 surtar e copiar a "fórmula" de FF6,5,4,7, e 12! Só abomino as cópias mal feitas! Piores que o jogo original.
Cara, o que você lê por aí são opiniões de ocidentais. Se você não gosta, o mercado japonês não pode arriscar e ver o que você gosta pra fazer um Final Fantasy. Lá isso faz sucesso e também faz sucesso no ocidente. Os ocidentais que são os que deveriam mudar pra tentar conseguir um espaço no Japão. Conseguem? Não. Mudam? Não. Devem mudar? Não. A arte deles é essa, que permaneça assim. Mas seguindo sua lógica, quem deveria mudar seriam eles.
Se Final Fantasy é jogo afeminado com pegadas de emo, Gears of War é jogo de machão que gosta de homem musculoso? É um ponto de vista bem preconceituoso, também.
A Square mudou do Yoshitaka Amano pro Tetsuya Nomura do Final Fantasy VI pro VII. Será que foi burrice? Acho que foi algo bem arriscado e deu certo. Ponto pra Square que não tem medo de arriscar.
Bom, no nosso caso é diferença de gosto e ponto de vista. Eu prefiro que se reinvente, mexa no time que está ganhando e tente fazer algo melhor. Assim como fizeram com Resident Evil. Só assim para as séries não ficarem estagnadas. Não quer dizer que se mudar, vai vender mais. Pelo contrário, eu só acho legal pelo ponto de vista artístico. Diablo mesmo sempre segue o clássico Mesma coisa com mais coisas e sempre vende bem. Povo quer mais do mesmo sempre. Não que seja ruim, EU acho ruim, mas não é fato.
Não tem a ver com respeito os caras fazerem um jogo em cima do outro jogo. É questão que gasta menos e é mais fácil fazer em cima de uma engine já existente. Como eu disse, que vai vender vai… que é bom ficar se copiando, aí vai de cada um. Mas não venham reclamar de indústria sem criatividade se vocês mesmo apóiam isso. Sorte que tantos gênios do videogame não pensaram que copiar é legal ao fazerem pérolas como Zelda, Dragon Quest, Final Fantasy VII, Street Fighter, Mortal Kombat, The King Of Fighters, e por aí vai uma lista bem grande.
Pois é Fábio… Tem alguns pontos deste assunto que é "subjetivo"… Eu sou acidental e estou dando minha opinião… DETESTO Tetsuya Nomura e AMO DE PAIXÃO Yoshitaka Amano! Amano pra mim é gênio de um nível de cultura sem precedentes, e o Nomura pra mim não passa de um estudante de moda metido a desenhar.
Fazer o que? Não quero necessariamente que os japoneses parem de criar ou que percam seu estilo! Mas existem Japoneses e Japoneses! Veja bem o estilo dos dois characters designers… Se você comparar Cyan Garamond de FF6 e Noel do 13-2, vai perceber o disparate da visão de "o que é um samurai"! É sem noção!
Gears of War é jogo de machão que gosta de homem musculoso? É uma franquia… Pra mim se aplica ao contexto! Ainda mais num jogo onde a identificação com o personagem é ponto baixo! A história em sí é pano de fundo pra ação! Então os personagens "fortões" devem existir… A imagem do SUPER SOLDADO. É questão de contexto.
Resident Evil pra mim não ficou "melhor"… Só ficou "diferente"… Pegou um rumo financeiramente mais interessante… O público que curte Shooter ao invés de terror. Não tá errado… Eu particularmente curti a mudança e apostei mais em Silent Hill pra terror (e SH me decepcionou).
"Não tem a ver com respeito os caras fazerem um jogo em cima do outro jogo"…
Pontos de vista diferentes… Mexe em Zelda por exemplo… Tenta mudar o designer e reinventar e com certeza perca seus fãns! Eu mesmo ignoro Final Fantasy por causa da mudança de rumos! Deixo pra vocês que curtiram os novos rumos e vou continuar com minha opinião (que é a mesma de todos que como eu são da época de RPG no Snes) de que Final fantasy MORREU! Virou uma coisa que eu nem sei mais o que é!
"Diablo mesmo sempre segue o clássico Mesma coisa com mais coisas e sempre vende bem. Povo quer mais do mesmo sempre. Não que seja ruim, EU acho ruim, mas não é fato. "
Pois é.. Eu AMO Diablo! Se mexerem demais, sou o primeiro a sair correndo! Você é um cara que curte mudança… Eu as quero mais em doses homeopáticas! Aos poucos!
Se os personagens de Diablo por exemplo começarem a ficar "afeminados", pode esperar um debandada de fãns, e uma chuva de criticas!
Os ocidentais mudar pra conseguir espaço no japão é IMPOSSÍVEL! E o contrário também seria terrível! E Final Fantasy cada vez menos faz sucesso no Ocidente… Digo isso apoiado em números de venda. A série vem sofrendo declínio.
"Sorte que tantos gênios do videogame não pensaram que copiar é legal ao fazerem pérolas como Zelda, Dragon Quest, Final Fantasy VII, Street Fighter, Mortal Kombat, The King Of Fighters, e por aí vai uma lista bem grande."
Pra inicio de conversa, King of Fighters tem suas particularidades, mas vem da linha Fatal Fury que por sua vez "clonava" Street fighter na época! os gênios clonam sim!
Bayonetta (tem quem goste) é clone de Devil May Cry, e Dantes Inferno (assim como muitos outros) é da Escola de God of War. Os Primeiros Final Fantasys são muito "enraizados" em D&D (Dungeons and Dragons) RPG de tabuleiro (que já joguei muito) tanto no sistema de magias quanto de profissões… Não tem nada de gênial nem de orinal nisso… D&D que por sua vez foi construido "em partes" em cima da obra d JR. Tolken (senhor dos Aneis).
As coisas não são bem como você imagina em termos de "genialidade e criatividade"… RPG em sí nasceu no tabuleiro e não é mérito de softhouse nenhuma! Só tiveram o trabalho de ir adaptando com o passar dos anos para os videogames.
Obs: Personagens andróginos/afeminados/emo não é prova de criatividade! Desfile de moda não é criação de personagem… Mudar nem sempre é pra melhor… Tudo são pontos de vista! Ame ou odeie.
Obs2: Zelda é um RPG fantástico, Dragon Quest, Chrono Trigger, Valkirie Profile… Dentre tantos outros! E são japoneses… E eu gosto! Não se trata REALMENTE de Oriental VS Ocidental, isso é uma grande mentira! Porque Ninguém "mete o pau" nestes títulos? Porque ninguém questiona!?
São estilos diferentes. Os dois character designerns são ótimos em seus estilos. Cara, Final Fantasy SEMPRE teve personagem andrógino e com traços femininos. SEMPRE. Pega os artworks do Cecil, Edgar, Locke… sempre. Eu sou fã do Yoshitaka Amano também e prefiro ele ao Nomura, mas não acho o Nomura ruim. O Nomura sabe desenhar samurais também, já deve ter ouvido no Sephiroth. Aí é fácil pegar um personagem considerado ruim e comparar com um personagem considerado foda (Noel contra Cyan, no caso). O Red XIII é do Nomura e é bem mais interessante que o Umaro. Covardia a comparação, né? Pois é. Outra, sabia que o Shadow e o Setzer são personagens criados pelo Nomura e que todos os monstros do Final Fantasy V e VI são deles, inclusive aquelas obras-primas dos últimos chefes de ambos? Pois é! Não adianta generalizar ou comparar a pior obra de um com a melhor obra de outro pra mostrar que tá certo no argumento.
O exemplo do Gears of Wars foi só pra mostrar como é fácil fazer um comentário como o que você fez, onde você resume um jogo com um comentário simplista e que limita toda a obra. Claro que Final Fantasy e Gears of Wars são bem mais do que personagens machões e carecas e personagens com traços afeminados. Aliás, Barret, cria do Tetsuya Nomura, é afeminado também? Cid do Final Fantasy VII também? Acho que não, hein! É nesse ponto que eu falo que as pessoas só repetem o que ouvem! "ai eh tud afeminadz!" Parece que só se focam onde querem pra sustentar o argumento que várias outras pessoas já usaram.
Resident Evil não ficou melhor, só diferente. Final Fantasy não, por quê? Questão de opinião. Você gostou dos Resident novos e não gostou dos Final Fantasy novos.
Se os personagens de Final Fantasy ficarem fortões e carecas, SUPER SOLDADO, pode esperar uma debandada de fãs, também.
Os jogos ocidentais fazem menos sucesso aqui? Se você tivesse dito RPGS, talvez vocÊ estivesse certo, mas dá uma olhada nas vendas de Resident Evil 5, Street Fighter IV, Marvel Vs Capcom 3 e veja como as vendas continuam altíssimas e maiores que no Japão. Principalmente Resident Evil 5.
Cara, quem jogou Fatal Fury e King of Fighters sabe que a jogabilidade dos dois não tem NADA NADA NADA em comum. Nada. Eu não disse que Fatal Fury era original, eu disse que The King Of Fighters era original. Não só por escolher 3 personagens e montar times, a jogabilidade era diferente. Não é porque é jogo de luta que é clone, senão todo RPG é clone de Dragon Quest e só o jogo que inaugurou o estilo que é original.
Dante's Inferno é uma vergonha de jogo. A história do jogo é legal e tal, bem dirigida, mas é igualzinho God of War. Espero mesmo que esse jogo não seja um exemplo. Darksiders mesmo tem gente que compara com God of War, mas certamente não é um jogo com a MESMA jogabilidade. Bayonetta é uma cópia de Devil May Cry também, até trouxe uns elementos novos (mais na parte da direção do jogo e no estilo), então pelo menos algo de novo trouxe pra indústria. Dante's Inferno é o que todas as empresas deveriam evitar. Não tô dizendo que é um jogo ruim, nem tem como ser… se o original é bom, por que a cópia idêntica seria ruim? Não seria.
Cara, são enraizados em D&D só que… quem tinha colocado isso em um videogame antes? Certamente parece fácil imaginar que copiaram dali, mas na verdade criaram todo um sistema que funcionou em um RPG de videogame e isso nos anos 80. A comparação com D&D não cabe. Nem a comparação com D&D e Tolkien. As 3 obras podem possuir um estilo parecido mas são bem distintas. Como Street Fighter, Marvel vs Capcom e King of Fighters. Um é bem distinto do outro.
Cara, dá uma olhada nos artworks do Yoshitaka Amano pros personagens de Final Fantasy e vê quem que curte mais moda, se é o Amano ou o Nomura. Não dá nem pra medir, os dois sempre ousaram muito nas roupas e androginia. Os dois. Se o Cyan não é afeminado, o Barret também não, se o Tidus tem traços femininos, o Cecil tem também (mais que ele até). Se o Cyan é um samurai foda, o Sephiroth também é. É o que eu falo de procurar defeito em um e procurar coisa foda no outro. Em um as pessoas ignoram os "defeitos"
e nos outros ignoram as qualidades. Se Final Fantasy IV saísse hoje com design do Yoshitaka Amano, acharia que o Cecil seria como? Uma puta duma meninona! O Locke seria comparado ao Gackt.
Tirando os 5 primeiros minutos de "conversa fora do tema" … O resto é proveitoso! http://adrenaline.uol.com.br/games/sons/65/podcas…
Dá uma "noção" de que as pessoas gostam mais dos RPGs Orientais/jap do que dos Ocidentais… Mas que não estão felizes com as "inovações" de Final Fantasy.
Interessante o podcast. Só se esquecem que não percebiam a androginia dos personagens andróginos pelos gráficos da época. Outra, Final Fantasy nem sempre acertou. Final Fantasy II também foi considerado um erro, mas tentaram. Final Fantasy XIII, a mesma coisa. O II não foi bem recebido, aí o III foi muito bem recebido porque voltou mais as origens. Eu apostaria que um Final Fantasy XV fosse corrigir os "problemas" do XIII. Se a Square-Enix tem um grande problema hoje em dia, na minha opinião, é o Motomu Toriyama. Certamente não são as tentativas de inovação.
Muito boa a matéria.
Muito legal ver grandes empresas como a Square Enix apostando no Brasil e nos vendo com outros olhos, essa oportunidade com esse concurso para os brasileiros é uma excelente iniciativa q deve ser copiada por outras empresas tb.
Resta esperar e ver aonde vai dar tudo isso.
Acho essa coisa de jogar em smartphone tão… HEREGE… burrice minha ou preconceito meu. Uma tristeza em ver acabando um mundo e surgindo outro onde pessoas como eu sentem-se atrasadas e bregas por curtirem "jogos em caixinha" e controles "com botões"… donwload de um grande jogo pra mim me dá uma sensação irracional de estar sendo roubado, enganado… cadê o glamour da arte da caixa, manuais, a mídia física.
Por outro lado o tiozinho tem toda a razão nas previsões, é a tendência de que os jogos mobile dominem. a parte boa é que mais gente que nunca jogaria está jogando, isso é realmente bom, quem sabe daqui há uns 10 anos os videogames mude o estereótipo de coisa de criança, nerd psicopata, etc…
Sobre o mercado no Brasil sempre vejo como pequeno, não sei se é o meio onde vivo, mas a sensação que tenho é a de viver num mundo assolado por bombas de hidrogênio, onde os sobreviventes são de 1 em cada cidade ou bairro, quilômetros de distância um dos outros… Com tantos problemas no Brasil, vejo a chance do mercado nacional melhorar como muito pequena. Sou pessimista.
brasil sempre foi e sempre sera insignificante para as softhouses kkk